segunda-feira, abril 25, 2011

Semana da Chanfana 2011


De 23 de Abril a 1 de Maio, Miranda do Corvo, vai mais uma vez realizar o evento “Miranda Capital da Chanfana”.

Neste período que inclui os feriados do Dia da Liberdade e do Dia do Trabalhador, vários restaurantes do Concelho vão dar as mãos e em colaboração com a Câmara Municipal vão promover a gastronomia tradicional baseada na carne de cabra velha: chanfana, negalhos e sopa de casamento.

Estes restaurantes sedeados no Concelho de Miranda do Corvo estarão preparados para servir os muitos amantes da boa gastronomia que se deslocarem a Miranda.

A iniciativa deste ano assume um carácter especial dado que a chanfana é candidata às 7 maravilhas gastronómicas tendo já sido seleccionada para figurar entre os 10 pratos de carne escolhidos a nível nacional.

Miranda do Corvo assumiu este desafio de promoção da cozinha tradicional com o objectivo de dinamizar o nosso património gastronómico e contribuir para a dinamização turística do Concelho.

A Chanfana cozinha-se com vinho tinto tradicionalmente cultivado na freguesia de Lamas, é assada em fornos de barro e em caçoilas fabricadas pelos oleiros do Carapinhal.

A história da chanfana encontra-se ligada ao contexto social da população do Concelho e ao Mosteiro de Semide.

A relação por demais evidente entre a confecção da carne de cabra velha – chanfana, sopa de casamento e negalhos; o barro e a olaria, nomeadamente no fabrico das caçoilas e os típicos fornos, também eles de barro, aquecidos a lenha utilizados tanto na confecção gastronómica como na cozedura do barro, e a existência das vinhas de Lamas produtoras de excelente vinho tinto, demonstram a histórica influência directa da conjuntura económica e social dos tempos e os recursos naturais do espaço físico de Miranda do Corvo.

A sopa de casamento é um prato com base em couve e pão enriquecido com o molho da chanfana.

Os negalhos são confeccionados com as tripas de cabra assadas em vinho tinto.

Se a maioria associa a receita da chanfana às freiras do Convento de Semide é certo que existe uma lenda que remete a origem deste prato – Chanfana – para a época das invasões francesas. Para evitar que os soldados lhes roubassem os rebanhos, as freiras matavam e cozinhavam os animais. Diz-se, ainda, que durante as invasões a população envenenou as águas para aniquilar o exército francês, e como era necessário cozinhar a carne utilizavam o vinho.

O que é certo é que em Miranda, talvez devido às dificuldades de outros tempos, se criou uma rica gastronomia em que aproveita integralmente a cabra velha, que depois de ter gerado os cabritos no seu ciclo de vida, termina bem assada em bom vinho tinto, a carne transformada em deliciosa chanfana, as tripas confeccionadas nos apetitosos negalhos, e os resíduos da caçoila (carne e o molho) a temperarem a saborosa sopa de casamento.

Os apaixonados da boa e tradicional gastronomia terão a certeza de comer em Miranda alguns dos pratos mais típicos da cozinha portuguesa e de ser servidos com grande simpatia, em ambientes simples, de gente de bem.

Este projecto contribuiu também para a dinamização do comércio tradicional. Para além da restauração directamente envolvida, tem associados um conjunto de estabelecimentos comerciais que oferecem descontos às pessoas que forem aos restaurantes.

A riqueza deste concelho não se esgota contudo na gastronomia e uma visita a Miranda do Corvo é cheia de encantos a descobrir. O visitante poderá apreciar a vida selvagem do nosso país no Parque Biológico da Quinta da Paiva, percorrer as ruas e escadarias da zona histórica da vila, visitar a aldeia de xisto do Gondramaz, o Mosteiro de Santa Maria de Semide, o Santuário do Senhor da Serra e o Santuário de Nossa Senhora da Piedade.

O evento conta com a colaboração da Associação Comercial e Industrial de Coimbra e é co-financiada pelo Mais Centro – Programa Operacional da Região Centro, Quadro de Referencia Estratégico Nacional e Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.

A vertente cultural e desportiva da Capital da Chanfana será também bastante diversificada com a realização de várias actividades ao longo da iniciativa, de acordo com o programa:

23 Abril . Inicio da semana da Chanfana

21h00 Recital de Clarinete e Trombone - Auditório Municipal

(Org. Grupo Recreativo Mirandense e Câmara Municipal de Miranda do Corvo)

25 Abril

09h30 Prova de carros de rolamentos

Senhor da Serra / Semide (Org. Junta de Freguesia de Semide)

10h30 Hastear da Bandeira - Hino Nacional - Praça José Falcão

10h45 Concerto com a Filarmónica Mirandense - Praça José Falcão

15h30 Inauguração do Centro Educativo de Miranda do Corvo

16h15 Momento Evocativo do 25 de Abril 1974, por um grupo de alunos do Agrupamento de Escolas de Miranda do Corvo

16h30 Palestra “5 de Outubro 1910, 25 de Abril de 1974: duas

revoluções distintas por causas comuns” pelo General Monteiro Valente (Capitão de Abril) - Centro Educativo

17h30 “Canções de Abril” pelo grupo musical Cantar Abril - Centro Educativo

1 Maio

07h30 8º Passeio / Maratona BTT “Rota da Chanfana” Vale do Açor (Org. Bike on Elas)

09h45 Passeio pedestre “Rota da Chanfana” Vale do Açor (Org. Bike on Elas)

09h00 Feira de Velharias - Praça José Falcão (Org. Associação do Cedro para Animais)

16h00 Animação Cultural - Praça José Falcão

Estão assim reunidas várias condições para que as pessoas visitem o Concelho dentro destes dias. Podem provar boa gastronomia, apreciar bons momentos desportivos e culturais e podem também aproveitar parta visitar alguns dos pontos turísticos do Concelho, nomeadamente o Gondramaz, o Parque Biológico, os santuários do Senhor da Serra e da Senhora da Piedade de Tábuas, entre outros

Restaurantes aderentes:

Araújo | Careca | Carpinteiro | Churrasqueira Cheiro Guloso | Churrasqueira Paraíso do Frango | Colher de Pau | Espanhol | Estação de Sabores | Fika Keto | Grelhador | Museu da Chanfana | Paris | Parreirinha | Pátio do Xisto | Pedroso | Pentágono | Porco Bravo | Retiro do Mendes | Rufino | S. Miguel | Teia | Telheiro | Varandas do Ceira | Zé Padeiro

Comemorações do 25 de Abril na Lousã

sábado, abril 23, 2011

Páscoa Feliz

Desejo a todos vós leitores, uma Santa Páscoa, na companhia da família e no descanso do lar, em paz e com muita saúde.

Paixão de Cristo entre Rio de Vide e Semide


Pelo vigésimo ano, mais de 20 jovens figurantes e actores recriaram o caminho de Cristo até à cruz, num percurso de quatro quilómetros que culminou no Senhor da Serra

Nem a chuva demoveu as dezenas de populares que, num percurso de quatro quilómetros, acompanharam a par e passo os últimos momentos de vida de Jesus Cristo, após ter sido condenado à morte por blasfémia, por se ter auto-proclamado rei dos judeus. Aconteceu ontem, em Rio de Vide e Semide, uma das encenações da “Paixão de Cristo” mais famosas da região e, quiçá, a mais antiga. Uma iniciativa que se repete há 20 anos, graças ao esforço conjunto das paróquias de Rio de Vide e Semide que, anualmente mobilizam os jovens para dar corpo e vida ao caminho da cruz.
Ontem, mais de 20 actores e figurantes do grupo de jovens das duas paróquias vestiram-se a rigor e recriaram as 14 estações da via-sacra, num percurso que culminaria no Santuário do Divino Senhor da Serra.

Debaixo de chuva, junto à Escola Primária de Rio de Vide, Jesus chorou junto dos apóstolos, até que chegaram os soldados romanos com Judas que o entregou às autoridades. «Chegou a hora do filho do homem pôr sobre os seus ombros a salvação dos homens e fazer cumprir o que estava escrito», disse Jesus, iniciando ali a recriação da primeira das 14 penosas estações que culminariam com a sua morte, ao lado de dois ladrões, também condenados por Pôncio Pilatos.


Dali a via-sacra seguiu por Rio de Vide, até chegar ao largo, onde Pôncio Pilatos falou à multidão e, lavando as mãos, deixou-a decidir o destino de Jesus. «Crucificai-o», gritaram. Começou ali o calvário, desenrolando--se até à freguesia vizinha e subindo até ao Mosteiro de Semide, local onde acontece a quarta estação, uma das mais marcantes da Via-Sacra: o encontro de Jesus com a sua mãe. Depois, o calvário prosseguiu até ao Santuário do Senhor da Serra, local que serve de cenário à crucificação e morte do Messias, um dos momentos mais importantes do caminho da cruz.



É um momento que impressiona

Das dezenas de populares que acompanharam a iniciativa, juntamente com as Irmandades da Misericórdia de Semide, do Santíssimo, das Almas, da Senhor do Rosário e da Senhora dos Remédios (Rio de Vide) muitos fazem-no anualmente, movidos pela fé. É o caso de Arsénio Gaudêncio, natural de Semide, que garante estar presente todos os anos «pela fé» e porque é um momento que «impressiona». Que o diga Maria da Conceição, que apesar de acompanhar a Via-Sacra desde o seu início, há 20 anos atrás, ainda não consegue conter as lágrimas no momento do encontro de Cristo com a mãe. «O grito de Maria ao encontro de Jesus emociona», contou, acrescentando que o mau tempo não a demove. «No primeiro ano chovia muito e ninguém desistiu», concluiu.
Ali as tradicionais imagens são substituídas pela representação viva da dor de Cristo a caminho da cruz. Uma representação total da Paixão de Cristo que foi impulsionada ainda pelo anterior padre das duas paróquias, Pedro dos Santos, que lançou o desafio aos jovens, há mais de duas décadas e estes, vão perpetuando a tradição tentando atrair os mais novos e «encaminhá-los», como explica Cassilda Silva, de 46 anos, que participa na recriação desde o início, «pela fé e porque os jovens precisam de ajuda» na preparação do evento religioso.


Já Guida Jesus, outra figurante, afiança que além da fé move-a a vontade de «mostrar às pessoas um bocadinho daquilo que Jesus viveu e sentiu». Garantindo que participa na Via-Sacra desde que se «lembra», a professora de 28 anos, defende que o momento protagonizado pela juventude das duas freguesias «mostra que há jovens que ainda acreditam em Jesus».


Há dois anos há frente das duas paróquias, o padre João Paulo Fernandes conta que apanhou a tradição quando foi para Semide e Rio de Vide. Um ritual que o pároco assume que «ainda junta muitas pessoas», até por ser um evento com duas décadas, «que já tem muita tradição» na região.

Fonte: Diário de Coimbra

quinta-feira, abril 21, 2011

Auditório Municipal recebe “Finlândia” da companhia Projecto Ruínas - 23 de Abril

No âmbito do projecto Cena Aberta, programa de Acolhimento de Estruturas Teatrais Profissionais, da responsabilidade da companhia Encerrado para Obras que conta com o apoio do Município de Penela, o Auditório Municipal de Penela recebe no próximo sábado, dia 23 de Abril, pelas 21H30, a Companhia Projecto Ruínas com "Finlândia" .

SINOPSE

O casal Linda e Jorge Fagundes dá entrada num instituto de saúde física e mental, encetando uma viagem espiritual reveladora. Seduzidos pela curiosidade, como num sonho, provam do luxo da instituição ao mesmo tempo que se confrontam com os seus demónios. Em luta, debatendo-se com a sociedade paradoxal que os oprime, Linda e Jorge contrastam com o ambiente de serenidade do spa, gerido por um médico avant-garde e o seu staff de beldades.

Aplicada a maquilhagem às suas carcaças de velhos combatentes, Linda e Jorge acordam do pesadelo transfigurados.



Ideia Original e Encenação: Francisco Campos

Texto: Francisco Campos a partir de improvisações do colectivo

Interpretação: Ana Mota Ferreira, Marco Ferreira, Margarida Bento, Miguel

Antunes e Susana Nunes

Espaço Cénico: Sara M. Graça | Figurinos: Andreia Rocha

Assistência Cenografia: Lilo Neto | Desenho Luz e Fotografia: Nuno Patinho

Cartaz: Miguel Rocha | Produção: Susana Nunes

http://projectoruinas.blogspot.com/2011_03_01_archive.html

Venha comemorar a Liberdade em Penela!


Venha passar o 25 de Abril connosco, neste dia temos um programa vasto para que comemore a Liberdade da melhor forma. Um percurso pedestre que vai unir os 2 castelos medievais do concelho, “Monumento e Sítios e Pé na Terra – Rota do Germanelo”, e um passeio de cicloturismo que percorrerá as 6 freguesias do concelho!

Está ainda convidado para as Cerimónias de Comemoração do 37º Aniversário do 25 de Abril, a partir das 10H30 no Salão Nobre dos Paços do Concelho.

Comemore a Liberdade em Penela!

Jaime Ramos apresenta o livro Não basta mudar as moscas, em Coimbra

“Um hino à liberdade e à humanidade superior”.

O meu livro “Não Basta Mudar as Moscas” foi apresentado em Coimbra, ontem à tarde, na Casa da Cultura, num evento que contou com Barbosa de Melo, ex-presidente da Assembleia da República, e José Reis, da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, que considerou que o livro de Jaime Ramos é «impressivo», tratando de «forma corajosa, assuntos centrais» da vida colectiva portuguesa.

«Fala de tudo o que é essencial na sociedade portuguesa. Da política, da vida e dos valores democráticos, da economia, da produtividade e dos salários, da organização administrativa e do Estado, da demografia, da saúde, do território, da pobreza da solidariedade», disse José Reis, antigo secretário de Estado num governo socialista, acrescentando que a obra introduz «uma visão que vem ao arrepio dos tempos e das modas» e é «um elogio do que há de criativo, de construtivo, nas visões conflituais.
Segundo António Barbosa de Melo, “Não Basta Mudar as Moscas” «é um hino à liberdade e à humanidade superior»

Texto noticia do Diário de Coimbra de Domingo 17 Abril com chamada "Um hino á liberdade" na primeira pagina.

Jaime Ramos

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