sábado, junho 12, 2010

MDRL, uma luta para a posterioridade

Ao desfolhar o jornal da Academia Coimbrã, A Cabra, encontrei em lugar de destaque, esta fotografia e artigo, que gostaria que não se perdesse na noite dos tempos.

Refiro-me à luta inglória que o MDRL travou contra o encerramento do centenário Ramal da Lousã.

Inglória porquê?

Não me parece.

Oxalá o tempo não lhe venha a dar razão. E depois o que temos?

A linha esventrada, os carris retirados, a pedra transportada sabe-se lá para onde.

Por esse país fora, em nome da crise internacional muitas obras tem sido paradas, oxalá o mesmo não se passe aqui…

O MDRL permanece como a consciência colectiva e crítica, dos mirandenses…

Post scriptum:

Espero que a obra que começou que tenha bom porto, porque senão alguém ficará com o menino nos braços.

Todos nós.



3 comentários:

Carmo L. disse...

Pois é...parece-me que os que dependem dos tranportes publicos e no caso das carruagem da locomotiva, das duas uma, ou vao de carrinho ou de patins...porque pelo que parece será mais uma obra como a de Mafra!

Isabel Simões disse...

Tenho muito orgulho em ter dado a cara nesta luta a que chamam "inglória".... O tempo dár-nos-á, ou não razão, mas como correm os ventos no nosso País, não me parece que passe muito tempo antes que alguém venha dizer... "Eles é que tinham razão"... Oxalá me engane porque entretanto viajar para sempre de autocarro não é uma ideia agradável...

Mário Nunes disse...

Evidentemente que tens razão Isabel, com o artigo publicado no Espaço Aberto, quis te prestar homenagem Isabel, porque fostes uma mulher tremenda que desafiastes tudo e todos.
Também tenho dúvidas que este projecto chegue a bom porto, oxalá também me engane.
Alguém terá um dia que pedir responsabilidades a quem ajudou a destruir a linha. Todos nós o devemos fazer!
Enquanto isso o erário público vai sendo delapidado pelos sucateiros e construtores de ocasião que estão a desviar a pedra, os carris, as traves e tulipas que um dia suportaram o caminho de ferro.
Mais um escândalo nacional.
Porque motivo não foi a linha electrificada?
Eis o mote para o debate que está lançado neste espaço aberto.

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