Mostrar mensagens com a etiqueta Ambiente. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ambiente. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, junho 24, 2008

Novo combate contra a Co-Incineração, em Souselas

«O advogado Castanheira Barros apresentou ontem à tarde uma terceira acção popular no Tribunal Administrativo e Fiscal de Coimbra contra a co-incineração em Souselas, com vista a anular a licença de exploração da Cimpor.


Esta acção popular, a terceira, vem juntar-se a uma acção cautelar, entregue a 2 de Junho, para suspender as licenças ambientais, de instalação e de exploração na cimenteira de Souselas.
Segundo o causídico de Coimbra, a queima de resíduos industriais perigosos (RIP) tem estado a efectuar-se com base «num despacho do ministro do Ambiente de 2006 que dispensou a Cimpor da Avaliação de Impacte Ambiental AIA), com base num estudo de 1998, com 10 anos, portanto desactualizado e caducado».


Nesta acção, à semelhança das outras, Castanheira Barros solicita a impugnação do despacho do ministro do Ambiente, por o considerar ferido de legalidade, e consequentemente a anulação da licença de exploração de queima de RIP na cimenteira de Souselas.


«Espero que esta seja a última acção deste complicado processo», referiu o advogado, adiantando que, neste processo, solicita ao tribunal que todas as três acções sejam fundidas numa só.
Castanheira Barros explicou à Lusa que «o Estudo de Impacte Ambiental (EIA) que a Cimpor apresentou em Outubro de 2007 para a co-incineração em Souselas foi chumbado pela Comissão de Avaliação Ambiental, o que fez com que a empresa tivesse desistido de prosseguir com a AIA».
«A Agência Portuguesa do Ambiente não obstante ter sido uma das três entidades públicas que chumbaram o EIA da Cimpor veio a atribuir-lhe a licença de exploração com base no despacho do Ministério do Ambiente de 2006», sublinhou.


O advogado salienta que o relatório de Novembro de 2007 que chumba o EIA «apresentado pela Cimpor esteve no segredo dos deuses até há alguns dias atrás, em que foi por mim descoberto num outro processo administrativo».
O relatório que chumbou o EIA apresentado pela Cimpor, acrescentou, denunciava a falta de avaliação dos «aspectos decorrentes dos impactes na saúde das populações», de «um Plano de Emergência e um Plano de Saúde e Segurança para as instalações» e as «quantidades de resíduos a incinerar».», in Diário de Coimbra, de 24.06.2008

terça-feira, junho 10, 2008

Em Defesa da Vida e do Ambiente

Este blogue está solidário com a população de Souselas, nas acções populares interpostas, assim sendo:


«Com vista à suspensão dos licenciamentos concedidos à fábrica de cimento de souselas incentivamos todos os cidadãos e cidadãs a connosco participar nessa nova acção popular ou a contribuir financeiramente para a sua viabilização.


O seu contributo pode ser depositado na conta nr. 0255 092734 100 da CGD ou por transferência no multibanco - NIB 003502550009273410089 .


Peça o respectivo recibo ligando para 239723948 ou 967001667 .


As despesas das acções relativas ao Outão são suportadas pelas câmaras de Setúbal, Sesimbra e Palmela.


As despesas das acções populares relativas a Souselas têm sido suportadas exclusivamente pelo Dr. Castanheira Barros.


A luta continua; solicito a todos que divulguem nos blogues e por mail este texto.
Todo o apoio é bem-vindo.»



http://pedrapartida.blogspot.com/2008/06/em-defesa-da-vida-e-do-ambiente.html



Deu entrada no passado dia 2 de Junho, no Tribunal Administrativo e Fiscal de Coimbra, uma acção popular para travar o processo na cimenteira Cimpor, em Souselas. É a terceira acção administrativa especial entregue por um grupo de cidadãos, encabeçados por Castanheira Barros




Com os alvos directos a serem o Ministério do Ambiente e a Cimpor, a acção visa suspender as licenças ambiental, de instalação e de exploração, cedidas no início do ano.

Castanheira Barros é o promotor da acção popular e tem o apoio de sete professores catedráticos da Universidade de Coimbra (UC), entre os quais Fernando Rebelo, antigo reitor; Delgado Domingues, jubilado do Instituto Superior Técnico de Lisboa; João Gabriel Silva, presidente do conselho directivo da Faculdade de Ciências da UC; e Massano Cardoso, epidemiologista e actual provedor municipal do Ambiente de Coimbra.

Assim que o tribunal aceite o documento e notifique o ministério e a Cimpor, o proecesso de co-incineração é suspenso.

O início da queima de Resíduos Industriais Perigosos foi anunciada pela Cimpor a 21 de Fevereiro deste ano.

In http://www.acabra.net





«A cimenteira de Souselas é a pior da União Europeia em emissões atmosféricas de cádmio e crómio De acordo com o repositório de dados sobre poluição da Agência Ambiental Europeia (EPER - European Pollutant Emission Register), a cimenteira de Souselas é a cimenteira europeia com as maiores emissões atmosféricas dos perigosos metais pesados cádmio e crómio, e a segunda maior emissora europeia de níquel. Os dados contidos nesse repositório, disponível em http://www.eper.cec.eu.int/, dizem respeito a 2001 e aos 15 países que à altura faziam parte da União Europeia, mais a Hungria e a Noruega. São dados oficiais, fornecidos pelos governos nacionais à Agência Ambiental Europeia em cumprimento da directiva 96/61/CE.

Neles, a cimenteira de Souselas surge em posição nada invejável:

  • Pior cimenteira europeia em emissões atmosféricas de crómio, com 1840 Kg/ano;

  • Pior cimenteira europeia em emissões atmosféricas de cádmio, com 425 kg/ano;

  • Segunda pior cimenteira europeia em emissões atmosféricas de níquel, com 869 kg/ano (a primeira posição destacada é infelizmente ocupada por uma outra cimenteira portuguesa, a de Alhandra, com 2120 kg/ano);

  • Esta situação é mais grave do que possa parecer, principalmente no caso do crómio e cádmio, porque se trata de um primeiro lugar muito destacado, isto é, a cimenteira de Souselas emite valores dramaticamente superiores aos das outras cimenteiras. Para melhor se compreender este facto, na tabela seguinte as emissões da cimenteira de Souselas são comparadas com o total de emissões registadas na base de dados da Agência Ambiental Europeia, relativas às mais poluentes 665 instalações industriais europeias da área da produção de cimento, cal, vidro e cerâmica.


    Se as emissões estivessem igualmente distribuídas por essas 665 instalações industriais, Souselas seria responsável por cerca de 0,15%. Como Souselas é, em termos europeus, uma grande instalação industrial, é natural que a percentagem seja um pouco superior, e de facto se virmos as emissões em termos de óxidos de azoto (NOx) e de dióxido de carbono (CO2), a percentagem que Souselas representa do total sobe para cerca de 0,8 a 1,3 %. Mas Souselas emite 15% das emissões de crómio e cádmio atmosférico do total dessas 665 instalações, e 6% do níquel ! É brutal.



    Note-se ainda que, como temos vindo a alertar há muito tempo, estes dados são, tanto quanto sabemos, 100% resultantes de auto-controlo. Esta situação não é razoável. Um princípio básico de qualquer acção de fiscalização é o de que o fiscalizado não pode ser simultaneamente o fiscalizador. É como esperar que os condutores que circulam nas estradas em excesso de velocidade se fossem voluntariamente entregar à polícia para serem multados. Há por isso razões para pensar que, se o controlo fosse independente, os resultados poderiam ser piores.

    Por exemplo, levanta-se a questão de saber de onde provém tanto metal pesado. Será da pedra ? Ou será dos combustíveis, porventura baratos mas muito contaminados, que a cimenteira queima ? Ou terá origem em resíduos eventualmente inseridos no
    processo de fabrico? É essencial que os cidadãos tenham acesso a informação fiável sobre este assunto.

    Um nota relevante neste ponto é o facto de o Estado português, em contravenção por exemplo com a Convenção de Aahrus, sobre o direito de acesso dos cidadãos à informação ambiental, considerar os dados agregados de emissões das instalações industriais como dados confidenciais. Felizmente a União Europeia exige-os, embora com bastante atraso (neste momento só estão disponíveis ainda os dados de 2001) e disponibiliza-os na Internet, no endereço atrás indicado. Quando passará o estado português a ter uma relação mais transparente com os seus cidadãos nesta matéria ?



    O estudo epidemiológico é urgente



    Foi no início de 2001 que os filtros de mangas ficaram operacionais na cimenteira de Souselas. As emissões acima referidas não podem pois ser imputadas à sua ausência, e fazem-nos até temer quais possam ter sido os seus valores entre o momento da instalação da fábrica, no início da década de 70, quando nem filtros electrostáticos existiam, e o ano 2000.

    Estes dados mostram que há muito fortes razões para pensar que a saúde da população de Souselas foi fortemente afectada, e até a da população de Coimbra, para onde sopram os ventos dominantes. Não podemos portanto continuar a aceitar o indefinido adiamento do estudo epidemiológico há tanto prometido pelo Ministério da Saúde nem o clamoroso laxismo nas práticas de fiscalização e gestão de riscos ambientais.



    Queremos também saber quais as medidas urgentes que a Cimpor vai tomar para mudar a situação. Não pode continuar assim !



    Como nota final, parece-nos claro que um comportamento ambiental já de si tão mau jamais poderia ser ainda piorado com a adição suplementar da co-incineração. Lembramos que, na altura, a cimenteira de Souselas era repetidamente apresentada como sendo das melhores da Europa ....



    Quercus

    ProUrbe
    Conselho da Cidade de Coimbra»


segunda-feira, março 31, 2008

Reserva Ecológica Nacional a preços de saldo


«A Quercus revelou recentemente que mais de 20% das Resoluções de Conselho de Ministros nestes primeiros três meses de 2008 foram para alterar a Reserva Ecológica Nacional (REN).


Parece que governo e algumas autarquias olham para a REN não como um importante instrumento de ordenamento do território e manutenção dos equilíbrios ecológicos mas antes como uma reserva de solos para fomentar a fácil especulação imobiliária.

Na verdade muitos são os exemplos em que, com o apoio do governo e das autarquias envolvidas, são autorizados grandes projectos em áreas de REN adquiridas a preços baixos. Com as desanexações à REN acima referidas os preços desses terrenos multiplicam-se muitas vezes. Fica o interesse público a perder e o investidor privado a ganhar graças à intervenção dos organismos do Estado no que agora é um simples acto administrativo.


Desta forma a REN, entre outros instrumentos de ordenamento do território, perde cada vez mais a capacidade de cumprir as suas funções ecológicas, agravando problemas tão graves como as cheias devido à destruição do coberto vegetal, ocupação de leitos de cheia e impermeabilização dos solos.»


Hélder Spínola


segunda-feira, janeiro 28, 2008

Aquacultura, Sim ou Não?



Já pensaste como é que são criados os camarões?

De onde é que eles vêem?

Sabias que eles prejudicam mais os nossos oceanos e ecossistemas do que aliviam?

Sabias que uma quinta de salmão com 200.000 peixes produz a mesma quantidade de excrementos que uma cidade com 62.000 pessoas?

A Greenpeace apresenta hoje em Barcelona, um novo relatório sobre aquacultura.

Para leres o relatório sobre aquacultura, visita o site da Greenpeace, sobre os Oceanos...


http://www.greenpeace.org/international


quarta-feira, janeiro 09, 2008

AREAC Organiza Workshop sobre Biocombustíveis


A AREAC - Agência Regional de Energia e Ambiente do Centro está a organizar um workshop denominado “Biocombustíveis – importância estratégica a nível local”, que ocorrerá no dia 17 de Janeiro de 2008, no auditório do Centro da Biomassa para a Energia, em Miranda do Corvo.

Os municípios associados da AREAC têm mostrado um grande interesse na temática dos biocombustíveis e, de forma a contribuir para o cumprimento dos objectivos nacionais ao nível da sua utilização nos transportes, ponderam começar a utilizar estes combustíveis nas frotas municipais.

Também o facto de se sentir a nível local os problemas associados à incorrecta eliminação dos óleos alimentares usados tem levado alguns concelhos a promover campanhas de recolha no sector doméstico, pelo que interessa também dinamizar a utilização do biodiesel produzido a partir destes óleos.

As inscrições deverão ser efectuadas até ao dia 15 de Janeiro.

Fonte: CMMC


segunda-feira, novembro 26, 2007

Quercus põe em causa avanço da obra do projecto Pescanova

«QUERCUS e Ambientalistas da Galiza Alertam para os Pecados Ambientais do empreendimento da Pescanova em Mira

Activistas da QUERCUS e de algumas associações galegas, nomeadamente ADEGA e Plataforma Vizinhal de Corrubedo, que têm acompanhado as consequências ambientais de projectos aquícolas, efectuaram uma acção de alerta no passado Sábado, dia 24 de Novembro, entre as 10:30 e as 12:00 horas, nos terrenos junto à Praia de Mira onde a PESCANOVA está desenvolver o Projecto Aquícola de Engorda de Pregado. Num cenário de cerca de 100 hectares de floresta arrasada, com dunas e solos mobilizados e maquinaria pesada presente no terreno, a QUERCUS irá colocar 5 bidões de cores diferentes, em alusão aos tanques de engorda que serão instalados e representando os cinco pecados ambientais deste projecto PIN em Rede Natura 2000. Os ambientalistas da ADEGA presentes nesta iniciativa estarão disponíveis para testemunhar as consequências ambientais negativas dos projectos aquícolas que a PESCANOVA tem desenvolvido na Galiza.

O que está em causa?



O Projecto Aquícola de Engorda de Pregado da Pescanova classificado como PIN (Potencial Interesse Nacional) está a ser desenvolvido no Sítio de Rede Natura 2000 “Dunas de Mira, Gândara e Gafanhas”. A Quercus está a contestar em tribunal a venda do terreno por parte da Câmara Municipal de Mira à PESCANOVA e já interpôs uma providência cautelar em tribunal para evitar que a obra continue a degradar os habitats naturais existentes. O projecto está a ser implementado em Rede Natura 2000 onde existem três habitats prioritários em termos de conservação, em zona desafectada do Perímetro Florestal e da Reserva Ecológica Nacional e condicionada pelo Plano Director Municipal de Mira como Espaço de Salvaguarda Estrita.»



in http://www.quercus.pt

«A Quercus afirmou ontem que o avanço da obra do projecto da Pescanova, em Mira, desrespeita a decisão do Tribunal Administrativo de Coimbra, onde a associação ambientalista entregou uma providência cautelar a solicitar a suspensão dos trabalhos.



«As obras deviam ter sido paradas aquando das notificações judiciais [enviadas à Pescanova a 13 de Novembro e à autarquia de Mira um dia depois] e isso não aconteceu. O que está aqui em causa é um desrespeito pelos tribunais», disse à Lusa Hélder Spínola, dirigente da Quercus.
Entendimento diferente tem o Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e Desenvolvimento Regional (MAOTDR) que, em comunicado, afirma que o requerimento de suspensão de eficácia da Declaração de Impacte Ambiental (DIA) do projecto aquícola de engorda de pregado, apresentada em tribunal pela Quercus, impede a continuação da sua execução, «salvo se for reconhecido que tal diferimento resulta gravemente prejudicial para o interesse público».
Nesse sentido o secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, reconheceu, em despacho datado de sexta-feira, os graves prejuízos para o interesse público resultantes de um eventual diferimento na execução da DIA «e determinou a continuação da sua execução, pelo que a realização das obras associadas ao projecto em questão podem prosseguir».
Segundo o MAOTDR, os graves prejuízos para o interesse público «estão relacionados com os riscos de inexecução do projecto até à data de 31 de Dezembro de 2008».


«Inexecução essa que representará não só um desperdício de fundos comunitários, em prejuízo do interesse público, como o inevitável comprometimento da instalação em Portugal de um projecto capaz de produzir um efeito estruturante para a economia portuguesa», frisa.
No entanto, a Quercus contesta os argumentos do Ministério do Ambiente, frisando que o despacho governamental «não é automático» e tem de ser enviado ao tribunal para decisão.


«Já esperávamos esse argumento, o Governo tem realmente esse mecanismo mas ele não é automático. O despacho tem de ser enviado para os tribunais e o juiz é que vai decidir», disse Hélder Spínola.
«Até isso acontecer as obras têm de estar paradas e não estão», acrescentou, anunciando que a Quercus vai contestar junto do Tribunal Administrativo de Coimbra o despacho do secretário de Estado do Ambiente.


Dinamizado pelo grupo Pescanova, o projecto “Acuinova” de Mira prevê a conclusão da primeira fase em 2008, passando a produzir 7 mil toneladas/ano de pregado, o que o transformará no maior centro de produção daquela espécie no mundo.


A “Acuinova”, que numa segunda fase espera produzir 10 mil toneladas/ano, prevê criar 200 postos de trabalho directos e mais 600 indirectos.


O projecto, localizado no sítio de Rede Natura 2000 Dunas de Mira, Gândara e Gafanhas, é constestado pelos ambientalistas, que apontam impactes ambientais negativos da obra.


A Quercus diz existirem naquela área três habitats prioritários em termos de conservação e tratar-se de uma zona central ao sítio da Rede Natura 2000 onde o projecto vai potenciar o seu efeito negativo na fragmentação de habitats.


Por seu turno, o Ministério do Ambiente alega que apesar de o projecto se implantar em zona de Rede Natura 2000 «não serão afectados habitats prioritários nem serão afectados significativamente outros habitats naturais com estatuto de protecção legal, estando assim assegurada a não afectação da integridade do Sítio».
«Não obstante, as condições constantes na DIA permitirão salvaguardar os valores naturais existentes», frisa o MAOTDR.»


In Diário de Coimbra

sábado, novembro 24, 2007

Mercadinho do Botânico associa-se à Semana Nacional da Agricultura Biológica

«Apostando na divulgação da agricultura biológica, o habitual Mercadinho do Botânico associa-se hoje, 24 de Novembro de 2007, à segunda edição da Semana Nacional da Agricultura Biológica, que está a decorrer até ao próximo domingo, promovida pela Associação Interprofissional para a Agricultura Biológica.

Porque os produtos biológicos “continuam a ser pouco e mal conhecidos pela generalidade dos consumidores portugueses que, em boa parte, ignoram como podem contribuir para a sua saúde, para o seu bem-estar, para o ambiente equilibrado e o crescimento sustentável dos seus países e para o futuro dos seus filhos”.»

In Campeão das Províncias



Mais sobre Agricultura Biológica em:

http://www.agrobio.pt


sábado, novembro 17, 2007

Prestige: 5 anos depois quase tudo na mesma

«Cinco anos depois do acidente com o Prestige, o mar português, com área 18 vezes superior ao território terrestre e uma das cinco zonas económicas exclusivas maiores do Mundo, onde passa 30% do crude mundial em cerca de 12 petroleiros por dia, continua a mercê da ocorrência de marés negras.»

Ler mais em:

http://www.quercus.pt/scid/webquercus/defaultArticleViewOne.asp?articleID=2216&categoryID=567

segunda-feira, novembro 12, 2007

Tua, Rio em Risco - Paisagem ou Barragem?

«A todos os fotógrafos e demais interessados,


A admirável paisagem do rio Tua, afluente do Douro, sua flora, fauna e famosa ferrovia, estão ameaçados de desaparecimento com a construção de uma barragem. Património natural e cultural lesado também por outras barragens propostas: no Parque Nacional da Peneda-Gerês, Parque Natural de Montesinho, Rio Sabor, Rio Maçã (de grande beleza), Alto Coa (como o Tua também com gargantas de grande interesse paisagístico, geológico e ambiental, conservadas em países como a França ou Marrocos), Geopark Naturtejo da Meseta Meridional, Almourol, etc.


Tem até amanhã 3ª Feira 13 para enviar a sua opinião por escrito
para o INAG, para o que pode usar o documento FICHA DE PARTICIPAÇÃO.doc a descarregar aqui:

http://www.inag.pt/inag2004/port/diversos/temporario/seguranca/Seguranca.html
onde pode também obter mais informação sobre o Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico.


Junto 2 fotos do Tua, que tenho visitado, e um texto em que
explico o que seria destruído pela barragem, que pode ser construída noutros locais menos valiosos que não faltam num país tão acidentado orograficamente.


Se lá for fotografar, não no Inverno ou Verão dada a temperatura, vá acompanhado e leve água e telemóveis. É proibido andar sobre a linha do comboio.


Pode ler mais e deixar comentários/fotos no Livro de Visitas do site
do Movimento Cívico pela Linha do Tua (http://www.linhadotua.net ) que é também uma das associações a que se pode juntar se desejar participar duma forma mais activa. Entre outras associações, há ainda:


http://www.coagret.com/http://www.saborlivre.orghttp://www.geota.pt


Um artigo:

http://www.naturlink.pt/canais/Artigo.asp?iArtigo=21673&iCanal=52&iSubCanal=6721&iLingua=1

"Usually, terrible things that are done with the excuse that progress
requires them, are not really progress at all, but just terrible
things."
Russell Baker (1925)



Os vales, quanto mais profundos e estreitos mais impressionantes
para o Homem e belos para fotografar, mas também mais vulneráveis (apetecíveis) a ser emparedados e submersos por barragens. O rio Tua, a 100m sobre o nível do mar, é ladeado por escarpas que chegam aos 676m e pouco menos ao longo de quilómetros. O rio Tinhela, seu afluente, tambéma submergir, contorna uma extensa vertente selvagem com 500m de altura.
Os blocos de granito das Fragas Más no Tua têm centenas de metros de diâmetro. Estar nestes ambientes magníficos proporciona-nos uma experiência única da Terra.


O que a barragem põe em causa:


PAISAGEM: 20Km de vale encaixado, de aspecto agreste, da Brunheda à Foz do Tua, e ainda o Rio Tinhela e a Ribeira de Barrabáz. A diferença altitude é tão extrema que em Foz-Tua pode estar enublado, aos 300m entramos num nevoeiro denso com 5m de visibilidade, aos 650m saimos das nuvens que se vêem agora por cima iluminadas pelo sol, cobrindo vales e ladeadas de mais cumes.


FLORA: O Tua é um dos poucos locais onde se pode ver o aspecto que Portugal tinha na pré-história, em termos de cobertura vegetal. O difícil acesso, pela inclinação, extensão e esforço físico, impediu a agricultura em muitos locais, permanecendo a flora selvagem, principalmente os zimbros, arbustos de grande porte, quase arbóreo. O ar limpo dada a pouca indústria local e a ausência de pessoas permite a muitas espécies de líquenes crescerem luxuriantemente. Castanheiros, pinheiros (de alepo?), e sobreiros cobrem as vertentes sobranceiras ao rio Tua numa floresta densa e verdejante dada a ausência de incêndios.
Eucaliptos são praticamente inexistentes.


FAUNA: Nos túneis do comboio há populações de morcegos. Vê-se o esquilo, muitas espécies de aves incomuns, e ouve-se o pica-pau.
Dizem-me existir águia real, bufo real, cegonha preta, e talvez falcão peregrino e abutres, e que várias espécies e sub-espécies de borboletas e libélulas em Portugal só podem ser encontradas no Tua. *Se me pode, ou conhece quem possa, ajudar a identificar uma libelinha ou efemeróptero muito invulgar que lá encontrei, diga-me por favor e enviar-lhe-ei uma foto.*


GEOLOGIA: As termas de S. Lourenço, com água quente sulfurosa brotando dos pés da estátua medieval do mesmo santo, onde se tomam banhos medicinais, num edifício de forma medieval e invulgar, e as Caldas de Carlão, estas já com instalações modernas de hidroterapia, são algumas das manifestações do vulcanismo da região. Tudo isso, mais a praia fluvial no Tinhela nas Caldas de Carlão, com arvoredo que lembra o Choupal em Coimbra, são para submergir. Bem perto, os algares no Rio
Tinhela, também. As interessantes formas de erosão da rocha pela água no rio Tua (foto anexa), também desaparecerão, mesmo que se construíssem mini-hídricas em vez da barragem de 130m de altura. As cascatas da Ribeira de S. Mamede, caindo por fim sobre o Tua, também serão submersas.


HISTÓRIA: A linha do Tua, concluída em 1880, cuja construção na rocha escarpada deve ter equivalido em dificuldade à construção da Ponte 25 de Abril, é considerada por muitos o principal motivo porque a barragem não deve ser construída, porque será submersa ainda para montante da Brunheda (a nova bacia prevista é para ter uma extensão de 3822Km2). Seria um insulto aos que a construíram em condições inimagináveis e à nossa memória colectiva destruir esta relíquia de Arqueologia Industrial portuguesa, com as suas pontes de ferro e toda a
parafernália de equipamentos ainda existentes, incluindo as estações e o comboio a vapor que agora leva turistas da Foz-Tua à Régua. 150 anos ao serviço, interrompidos pelo acidente de 12 de Fevereiro último, apesarda boa manutenção e considerável afluência de utentes.


ANTROPOLOGIA: A agricultura de socalcos (oliveira, etc) que mesmo assim ainda é feita, chegando nalguns pontos quase até ao rio por caminhos estreitos em ziguezague, tem maior biodiversidade que nalgumas zonas da Ásia classificadas como Património da Humanidade. A água chegaria a menos de 10m da aldeia do Amieiro, descaracterizando por completo aquele lugar e inundando hortas ainda em actividade.


SEGURANÇA: A população de Foz-Tua viveria à boca da barragem, que pode ruir por terramoto, erro técnico, deficiência nos materiais, queda de pedras como as que descarrilaram o comboio em Fevereiro, sabotagem ou terrorismo; as 2 pontes (rodoviária e ferroviária) actualmente aí existentes seriam provavelmente varridas pela água, impossibilitando até os socorros necessários.


TURISMO: Considerado a principal saída para o desenvolvimento da região, imensos projectos turísticos em marcha seriam inviabilizados. Desde logo a constituição dum parque de natureza do Baixo-Tua, da Brunheda à Foz do Tua, e englobando o Baixo-Tinhela desde Martim, e a Ribeira de Barrabáz, privado ou público. Aqui poderiam ser realizadas
actividades modernas de vária ordem, didácticas, escalada, cicloturismo, passeios pedestres, talassoterapia, ..., incluindo os passeios fotográfico-científicos que eu e o Visionarium de Sta. Maria da Feira tencionávamos oferecer. O comboio a carvão poderia andar de novo na linha do Tua, levando turistas em visitas guiadas aos muitos motivos de interesse. Os acessos à linha poderiam ser melhorados, infraestruturas de apoio criadas, trilhos bem assinalados à maneira suíça; um potencial ainda largamente por explorar num país com forte aptidão turística. Já hoje se oferecem visitas guiadas, por antigas estradas romanas
adjacentes. Em Foz Tua existem bons restaurantes, a Casa do Tua é um hotel de qualidade e há ofertas de turismo rural em locais próximos. Em Carlão, as casas surgem entre enormes blocos de granito. A própria paisagem de S. João da Pesqueira a Pinhão, onde se atravessa o Douro e onde está prevista outra barragem, e daqui a Favaios, é incrivelmente tridimensional e bela, com as vinhas e os ciprestes a lembrarem a Toscânia, na Itália, onde se fazem workshops internacionais de Fotografia.


Os rios devem continuar a ser rios e as montanhas a ser montanhas.
As barragens e as pedreiras nivelam o mundo, que fica assim mais
desinteressante. Tendo em conta o que já causámos ao planeta, há que evitar mais danos. As barragens podem ser vistas como uma forma de obter energia renovável, mas quebram o fluxo natural de sedimentos das montanhas para o mar, e as praias já começam a não ter areia (só este ano, aconteceu na Costa da Caparica, Ericeira, Póvoa do Varzim?). São apresentadas como um instrumento para mitigar as alterações climáticas reduzindo as emissões de CO2 para a atmosfera pelos mesmos políticos que não escondem o seu regozijo com a descoberta de novos poços de petróleo no Brasil e prospecções em Peniche, nada fazem para nos pôr a andar a álcool e não querem painéis fotovoltaicos porque sai caro, em Lisboa querem-nos a andar de transportes públicos e no Tua acabam com o comboio, levando à conclusão que o problema deles é realmente o preço a que está o petróleo. Nós a recear o degelo dos pólos e já a ser inundados por dentro... No site do ICNB, lê-se: "O Comissário Europeu para o Ambiente, Stavros Dimas, considerou ainda que a perda de biodiversidade é mais problemática do que as alterações climáticas"

http://portal.icnb.pt/ICNPortal/vPT2007/O+ICNB/Centro+de+Documentacao/Noticias+-+Lista/Detalhe+Noticia/livro+vermelho.htm

No Parque Nacional de Yosemite, California, USA, quando lá estive, eapesar da seca que decorria, estavam a planear desmontar uma barragem para recuperar a zona para ficar como o vale central que atraía nessa altura já 1 milhão de eco-turistas/ano (6 dólares por dia cada entrada). Portugal, em ideias, anda 50 anos atrasado.»



Por favor reenvie esta mensagem aos seus amigos.


Texto e Fotos - José Romão

Licenciado em Biologia pela Universidade de Coimbra

Mestre em Ciências Biológicas pela Wayne State University, Michigan, EUA

Doutorado em Genética pela Purdue University, Indiana, EUA
Fotógrafo de Natureza http://www.milcores.pt





terça-feira, outubro 30, 2007

«Vamos Reflorestar a Serra da Lousã»


«“Vamos reflorestar a Serra a Lousã” é o mote das iniciativas que a Lousitânea vai promover, tendo em vista a reflorestação da região. Uma oportunidade para «deixar o sofá» e participar no futuro da serra.

O convite é lançado pela Lousitânea, Liga de Amigos da Serra da Lousã, que pretende chamar todos os interessados a dar uma ajuda na reflorestação da Serra da Lousã. São três as iniciativas gratuitas, que vão decorrer em Novembro e Dezembro, em vários pontos da serra, em acções que visam o repovoamento arbóreo e arbustivo autóctone e combate às espécies infestantes.

“Vamos reflorestar a Serra da Lousã” é o mote para as iniciativas que têm início a 11 de Novembro, na Lousã. O ponto de encontro está marcado para as 9h00, junto à Câmara Municipal. Primeiramente é feito um enquadramento da iniciativa, a que se segue a partida para a caminhada tendo em vista a reflorestação.

A 1 de Dezembro, os voluntários voltam a subir à serra, desta feita no concelho de Góis, num percurso que contempla passagem pelas aldeias de xisto de Aigra Nova, Aigra Velha, Comareira e Pena, onde, refere a organização, é possível «deslumbrar uma paisagem única e usufruir de espaços ainda preservados em termos ambientais». «Numa zona no centro da Rede Natura 2000, iremos, com o apoio da população local, plantar muitas árvores autóctones que irão fazer a diferença no futuro», sublinha ainda a Lousitânea. Nesta acção o ponto de partida está marcado para as 9h00, junto à Câmara de Góis.

A terceira reflorestação da Serra da Lousã acontece numa outra zona, em Coentral, já no concelho de Castanheira de Pêra, com concentração dos participantes às 9h30, na rotunda da nora, à entrada de Castanheira de Pêra. «Mais uma oportunidade para deixar o sofá e a televisão, e passar um dia ao ar livre e a participar no futuro de uma Rede Natura 2000», diz a associação que, por relatos chegados até hoje, lembra que a serra tinha um coberto vegetal, constituído por carvalhais e soutos, que se deve introduzir novamente, «aumentando a biodiversidade e reduzindo o risco de incêndio».
Pelo meio, a 24 de Novembro, a associação promove uma outra iniciativa no Vale do Ceira (Góis), desta vez tendo como objectivo a interpretação ambiental, a recolha de sementes e a realização de trabalho de controlo de infestantes. Esta, contrariamente às restantes, é uma actividade paga (cinco euros), valor que permitirá cobrir os custos relacionados com a reflorestação da serra.

A Lousitânea é uma associação de conservação da natureza e de valorização do património e cultura da Serra da Lousã. Parte das suas iniciativas tem em vista o repovoamento arbóreo e arbustivo autóctone da Serra da Lousã e combate às espécies infestantes, tendo como base logística o viveiro de espécies autótones de Vila Nova do Ceira, concelho de Góis, que se encontra actualmente a reproduzir espécies como o azereiro, o azevinho, o carvalho, o folhado, o loureiro, o sobreiro e o teixo.
Em todas as acções, a associação aconselha o uso de roupa leve e confortável, agasalho, luvas, reforço alimentar e água. As inscrições podem ser feitas através do telefone/fax 235778644 ou e-mail lousitanea@sapo.pt.
Refira-se que, para além deste tipo de iniciativas, a Liga de Amigos da Serra da Lousã dedica também parte do seu trabalho à valorização das tradições e lendas, preservação dos valores naturais, animação da história secular e promoção do turismo na região, alertando as populações locais para o potencial da serra. Actua nas vertentes turística, natural, ambiental, rural, cultural, etnográfica, histórica, patrimonial, gastronómica, desportiva, social e educativa. »

In Diario de Coimbra

terça-feira, outubro 09, 2007

Acção de Reflorestação Outono de 2007

Rio Côa, Foto do Blog Ondas 3, do amigo Octávio Lima
Desde já aproveito o ensejo para vos convidar a visitar o Ondas 3, um blogue verdadeiramente ecologista - http://ondas3.blogs.sapo.pt

Margens do Rio Côa

Fim-de-semana de 19, 20 e 21 de Outubro de 07

Fim-de-semana de 16, 17 e 18 de Novembro de 07

Inscrições abertas

A Associação Transumância e Natureza e o Colectivo Germinal organizam dois Acampamentos perto de Almendres nas margens do rio Côa, no Concelho de Figueira de Castelo Rodrigo. O objectivo é reflorestar áreas ardidas nos incêndios dos últimos anos e áreas agrícolas abandonadas, promovendo a sua recuperação.

Vamos plantar árvores da floresta autóctone, como sobreiros, carvalhos, freixos, possibilitando a reposição do ecossistema local. As áreas abrangidas por estas acções são propriedade da Associação Transumância e Natureza e continuarão a ser acompanhadas e protegidas com a intenção de se criar e ampliar uma zona de reserva natural.

Antes da actividade humana o ter alterado o ecossistema Ibérico era constituído maioritariamente por bosques com predominância de carvalhos e outras árvores da Família dos Quercus. Ao plantarmos árvores autóctones estamos a criar condições para o reaparecimento de bosques naturais, a reposição da flora típica e a recuperação das espécies animais.

Os Acampamentos realizam-se de Sexta a Domingo, sendo a Sexta-feira para recepção aos participantes. O ponto de encontro é em Figueira de Castelo Rodrigo junto à Câmara Municipal, donde asseguramos o transporte até ao local do Acampamento e retorno. Também garantimos a alimentação vegana/vegetariana, confeccionada no Acampamento, em princípio com Pequeno-almoço, Merenda no campo, e Jantar.

Necessitas trazer tenda, saco-cama, o teu próprio prato, copo e talher, lanterna, termo, não esqueças o impermeável e roupa quente, instrumentos musicais, alegria e «good vibes»!

Para participares não te esqueças de te inscreveres indicando em que fim-de-semana pretendes estar presente e aguardar a nossa confirmação.

Se não podes ou não queres participar nestas acções mas pretendes ser informado de próximas actividades envia-nos o teu contacto .

Contactos para inscrições e informações:

colectivogerminal@hotmail.com Telemóvel 918845078 (Bárbara Sá)

963605378 (Afonso Faria)

A pedido da Marta Gil

quarta-feira, setembro 19, 2007

Sinal Vermelho na Costa Portuguesa

Dois quilómetros a norte da Praia da Tocha, caminhando pelo areal encontramos uma estranha lagoa de águas profundas (constituindo um perigo para os banhistas, menos avisados), sem sinais de aves, peixes ou quaisquer organismos vivos.

À superfície encontra-se uma estranha lama esverdeada.




A Lagoa desagua no mar…

Por perto, as dunas, o mar, o silêncio de uma comunidade onde os empregos não abundam…

Um quadro a merecer a viva atenção do SEPNA, do Instituto da Conservação da Natureza e da Direcção Geral do Ambiente.

Texto – Mário Nunes

Fotos de Mário Nunes, obtidas em Julho de 2007

Stolt Sea Farm, Praia da Tocha

Anda meio mundo distraído, a Quercus fala nos grandes viveiros, que a Pescanova (empresa espanhola) irá eventualmente construir na Praia de Mira, situada 15 quilómetros, a Norte da Praia da Tocha.

http://www.quercus.pt/scid/webquercus/defaultArticleViewOne.asp?categoryID=567&articleID=2056


Os ecologistas portugueses, contudo ignoram que a Stolt Sea Farm, multinacional do sector da pesca e da piscicultura, com instalações na Galiza, na Noruega, na Austrália já tem há muito um pé em Portugal, onde explora um complexo de piscicultura localizado na Praia da Tocha, onde detêm inúmeros viveiros.

Será que a Quercus já leu o que pensam os Nuestros Hermanos da Galiza Livre acerca da Stolt Sea Farm?

http://www.galizalivre.org/index.php?option=com_content&task=view&id=850&Itemid=2



É só pesquisar…

Imagens recolhidas por Mário Nunes, em Julho de 2007, na Praia da Tocha.

Texto – Mário Nunes

domingo, setembro 02, 2007

Desperdícios Mortais


Jazem no fundo dos oceanos, julga-se para a eternidade, bidões de metal contendo substâncias radioactivas, tóxicas e letais, jogadas fora pelas nações industrializadas, estes encontram-se sujeitos a vários factores, tais como:

- A pressão da água, no fundo dos oceanos;

- As correntes marítimas;

- O meio salgado;

- A erosão;

- O movimento das placas tectónicas;

- E o vulcanismo;

O fundo do Mar virou um gigantesco caixote do lixo.

Rezemos para que um dia, estas substâncias não voltem à superfície!

Em jeito de comentário:

E depois há ainda quem venha para a televisão fazer a apologia do nuclear…

Há ainda quem tenha a alarvidade de vir dizer, não está provado, estão a decorrer estudos (!)

Uma pergunta fica no ar, para onde vão os detritos, as águas pesadas e o Plutónio?

Texto – Mário Nunes

Foto enviada por Paulo Andrade, referente à National Geographic, mês de Abril de 1979

quinta-feira, agosto 30, 2007

Novas ETAR em Construção

A Lena Construções deu início no passado mês de Julho à construção da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) e Emissário de Anagueis, uma obra que estará concluída dentro de 12 meses, e que juntamente com a edificação da ETAR da Póvoa, Lousã representa um investimento de 4,5 milhões de euros.


A ETAR de Anagueis está dimensionada para uma população equivalente a três mil habitantes e compreende o tratamento de nível terciário com remoção de nutriente, desinfecção total e aproveitamento do efluente tratado para água industrial, serviço e rega de espaços verdes.

A ETAR da Póvoa, Lousã está dimensionada para 21 mil habitantes e compreende o tratamento de nível secundário, com remoção de azoto, desinfecção e aproveitamento do efluente tratado para água industrial, serviço e rega de espaços verdes.


Será desta, que fica resolvido o problema da Poluição Industrial no Rio Ceira?

terça-feira, agosto 28, 2007

Grécia, o Reino de Hades (2)

Grécia quer classificar fogo posto como terrorismo

«O Procurador-geral da Grécia, Dimitris Papaguelopoulos, ordenou a abertura de um inquérito preliminar "para determinar se os crimes de incêndios voluntários podem ser incluídos na lei anti-terrorista". As autoridades gregas já detiveram sete pessoas, anunciou hoje o porta-voz dos bombeiros, Yannis Stamoulis.

O Governo grego ofereceu ontem um milhão de euros a quem ajudar a encontrar os incendiários. Vários autarcas locais já denunciaram que os fogos postos têm como objectivo libertar zonas de floresta e agrícolas para novas construções.»

27.08.2007 - AFP, Reuters


Fogos na Grécia ameaçaram ruínas da antiga cidade de Olímpia

«Os bombeiros gregos tiveram hoje de combater as chamas para salvar a antiga cidade de Olímpia, sede dos Jogos Olímpicos da Grécia Antiga, cujas colinas em redor serviram de pasto a vários incêndios.


Espessas colunas de fumo negro elevaram-se sobre as antigas ruínas, enquanto densos bosques de pinheiros e ciprestes ardiam em torno da sede dos antigos Jogos Olímpicos, na península do Peloponeso, no sul do país. O fogo chamuscou o pátio do museu, que alberga um conjunto de famosas esculturas clássicas, como a de Hermes e outros achados das ruínas dos templos e das instalações desportivas.

A antiga Olímpia ostenta as ruínas do estádio e dos templos pagãos que durante séculos, desde 776 a.C., receberam os antigos Jogos Olímpicos e actualmente é o local onde tem lugar a cerimónia da chama olímpica.»

26.08.2007 - Reuters



Incêndios na Grécia obrigam à evacuação de 27 localidades

«Os bombeiros gregos evacuaram esta tarde 27 localidades nas zonas centro e oeste da região do Peloponeso, no Sul da Grécia, onde os incêndios florestais dos últimos quatro dias já fizeram 63 mortos.


Helicópteros Super Puma e Chinook realizaram várias operações de salvamento para evacuar as localidades ameaçadas pelas chamas.»

27.08.2007 - AFP

Fonte: Público, AFP, Reuters
Fotos: Reuters

segunda-feira, agosto 27, 2007

Massa Crítica em Coimbra, 31 de Agosto de 2007

18H00 - LISBOA, Marquês de Pombal
18H00 - PORTO, Praça dos Leões
18H00 - COIMBRA, Largo da Portagem

A Massa Crítica (também designada de Bicicletada) está inserida no contexto de um movimento internacional de nome "Critical Mass", iniciado em São Francisco há já 10 anos. A ideia consiste em realizar um passeio lúdico e reivindicativo de bicicleta pelas ruas da cidade. Neste passeio os participantes divulgam de maneira criativa o uso de bicicletas e protestam contra o uso abusivo de transportes poluentes.



Todos os meses dezenas de ciclistas pedalam em Lisboa e Porto pela Liberdade e Revolução nas Estradas, incentivando o uso de bicicleta como meio de transporte ecológico.

Objectivos:

1. Divulgar e promover o uso da bicicleta como meio de transporte;
2. Criar condições favoráveis ao uso da bicicleta como meio de transporte;
3. Tornar mais ecológicos os sistemas de mobilidade e transporte.

Resumo dos Princípios:



Não há hierarquia de cargos. As decisões são tomadas por consenso. A Massa Crítica é um movimento apartidário e não comercial. A participação é aberta a qualquer pessoa ou entidade que esteja de acordo com os objectivos do movimento. Para participar na Massa Crítica basta comparecer no local combinado, no dia e hora marcados com a sua bicicleta, skate ou patins. Não é preciso fazer qualquer tipo de inscrição ou pagar qualquer taxa. Os roteiros são decididos na hora e podem ser realizados por todos, inclusive principiantes. Pode trazer seus próprios panfletos, cartazes ou faixas ou usar os já existentes. Se é automobilista e não pode participar da Bicicletada pedalando, o seu apoio também é bem-vindo, seja divulgando a causa, seja respeitando o ciclista no seu dia a dia.

... Descrição da Massa Crítica ...

Bicicletas, skates, patins (e outros transportes não poluentes) desfilarão, por mais de 350 cidades espalhadas pelo mundo, conduzidos por cidadãos comuns, em Portugal realiza-se no Porto e em Lisboa.



A Massa Crítica é um evento que se tem vindo a realizar todos os meses, com um número crescente de aderentes. A "Massa Crítica" pretende ser um movimento capaz de congregar todos os cidadãos inconformados com a supremacia automóvel. O objectivo primordial é realizar uma marcha de bicicletas, e outros meios de transporte não poluentes, com uma forte componente reivindicativa, que transmita uma mensagem pedagógica e exija a criação de políticas de mobilidade mais vantajosas para a utilização de meios de transporte ecológicos (bicicletas, patins, andar a pé).



A "Massa Crítica" é um movimento espontâneo e livremente organizado, e insere-se numa filosofia mundial de reivindicação dos direitos dos cidadãos face ao despotismo do automóvel e às políticas ecologicamente subdesenvolvidas, divulgando a existência de alternativas viáveis à utilização de transportes motorizados privados. Pretende, para além disso, ser o início de um movimento mais amplo e estruturado de activismo ecológico e social.

A "Massa Crítica" não requer grande capacidade física (dado que é uma iniciativa de grupo com uma forte solidariedade entre todos os seus membros). É aconselhável a utilização de capacete de ciclista, máscara anti-poluição e levar água. Muito mais que um protesto, a "Massa Crítica" é uma acção directa saudável, pacifica, didáctica e divertida.


:: BICICLETADA - MASSA CRÍTICA ::
Pelo Ambiente, pela sua Saúde, por um mundo melhor!
Nesta Sexta-feira às 18h
... Website Nacional: http://massacriticapt.net ...

... Porto na Praça dos Leões ...
http://massacritica.pegada.net

... Lisboa no Marquês de Pombal ...
http://massacriticapt.net/drupal

... Coimbra no Largo da Portagem ...
http://massacriticacentro.casainho.net
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...