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terça-feira, fevereiro 13, 2018

Regresso ao Passado 1

Coimbra B

"Vai sair da Linha 3, a automotora com destino à Lousã, passando por Ceira, Vale d’Açor, Trémoa, Moinhos, Lobazes, Miranda do Corvo, Padrão, Meiral e Lousã, atenção à sua partida!" – Há uns anos atrás, Chefe de Estação, na Estação B, em Coimbra.

quinta-feira, janeiro 05, 2012

Pelo Ramal da Lousã


A Câmara de Coimbra e as congéneres lousanense e mirandense vão disponibilizar transporte gratuito para a acção de protesto que o Movimento Cívico de Cidadãos de Lousã e Miranda do Corvo promove no próximo sábado, em Lisboa. Este ano, o Movimento propõe-se cantar as Janeiras ao ministro da Economia e das Obras Públicas, Álvaro Santos Pereira.

Em Coimbra, o local de concentração é a rotunda das Lages, sendo que os autocarros deverão sair às 07h30. Por razões de logística, a autarquia solicita a inscrição prévia até às 17h00 de amanhã, dia 5 de Janeiro, através de telefone 239 857 565 (Gabinete de Comunicação) ou do endereço electrónico media@cm-coimbra.pt .
Na Lousã, as inscrições também decorrem até amanhã, às 12h00, no Espaço Internet e nas juntas das freguesias do concelho. A concentração está agendada para as 07h30 no Parque de Exposições.
Em Miranda, as inscrições podem ser feitas, também até às 12h00 de amanhã, junto do Posto de Turismo, através do número de telefone 239 530 316 ou do endereço electrónico turismo@cm-mirandadocorvo.pt ou ainda nas juntas das freguesias. A Alameda das Moitas, junto à rotunda da avenida de Padre Américo, é o local escolhido para a concentração. A partida para Lisboa está prevista para as 07h30.
A organização prevê chegar pelas 10h30 ao Largo de Camões. Meia hora depois, os manifestantes deverão estar a cantar as Janeiras junto do Ministério da Economia (rua da Horta Seca).
Às 12h30, os manifestantes páram para almoçar no Parque das Nações (refeição livre/pic-nic), sendo que às 15h00 deverá ser iniciada a viagem de regresso a Coimbra, Miranda do Corvo e Lousã.

domingo, outubro 16, 2011

DIAP investiga Linha da Lousã


"O DIAP de Coimbra está a investigar uma queixa crime sobre a destruição da linha ferroviária da Lousã. Na participação feita por Jaime Ramos, porta voz do Movimento Cívico da Lousã e Miranda do Corvo, e Mário Nunes, são referidas suspeitas de "sabotagem, gestão danosa e delapidação do património." Jaime Ramos vai mais longe: "Poderemos equacionar a hipótese de estarmos perante a prática de terrorismo, uma vez que foi destruida uma infra-estrutura que servia as populações de três concelhos. Não foi através de uma bomba, mas foi uma destruição."
A população sente-se lesada e não se conforma que "tenham sido gastos dezenas de milhões de euros na destruição de uma linha centenária" que transportava mais de um milhão de passageiros por ano, refere Jaime Ramos. Os autores da queixa só vão desistir quando for reposta a circulação ferroviária desde Serpins, na Lousã, até à Estação Nova, em Coimbra.
"O País está a atravessar dificuldades, mas não podemos correr o risco de bancarrota moral, e houve pessoas que deram a sua palavra pela reposição da linha", garante Jaime Ramos, referindo-se ao Presidente da República e ao primeiro-ministro."
in Correio da manhã, Domingo, 16.10.2011, página 19


sábado, outubro 15, 2011

Destruição da Linha da Lousã origina queixa crime


Infelizmente já não temos o centenário Ramal da Lousã, pois fizeram o favor de acabarem com ele, para desespero dos mais de 40.000 habitantes que vivem nos concelhos de Miranda do Corvo e da Lousã, autênticos dormitórios de Coimbra.
As pessoas procuraram em tempos, casas por terras de Miranda e da Lousã, por estas serem mais baratas, que em Coimbra.
Para além da paz e da serenidade da região é possível ainda desfrutar os ares da serra e a serenidade. Agora viram desvalorizar os seus imóveis e o investimento de uma vida.
Para todos aqueles que nos visitavam o comboio tinha algo de mágico, de nostálgico, que desapareceu infelizmente.
Aliás esta região está sob o ataque cerrado dos Governos de Lisboa, sejam eles do PS ou do PSD, vimos fechar as urgências dos Centros de Saúde locais (Miranda do Corvo e Lousã).
O Ramal da Lousã (também se finou), venderam-nos a ideia dum metro que não passa agora dum milímetro e até as obras do IC3 podem vir a parar.
Tudo pára nesta região, alias ultimamente tornou-se "moda"...
Metro que teima em se afirmar desde 1996.
Só que nunca ninguém é responsabilizado, como já vem sendo um lugar comum por todo o país, aqui não roubaram um pão, aqui foram largos milhões à descarada e onde estão os carris? As antigas automotoras? A brita que revestia a via férrea e as sulipas?
Para onde foram? Será que ninguém faz perguntas? Será que ninguém viu nada?
Será que ninguém ganhou dinheiro com o desmantelamento da linha e do Ramal da Lousã?
Quanto dinheiro foi gasto nos aparcamentos e nas novas estações, ou nos taludes e barreiras, entre Coimbra e Serpins?
Creio que mais de 100 milhões de euros.
Sabiam que bastavam 20 milhões para electrificar a linha?
E as polémicas demolições na baixinha de Coimbra?
E os estudos sucessivos pagos a peso de ouro desde 1996?
Se fosse um desgraçado que fosse apanhado com a boca na botija ia logo dentro... Só que aqui foram gastos largos milhões, 20 milhões bastavam para electrificar a linha, só que provavelmente já gastaram mais de 100 milhões, e então ninguém pede contas?
Escaqueiraram um Ramal Centenário e soluções de transporte não há à vista...
Nem ninguém é responsabilizado?
Os habitantes e utentes do Caminho de Ferro de Miranda do Corvo e da Lousã constituíram um Movimento de cidadãos que efectuou uma marcha lenta na EN 1, com a participação de milhares de pessoas, (por duas vezes fomos a Lisboa) à Assembleia da Republica, cantamos as Janeiras a José Sócrates, não participamos nas Presidenciais (concelhos de Miranda do Corvo e Lousã), protestamos em jogos de futebol da Académica de Coimbra, tentamos ser em vão ser recebidos por dois primeiros ministros, ministros e secretários de estado.
O Estado não tem comparecido às Assembleias da Metro Mondego.
Quem descalça agora a bota?
Vários grupos de parlamentares vieram a Miranda do Corvo.
Protestamos. Até agora obtemos uma mera declaração de intenções. Só que a imagem parece que não passa na comunicação social. Pois neste país tudo é permitido...
Em inúmeras reuniões do Movimento pugnei sempre pela responsabilização criminal dos implicados, fui das poucas vozes a lutar, a remar. Apresentei o texto que anexo, lancei-o a debate na página do Movimento no Facebook.
Nas obras ainda em curso foi gasto dinheiro do Banco Europeu de Investimento.
Neste momento há duas empreitadas em curso que estão prestes a acabar. Depois disso não há nada e as obras vão parar. As obras do Metro Mondego/Ramal da Lousã nem sequer estão inscritas no QREN é a impunidade total!
Parece que em breve também não haverá dinheiro para os autocarros e agora quem descalça a bota?
Partiram tudo e agora!?
Como é?
Acabamos por enviar a participação para o DIAP B, do Departamento de Investigação e Acção Penal de Coimbra, vulgo 3ª Secção, onde estão os crimes de maior complexidade. Vamos ver o que isto dá...
Espero que a esperança possa ser devolvida a todos aqueles que um dia viajaram neste comboio e que agora utilizam o autocarro.

A queixa foi registada no DIAP B e o inquérito distribuído com o NUIPC 1896/11.6TACBR.
Sobre o Ramal da Lousã, deixo ainda uma breve história publicada por mim no Blogue Espaço Aberto:
Um cidadão revoltado com tudo isto, Mário Nunes


domingo, julho 31, 2011

Passes da CP mais caros

Ora tomem lá, mais um aumento (intermédio dizem eles!), agora o passe de comboio/autocarro entre Miranda do Corvo e Coimbra (Parque) está mais caro, passou de 39,00 € para 45,65 €.

São só mais 6,65 €, coisa pouca para todos os mirandenses que se deslocam entre Miranda do Corvo e Coimbra.

Mas, em questão de aumentos de transportes, as coisas não vão ficar por aqui, em breve, a troika obrigará a novo aumento dos transportes e provavelmente antes do final do ano.

Pena, eles (PS, PSD e CDS) não terem elucidado os eleitores, dos aumentos que aí vinham, nem das particularidades do acordo que assinaram.

Se a via-férrea não for reposta e o serviço de transportes for substituído por autocarros, então saberemos brevemente quanto iremos pagar - é questão de perguntar aos munícipes do concelho de Penela quanto dão por um passe mensal de autocarro para Coimbra.

Sabem quanto?

Cerca de 100,00 € mensais, agora multipliquem este valor por 3 ou 4 e façam mais contas.

Compensará viver no futuro em Miranda do Corvo ou na Lousã?


quinta-feira, abril 21, 2011

Jaime Ramos apresenta o livro Não basta mudar as moscas, em Coimbra

“Um hino à liberdade e à humanidade superior”.

O meu livro “Não Basta Mudar as Moscas” foi apresentado em Coimbra, ontem à tarde, na Casa da Cultura, num evento que contou com Barbosa de Melo, ex-presidente da Assembleia da República, e José Reis, da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, que considerou que o livro de Jaime Ramos é «impressivo», tratando de «forma corajosa, assuntos centrais» da vida colectiva portuguesa.

«Fala de tudo o que é essencial na sociedade portuguesa. Da política, da vida e dos valores democráticos, da economia, da produtividade e dos salários, da organização administrativa e do Estado, da demografia, da saúde, do território, da pobreza da solidariedade», disse José Reis, antigo secretário de Estado num governo socialista, acrescentando que a obra introduz «uma visão que vem ao arrepio dos tempos e das modas» e é «um elogio do que há de criativo, de construtivo, nas visões conflituais.
Segundo António Barbosa de Melo, “Não Basta Mudar as Moscas” «é um hino à liberdade e à humanidade superior»

Texto noticia do Diário de Coimbra de Domingo 17 Abril com chamada "Um hino á liberdade" na primeira pagina.

Jaime Ramos

quarta-feira, janeiro 26, 2011

Sem Carris não votamos, de movimento a realidade

Foto: Diário de Coimbra

"Serpins foi no dia de domingo uma localidade à margem de um Portugal que viveu um domingo frio de eleições presidenciais. Naquela freguesia da Lousã, o frio também esteve presente, mas o acto eleitoral foi boicotado pela população, que fechou os portões da escola primária onde estava instalada a assembleia de voto, com vários cadeados decorados com autocolantes onde se lia “Sem carris não voto”.

Apesar das diligências dos cerca de 10 bombeiros da corporação de Serpins presentes, a assembleia de voto não reabriu no prazo estipulado na Lei Eleitoral, pelo que a freguesia deve ir a votos amanhã.

O presidente da Junta de Freguesia, João Pereira, disse ao jornal Diário de Coimbra que embora não defenda «este tipo de radicalismos», compreende a posição da população. «Não era a perspectiva que eu tinha, nem apelei a isso, mas as coisas tombaram para esse lado e eu não posso deixar de estar solidário com a população», confessou o autarca, que integra o conjunto de 15 presidentes de juntas de freguesia que declarou na última semana abster-se de votar nestas eleições presidenciais, em protesto pela paragem das obras do metro.

Com cadeados ou não, o bloqueio parece não ter incomodado muita gente. «Até às 12h00 não apareceu mais ninguém», contou João Pereira, anunciando que quase ninguém queria votar.

E a julgar pelas pessoas que por ali passaram ao longo da manhã, a população associou-se mesmo em força ao movimento “Sem carris não voto”, marcando presença com cartazes e faixas de protesto. «Não vamos votar porque estamos indignados e estamos aqui também para mostrar isso mesmo», anunciou Conceição Filipe, entre familiares com cartazes de protesto, declarando que a abstenção talvez não seja a melhor solução, mas «é uma forma de dizermos que não estamos satisfeitos».

Serpins foi o único incidente detectado ontem, em Miranda, Lousã e Coimbra, mas tal não significa que o acto eleitoral tenha decorrido normalmente nas restantes freguesias. Em Vilarinho, na Lousã, muitos optaram por levantar o respectivo boletim e entregá-lo logo de seguida, em branco, e em Vila Nova, em Miranda do Corvo, a maior parte da população até passou pela assembleia de voto, mas para conviver no Mercado Tradicional, que decorria ali ao lado, e poucos foram os que se deslocaram para votar. Foi o caso de Hernâni Carlos e Augusto Gomes que optaram pela abstenção, por ser «uma das formas de mostrar indignação» pela forma como tem sido conduzido o processo do metro. «Tenho abordado algumas pessoas e todos estão solidários com o protesto», assumiu Hernâni Carlos, considerando que «tudo isto é culpa dos governantes, não tinham dinheiro não tiravam a linha».

Na Lousã, de acordo com o presidente da Junta de Freguesia, a suspensão do mandato dos autarcas, em protesto contra a paragem do metro, terá afectado «mais de 200 eleitores». Isto porque os membros da Junta, que só retomam funções amanhã, costumam apoiar sempre «uma média de 200 a 250 pessoas», em actos eleitorais. Estas foram as primeiras eleições, desde 1975, em que os elementos da Junta de Freguesia não estiveram na assembleia de voto.

Abstenção atinge 87% em Miranda e mais de 76% na Lousã

Nas cinco freguesias do concelho de Miranda, de um total de 11.231 inscritos, apenas votaram 1.570, o que dá uma taxa de abstenção de 87,02%. Na freguesia de Miranda votaram 8,6% dos eleitores, em Lamas 10,71%, Rio de Vide (17,12%), Semide (31,64%) e Vila Nova (3,6%). Em 2006, a abstenção em Miranda do Corvo foi de 37,85%.

No concelho da Lousã (13.326 inscritos) a abstenção atingiu 76,23%, com 3.167 votantes, valores que muito têm a ver com o boicote de Serpins. Na freguesia da Lousã, houve 24,85% votantes, na de Casal Ermio 22,65%, em Foz de Arouce 31,12%, em Gândaras 21,98%, e em Vilarinho votaram 16,99%. Em 2006, a abstenção na Lousã foi de 34,59%.

Abstenção por causa do Metro não se fez sentir em Coimbra

Os presidentes das juntas de freguesia conimbricenses de Almalaguês, Castelo Viegas, Ceira e Torres do Mondego, tinham apelado à abstenção nas eleições presidenciais de ontem, como forma de protesto pela suspensão das obras do Mondego, mas os números não confirmam a adesão por parte dos eleitores.

Ao contrário dos que aconteceu em muitas mesas de voto dos concelhos vizinhos de Mirando do Corvo e Lousã, onde a abstenção foi altíssima, e declaradamente por causa da paragem do projecto do metro, nas quatro freguesias de Coimbra os números da afluência às urnas, apesar de baixos, não aparentavam reflectir qualquer tipo de protesto.

Na sede da Associação Recreativa e Musical de Ceira, onde funcionavam as mesas de voto, alguns delegados revelaram que a situação era perfeitamente normal, adiantando que, na freguesia, os sufrágios para a Presidência da República e Parlamento Europeu são tradicionalmente fracos em afluência de eleitores.

Recorde-se que em Ceira, na eleição presidencial de 2006, votaram 57,17% dos eleitores, sendo a mais abstencionista das quatro freguesias visitadas, uma vez que Castelo Viegas teve, nesse ano, uma afluência de 66,35%, Almalaguês teve 63,80 e Torres do Mondego registou 63,13% de eleitores votantes.

No sufrágio de ontem, a freguesia de Ceira foi a que registou maior abstenção, registando o voto de apenas 38,18% dos eleitores. A taxa de afluência foi de 45, 03% em Almalaguês e de 45,3% em Torres do Mondego, aproximando-se dos 50% (49,86%) em Castelo Veigas."

Fonte: Diário de Coimbra

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