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terça-feira, julho 29, 2008

Ciência Viva no Verão


Arganil

Relíquias vegetais da Serra do Açor: Mata da Margaraça

(Departamento de Biologia - Universidade de Aveiro) Data: 29-08-2008 9:00:00 Lista de Espera Descrição: Esta actividade envolve a visita à Reserva Natural da Mata da Margaraça, um bosque que é considerado uma relíquia da vegetação primitiva, sendo feita referência ao enquadramento histórico, situação actual e perspectivas futuras de conservação da flora vascular, entre outros valores naturais presentes neste ecossistema. Os participantes devem levar farnel, bem como roupa e calçado adequados. Ponto de encontro: Junto à reitoria da Universidade de Aveiro Como Chegar: A reitoria fica na zona central do campus universitário Idade mínima: 10 anos Localidade: Mata da Maragaraça (Benfeita) / ARGANIL / COIMBRA Itinerário: Aveiro - Mata da Margaraça (Benfeita-Arganil) - Aveiro Duração: 10 h Transporte: Assegurado pela organização a partir do ponto de encontro Responsável pela acção: Paulo Silveira Materiais adicionais: A flora da Serra do Açor: passado, presente e perspectivas futuras de conservação

Coimbra

Astronomia no Verão 2008


(Associação de Física da Universidade de Aveiro)

Data: 16-08-2008 16:00:00 Inscrição opcional Descrição: Sessão de observação Solar com telescópio. Ponto de encontro: Parque verde do Mondego Como Chegar: O local de Observação é à entrada do Parque verde do Mondego Idade mínima: 3 anos Localidade: Coimbra / COIMBRA / COIMBRA Duração: 2 h Responsável pela acção: José Augusto da Luz Matos URL: http://www.fisua.pt.vu

Sessão de Observação

(ADM Estrela - Associação de Desenvolvimento e Melhoramentos) Data: 19-08-2008 22:00:00 Inscrição opcional Descrição: Ao longo da sessão será feita uma breve apresentação e identificação das constelações e das suas estrelas mais brilhantes.
Será ainda possível observar a Lua, alguns planetas e seus satélites, enxames, nebulosas e galáxias.

Ponto de encontro: Parque Verde do Mondego (junto à Ponte Pedonal)
Como Chegar: Centro de Coimbra Idade mínima: 0 anos Localidade: Coimbra / COIMBRA / COIMBRA Duração: 2 h Responsável pela acção: João Pedro Saraiva

A Geologia e a Alteração de Monumentos em Coimbra

(Departamento de Ciências da Terra, Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade de Coimbra) Data: 23-08-2008 8:00:00 Lista de Espera Descrição: Observar e analisar a alteração em monumentos constituídos por rochas com caraterísticas diferenciados, as suas causas e possíveis metodologias de tratamento. Ponto de encontro: Largo D. Dinis. Como Chegar: Em Coimbra tomar a direcção da Universidade (Pólo I). O Largo D. Dinis situa-se ao cimo das designadas Escadas Monumentais. Idade mínima: 1 ano Localidade: Coimbra / COIMBRA / COIMBRA Itinerário: Coimbra Duração: 10 h Transporte: Assegurado pela organização a partir do ponto de encontro Responsável pela acção: António Luís de Almeida Saraiva Nota: Levar calçado adequado para fazer caminhadas na cidade de Coimbra. O almoço fica a cargo de cada um dos participantes.

Figueira da Foz

Censos de Pequenos Cetáceos e Aves Marinhas na Costa Atlântica

(Departamento de Biologia - Universidade do Minho) Data: 06-08-2008 7:30:00 Lista de Espera Descrição: Propõe-se a realização de um percurso de barco na costa norte de Portugal, entre dois Portos. O percurso entre Portos será de 6 horas. Os participantes efectuarão o recenceamento de pequenos cetáceos e aves marinhas. Os trabalhos são acompanhados por 4 investigadores. O retorno ao Porto de origem será efectuado por viatura a disponibilizar pela organização. Ponto de encontro: Vários a definir telefónicamente com os participantes Como Chegar: A explicar aos participantes por email ou via telefónica visto que varia de Porto para Porto Idade mínima: 16 anos Localidade: Várias ao longo dos diversos percursos a cobrir a costa norte / FIGUEIRA DA FOZ / COIMBRA Itinerário: Saída do Porto até às 20 milhas da costa e depois para Porto seguinte. Retorno em viatura. Duração: 8 h Transporte: Assegurado pela organização a partir do ponto de encontro Responsável pela acção: José Vítor Vingada Nota: Esta acção irá beneficiar de material educativo e de divulgação proveniente do Projecto SAFESEA, Projecto Abrigos e CRAM-Q Materiais adicionais: CetAvesextra

Visita ao Farol do Cabo Mondego

(Marinha Portuguesa-Direcção de Faróis) Data: 09-08-2008 18:00:00 Inscrição Obrigatória (40 vagas) Descrição: Visita ao farol enquadrada pela explicação da sua história e do seu sistema de funcionamento. Durante o crepúsculo vespertino os visitantes participarão no momento de acender o farol. Ponto de encontro: Farol do Cabo Mondego Como Chegar: Farol do Cabo Mondego Idade mínima: 0 anos Localidade: Buarcos - Figueira da Foz / FIGUEIRA DA FOZ / COIMBRA Itinerário: Farol do Cabo Mondego Duração: 2 h Transporte: Próprio Nota: Por razões de segurança, a hora limite para permanecer na lanterna de cada farol será até 15 minutos antes do ocaso do sol.

Safari fotográfico no Jurássico Superior do Cabo Mondego
(Departamento de Ciências da Terra, Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade de Coimbra) Data: 01-09-2008 9:30:00 Lista de Espera Descrição: O riquíssimo património natural da região centro litoral é visitado num dos seus locais mais emblemáticos, em que paisagens e ecossistemas do Jurássico Superior se reconstituem a partir do grande Livro da Terra. Os participantes poderão observar fósseis, estruturas sedimentares e rochas, imaginando paisagens deslumbrantes, numa viagem às profundas transformações ambientais que a Terra sofreu. Ponto de encontro: Frente ao Restaurante Teimoso, no estacionamento da Marginal Oceânica. A organização vai estar presente com uma carrinha Astra preta com cartazes da Geologia no Verão 2008. Como Chegar: A partir da entrada da Figueira da Foz (A14 ou EN109), seguir a avenida marginal até às muralhas de Buarcos e depois percorrer toda a extensão da marginal oceânica. Idade mínima: 0 anos Localidade: Buarcos - Figueira da Foz / FIGUEIRA DA FOZ / COIMBRA Itinerário: Fonte das Pombas-Nerineas-Couto Mineiro-Pedra do Roaz-Fábrica de Cal-Carvão-Pedra da Nau-Mina. Duração: 4 h Transporte: Próprio Responsável pela acção: Pedro Callapez Nota: É fundamental o uso de calçado adequado, calças e chapéu, visto que se vai percorrer um trajecto ao longo de uma arriba, na baixa-mar, com alguns troços um pouco acidentados.


A organização faculta _boleia_ para algum participante que chegue à Figueira da Foz de autocarro ou de comboio. Nesse caso é necessário combinar previamente por mail ou telemóvel.

Materiais adicionais: Ponto de encontro

Itinerário
Panorâmica do percurso

O triângulo Figueira da Foz-Quiaios-Montemor-o-Velho: arquitectura, conflitos e ideias
(Departamento de Ciências da Terra, Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade de Coimbra) Data: 01-09-2008 15:00:00 Inscrição Obrigatória (6 vagas) Descrição: Encaixado entre o mar, a serra, a planície e o rio, o triângulo Figueira da Foz – Quiaios - Montemor-o-Velho oferece uma excelente oportunidade para uma reflexão sobre a geologia local e o dramático confronto com a acção antrópica. Ponto de encontro: Marina da Figueira da Foz Como Chegar: Via Comboio: sair na estação da Figueira da Foz_ apanhar o autocarro para Buarcos ou Cabo Mondego_ sair na paragem do Jardim Municipal, junto ao Mercado e à Marina.

Via automóvel: ao entrar na cidade, dirigir-se ao Jardim Municipal, junto ao Mercado e à Marina.

Voltados para o Jardim, avançar pela rua à direita, até alcançar o edifício do Tribunal. Chegados aqui, cortar à direita e subir a rua, em direcção ao Museu Dr. Santos Rocha. Idade mínima: 12 anos Localidade: Figueira da Foz / FIGUEIRA DA FOZ / COIMBRA Itinerário: Figueira da Foz-Quiaios-Brenha-Alhadas-Montemor-o-Velho-Figueira da Foz Duração: 4 h Transporte: Assegurado pela organização a partir do ponto de encontro Responsável pela acção: Fernando Carlos Lopes Nota: Trazer calçado e roupa adequados a percurso pedonal.

Lousã

Oficina de Segurança - Sala de Trânsito


(Município da Lousã) Data: 01-08-2008 9:30:00 Inscrição Obrigatória (16 vagas) Descrição: A Sala de Trânsito é um pólo da Oficina de Segurança, onde são trabalhadas com as crianças e jovens algumas questões sobre prevenção e segurança rodoviária. Ponto de encontro: Câmara Municipal da Lousã - Sector de Educação ou Nave de Exposições.

Como Chegar: Veja as indicações em http://www.cm-lousa.pt/turismo/index.htm

A _Sala de Trânsito_ situa-se perto do centro da vila, junto ao apeadeiro da CP e no edifício da Nave de Exposições. Existe sinalética. Idade mínima: 0 anos Localidade: Lousã / LOUSÃ / COIMBRA Duração: 1 h Transporte: Próprio Responsável pela acção: Marta Correia URL: http://www.cm-lousa.pt/educacao/oficina_seg.htm

Visita ao Centro de Emissão do Trevim, Serra da Lousã

(PT – Portugal Telecom ) Data: 02-08-2008 15:00:00 Inscrição Obrigatória (2 vagas) Descrição: O Centro Emissor da Lousã localiza-se no cimo da serra da Lousã. Está implantado a uma cota de 1200 metros, com uma torre de 120m metálica espiada.
A torre serve de suporte às antenas de emissão de VHF (RTP1) e UHF (:2 e SIC).
É também um ponto de recepção de sinais das delegações regionais dos operadores de televisão existentes na zona Centro do país.

Ponto de encontro: Centro Emissor da Lousã - Trevim.

Como Chegar: Na vila da Lousã (a 28Km de Coimbra), subindo a estrada da serra em direcção a Castanheira de Pêra e já no planalto, virar à esquerda na indicação Trevim.
Idade mínima: 0 anos Localidade: Trevim - Alto da Serra da Lousã / LOUSÃ / COIMBRA Duração: 2 h Transporte: Assegurado pela organização a partir do ponto de encontro Responsável pela acção: Olga Pereira Nota: Identificação obrigatória mediante BI.

Rota do Papel

(Município da Lousã) Data: 29-08-2008 9:30:00 Inscrição Obrigatória (15 vagas) Descrição: Visita a empresas e centros de formação onde se percebe o percurso do papel, desde a floresta até à utilização no dia a dia. Percurso sobre: Gestão, exploração e protecção florestal_ Empresas transformadoras do papel_ Empresas utilizadoras do papel. Ponto de encontro: Câmara Municipal da Lousã Como Chegar: Veja as indicações em http://www.cm-lousa.pt/turismo/index.htm

A Câmara Municipal da Lousã situa-se no centro da vila Idade mínima: 0 anos Localidade: Lousã / LOUSÃ / COIMBRA Itinerário: A definir, conforme a disponibilidade das empresas e os interesses dos participantes. Duração: 6 h Transporte: Próprio Responsável pela acção: Marta Correia URL: http://www.cm-lousa.pt/educacao/rotas_educ.htm

Nota: Poderá agendar qualquer em Agosto, de segunda-feira a sábado. A Autarquia tentará conseguir uma data de consenso entre as várias inscrições de forma a criar grupos de visita. Deixe o seu contacto na Secretaria do Sector de Educação (239990370) e os locais e a(s) data(s) preferencial(is) de visita e será contactado posteriormente.

No rasto dos veados da Serra da Lousã

(Departamento de Biologia - Universidade de Aveiro)

Data:

13-09-2008 e 14-09-2008 15:00:00 Lista de Espera

Descrição:

Com partida prevista para as 15h00 junto à Câmara Municipal da Lousã, os participantes terão a oportunidade de visitar uma aldeia do xisto e de, ao fim da tarde, fazer excelentes observações de veados, no seu ecossistema natural, em plena Serra da Lousã. A chegada está prevista para as 20h30.

Ponto de encontro:

Traseiras da Câmara Municipal da Lousã, entre as 14h30 e as 15h00

Como Chegar:

Partindo de Coimbra, ir pela EN17 até à Lousã. Na vila da Lousã, procurar as indicações Câmara Municipal da Lousã.

Idade mínima:

15 anos

Localidade:

Lousã / LOUSÃ / COIMBRA

Itinerário:

Vila da Lousã (Câmara Municipal) - Aldeia do Xisto (Candal) - Serra da Lousã - Vila da Lousã

Duração:

6 h

Transporte:

Assegurado pela organização a partir do ponto de encontro

Responsável pela acção:

Carlos Fonseca

URL:

http://www.bio.ua.pt

Nota:

A entidade promotora assegurará o transporte de todos os participantes desde a vila da Lousã até à Serra, bem como o regresso ao ponto de partida. Aconselha-se o uso de roupa e calçado confortável para montanha e agasalho. Os participantes poderão levar um lanche leve e água. Parcerias com a Direcção-Geral dos Recursos Florestais e Câmara Municipal da Lousã.

http://www.cienciaviva.pt

quinta-feira, julho 24, 2008

É já amanhã, mais uma bicicletada...

Aparece e traz amigas/os Smile

  • Aveiro - Início de encontro na Praça Melo Freitas (perto do Rossio) a partir das 18h, saída às 18h30.
  • Coimbra - Concentração no Largo da Portagem, junto à estátua do Mata Frades.
  • Lisboa - Concentração na Marquês Pombal, no início do Parque Eduardo VII.
  • Porto - Concentração na Praça dos Leões.

Divulguem junto dos vossos contactos...

Aparece no Largo da Portagem, amanhã, dia 25 de Julho de 2008, sexta feira, com a tua bicicleta. Prometo que vais gostar.

http://www.massacriticapt.net/?q=sobre-a-massa-critica/massa-critica-em-coimbra

http://www.massacriticapt.net/?q=ligacoes

sexta-feira, julho 18, 2008

Milimetro de Superfície (5)

«A versão de Metro cuja conclusão está prevista para o final de 2011 contempla o eixo Serpins / Coimbra-B, ficando para outra fase as variantes urbanas à Solum e à avenida de Fernão de Magalhães e a ligação aos Hospitais da Universidade.» - Segundo, o «Campeão das Províncias»

segunda-feira, julho 07, 2008

Apresentação Pública do Lançamento do Concurso Público Internacional para o Material Circulante do Sistema do Metro Mondego


«Realizou-se no passado dia 30 de Junho, no Cine-Teatro da Lousã, a Apresentação Pública Do Lançamento Do Concurso Público Internacional Para O Material Circulante Do Sistema Do Metro Mondego. Esta importante Cerimónia que contou com a presença da Secretária de Estado dos Transportes, Engenheira Ana Paula Vitorino, teve início às 11:30h com o discurso de boas vindas do Presidente Câmara Municipal da Lousã, Dr. Fernando Carvalho, na qual podemos destacar da sua intervenção, a firmeza de posição pessoal no que concerne à questão da manutenção da ligação a Serpins e no reconhecimento do papel fundamental que a Engenheira Ana Paula Vitorino teve na qualidade de Secretária de Estado dos Transportes, no impulso do Sistema do Metro Mondego.

De seguida, usou da palavra o Presidente da Metro Mondego, Prof. Álvaro Seco, que realçou o facto de apesar de ter encontrado em Coimbra, Lousã e Miranda do Corvo, muito cepticismo relativamente à concretização do projecto, a verdade é que as obras já se encontram a decorrer a bom ritmo e o lançamento do Concurso Público Internacional do Material Circulante, contribuirá decisivamente para ultrapassar muito deste cepticismo.

Por último, as muito aguardadas palavras da Senhora Secretária de Estado dos Transportes que, atendendo à relevância do Projecto para a região, salientou no seu discurso: «Hoje é um marco histórico na mobilidade da região do Vale do Mondego abrangendo três Municípios – Lousã, Miranda do Corvo e Coimbra. O lançamento do Concurso Público Internacional do Material Circulante para o Sistema de Mobilidade do Mondego constitui um ponto de viragem de um projecto estruturante para a mobilidade desta região e que por demasiadas vezes tem sido adiado. Assim, após o início das obras de construção das três interfaces previstas para o Ramal – Lousã, Miranda do Corvo e Ceira, cuja conclusão ocorrerá ainda este ano, surge agora o lançamento do Concurso do Material Circulante com vista a assegurar o seu fornecimento quando as obras de modernização do Ramal da Lousã estiverem concluídas. O concurso prevê um fornecimento inicial de 20 a 22 veículos para o serviço suburbano com prazo de entrega de 26 meses e um fornecimento adicional de 16 a 20 veículos para o serviço urbano em regime de opção livre de aquisição, num investimento total estimado em cerca de 60 milhões de euros. Este material circulante terá elevados padrões de conforto e segurança e estarão equipados para circular com prioridade nos cruzamentos com a rodovia, em meio urbano, e nas passagens de nível remanescentes entre Coimbra e Serpins. Fica assim garantida uma exploração eficaz e fiável para satisfação dos passageiros, contribuindo definitivamente para a melhoria das condições de vida das pessoas e da mobilidade na região, mas também ficam garantidas boas condições de adaptação ao meio envolvente, diminuindo os impactes negativos sobre o território. Por outro lado, as regras do concurso também obrigam que, no mínimo, 80% dos veículos sejam montados no nosso País, reflectindo uma preocupação de que parte deste investimento público se destine ao tecido empresarial nacional. Esta é, portanto, uma boa notícia, quer para a região, quer para o País. Esta é também a prova inequívoca do empenhamento do Governo e da irreversibilidade do Sistema de Mobilidade do Mondego. Minhas Senhoras e meus Senhores, Quero também dar nota da evolução prevista para as obras de electrificação e requalificação de todo o ramal da Lousã. De forma a acelerar todo o processo, as obras de modernização ao longo do Ramal da Lousã, entre Serpins e Coimbra B, serão divididas em cinco empreitadas. No prazo máximo de um mês será lançado o concurso para a primeira empreitada, no troço compreendido entre Lousã e Miranda do Corvo, o que permitirá iniciar as obras durante o primeiro trimestre do próximo ano. Ainda este ano, até Outubro, será lançado o concurso relativo ao troço Miranda do Corvo / Alto de S. João. Os concursos relativos aos restantes três troços – Alto S. João / S. José; S. José / Coimbra Cidade e Coimbra Cidade / Coimbra B – serão lançados durante o primeiro semestre de 2009.

Este é um plano ambicioso de recuperação, electrificação e requalificação de todo o ramal da Lousã. E a única forma de requalificar o ramal da Lousã é fazer obras no ramal da Lousã. E falemos claro, deixemo-nos de demagogias! Para fazer obras no ramal da Lousã é preciso interromper o serviço ferroviário durante cerca de dois anos após o início das obras. E não adianta pensar que poderia ser de outra maneira. Para fazer obras de fundo no ramal da Lousã, fosse qual fosse a solução, teria sempre que ser interrompido o serviço. Queremos é fazê-lo minimizando os incómodos para os cidadãos: no mais curto espaço de tempo e disponibilizando transportes alternativos o mais confortáveis possível. Mas depois dos incómodos vêm os resultados, vêm os benefícios para os cidadãos. O novo sistema de mobilidade, mais confortável, mais rápido, mais seguro, mais fiável, entrará em operação, entre Serpins e Coimbra Cidade, em Fevereiro de 2011, e até Coimbra B em Outubro de 2011.

Confesso que não tem sido fácil chegar a esta fase e tenho perfeita consciência que a concretização do plano traçado obriga ainda a um intenso trabalho que não depende só do Governo. Do lado do Governo podem contar com o mesmo empenho que tivemos desde o primeiro dia para a concretização deste projecto, como aliás comprovam as obras que estão a decorrer nas interfaces da Lousã, Miranda do Corvo e de Ceira, o lançamento do presente concurso, ou o plano que acabei de anunciar. Empenho em trabalho, mas também de afirmação e resistência num esforço continuo para credibilizar todo um investimento essencial para a mobilidade de uma vasta população e que infelizmente se vê demasiadas vezes inadvertidamente utilizado para servir os interesses de alguns numa atitude populista e demagógica. Verdade se diga que não é caso único, pois parece que virou moda – a falta de ideias é compensada com um discurso do “bota abaixo” e de “pôr tudo em causa”. O que antes é verdade, agora é mentira. Não interessa que anteriormente tenham sido chamados a exercer funções com responsabilidades governativas e tenham tomado decisões de realização de investimentos, numa conjuntura em que o País não tinha assegurado a sua consolidação orçamental e até, permitam-me que recorde a expressão utilizada, “estava de tanga”. Atente-se ao histórico do projecto do Metro do Mondego. Em 24 de Janeiro de 2002 foram aprovadas as primeiras bases de concessão, em 6 de Dezembro de 2004 foram introduzidas alterações nas bases de concessão, o que demonstra bem a vontade dos Governos da época em realizar este investimento. Mas outros exemplos podemos apontar de decisões tomadas então em matéria de investimentos em infra-estruturas no sector de transportes e que agora parecem ser questionadas. Neste enquadramento político onde tudo parece valer, menos o bom senso, o Governo numa atitude responsável tem procurado seleccionar criteriosamente uma carteira de investimentos que promovam o desenvolvimento económico e que sejam factores de criação de riqueza, contribuindo para a competitividade nacional. Só assim, podemos criar confiança quer nos agentes económicos, quer na população em geral. Por todas estas razões, o Governo tem mostrado grande disponibilidade em discutir os projectos e, quando se justifica, introduzir as melhorias necessárias de forma criteriosa, mas garantindo sempre os compromissos assumidos, sem fugir às suas responsabilidades quando é chegado o momento de decidir. O Sistema de Mobilidade do Mondego não foge a esta regra! Como é sabido, o rumo que pretendemos para o projecto passa por desenvolver um novo conceito integrado de mobilidade regional, em que o sistema ferroviário ligeiro desempenhará um papel estruturante no sistema de transportes da região, articulando os concelhos de Coimbra, Lousã e Miranda do Corvo. Assim, na actual solução, no modelo defendido por este Governo, foram introduzidas diversas melhorias ao projecto, respondendo aos anseios da população. A primeira passa por adoptar a mesma solução tecnológica para todo o Sistema com a opção de electrificar todo o Ramal da Lousã, numa opção racional quando se assiste a uma escalada dos preços do petróleo. A segunda é relativa à inclusão na Etapa 1 da extensão a Coimbra B, o que irá permitir assegurar desde logo as ligações ao centro da cidade de Coimbra, bem como à rede ferroviária pesada, convencional e futuramente à Alta Velocidade. A terceira que se encontra em fase de estudo e que depende também da posição final que vier a ser assumida pela Câmara Municipal de Coimbra, passa por desviar em alguns pontos a linha do actual canal, aproximando o Sistema ligeiro dos locais onde estão as pessoas. A quarta com a introdução de veículos de tipologia tram train com a reabertura da operação ferroviária e cujo lançamento do concurso assinalamos hoje.

Estamos a falar de um investimento total de cerca de 285 milhões de euros. Representa com certeza um grande esforço para o País, mas também representa um grande benefício para as populações. Este investimento representa uma aposta na melhoria da qualidade de vida das populações desta Região, mas também num modo de transporte mais sustentável do ponto de vista ambiental e energético, como é o caminho-de-ferro. O SMM integra-se na política de transportes do Governo que reconhece grandes potencialidades aos modos de transporte colectivos de superfície, enquanto elementos que permitem a articulação das redes pesadas de transportes e as redes de distribuição de proximidade, permitindo igualmente configurar soluções que satisfaçam integralmente as cadeias de mobilidade. Hoje estamos aqui para demonstrar a nossa determinação para que o projecto do Sistema de Mobilidade do Mondego avance com celeridade, com rigor e de forma sustentada. Para tal, continuamos a contar com a colaboração de todos, em particular dos Municípios, para juntos tornarmos o Sistema numa realidade. Agradeço, por isso, na pessoa dos presidentes dos Municípios aqui presentes todo o contributo que têm dado e que estou certa continuarão a dar. Por último, não queria deixar de enaltecer o trabalho conjunto desenvolvido pela Metro Mondego, CP, REFER e Ferbritas para que pudéssemos hoje assistir a esta cerimónia que marca o princípio de uma nova realidade para o Sistema de Mobilidade do Mondego. Muito obrigada pela vossa atenção.»

quarta-feira, julho 02, 2008

Irreversível... Dizem Eles!


«Na sessão que assinalou o lançamento do concurso público internacional para aquisição das composições que irão circular no Ramal da Lousã, Ana Paula Vitorino enfatizou que se trata de «uma prova inequívoca do empenho do Governo e da irreversibilidade do Sistema de Mobilidade do Mondego».


O concurso, que será publicado brevemente no Diário da República, prevê o fornecimento de 20 a 22 veículos para o serviço suburbano, com um prazo de entrega de 26 meses, assim como mais 16 a 20 composições que circularão na cidade de Coimbra, num investimento que ronda os 60 milhões de euros.


A governante esclareceu que se trata de equipamento com «elevados padrões de conforto e segurança», considerando que «fica, assim, garantida uma exploração eficaz e fiável, para satisfação dos passageiros, contribuindo definitivamente para a melhoria das condições de vida das pessoas e da mobilidade na região».


Tendo em conta que as obras do interfaces de Ceira, Miranda do Corvo e Lousã já decorrem, devendo estar terminadas até ao final do ano, Ana Paula Vitorino confirmou que, como a administração da Metro Mondego já tinha anunciado, «no prazo máximo de um mês, será lançado o concurso para a primeira empreitada, no troço compreendido entre Lousã e Miranda do Corvo, o que permitirá iniciar as obras durante o primeiro trimestre do próximo ano».

A secretária de Estado dos Transportes garantiu ainda que, «ainda este ano, até Outubro, será lançado o concurso relativo ao troço Miranda do Corvo/Alto de S. João», explicando que os restantes três troços (Alto de S. João/S. José, S. José/Coimbra Cidade e Coimbra Cidade/ /Coimbra B) serão levados a concurso no primeiro semestre de 2009.


Trata-se de um investimento global da ordem dos 285 milhões de euros que a governante quer ver a funcionar entre Serpins e Coimbra Cidade (junto à Portagem) em Fevereiro de 2011, prevendo inaugurar a ligação a Coimbra B em Outubro do mesmo ano.


Apesar das reticências de alguns intervenientes, nomeadamente a autarquia de Coimbra, ontem representada por Manuel Porto, Ana Paula Vitorino garantiu ontem, na sessão realizada no Cine-Teatro da Lousã que todo o traçado será dotado da mesma opção tecnológica, electrificado a 750 volts de corrente contínua, confirmando também a ligação a Coimbra B, permitindo o interface com a rede ferroviária pesada convencional e a futura alta velocidade.
Para a governante, são também vantagens das alterações ao projecto original a opção pelo tram-train, assim como o traçado proposto para a Solum, que «passa por desviar em alguns pontos a linha do actual canal, aproximando o sistema ligeiro dos locais onde estão as pessoas».


Ana Paula Vitorino recordou que se trata de um traçado ainda em estudo «e que depende da posição final que vier a ser assumida pela Câmara Municipal de Coimbra».


Câmara de Coimbra escreve para saber da linha do Hospital


Carta enviada a Ana Vitorino motivou prolongada discussão sobre o metro na Câmara de Coimbra. Encarnação quer “o metro já”



João Henriques na manhã do mesmo dia em que, na Lousã, Ana Paula Vitorino lançou o concurso público internacional para a aquisição das composições que irão circular no Ramal da Lousã, Carlos Encarnação deu a conhecer, para posterior votação, no final da reunião, ao executivo da Câmara Municipal de Coimbra, uma carta endereçada à secretária de Estado dos Transportes.


Após sublinhar que «queremos todos o eléctrico rápido de superfície como grande projecto que abrange a ligação Serpins-Coimbra/B, o percurso urbano de ligação aos HUC [Hospitais da Universidade de Coimbra] e eventuais expansões», o documento, proposto fora da agenda da reunião, lembra que «de fora fica qualquer alusão à linha do hospital».


«Do que se fala, agora, é, apenas, da Linha da Lousã com a questão suplementar do adiamento do concurso entre Coimbra/Parque e Coimbra/B, ou na mais recente comunicação, entre Coimbra/Cidade (Portagem) e Coimbra/B», lê-se na carta, que logo acrescenta: «De acordo, com esta óptica as carruagens concursadas não abrangem, nesta fase, as exigências da linha do hospital», situação que «continua a ser, para nós, motivo de grande constrangimento».


Na carta, aprovada pela maioria, com Pina Prata, Álvaro Seco e Victor Baptista a não participarem na votação, enviada a Ana Paula Vitorino, lembra-se que «na reunião da Câmara Municipal que concluiu, sob condições, estas alterações na zona da Solum, foi referido que se a situação não se apresentasse como estabilizada até ao fim de 2007 se retomaria o percurso já aprovado entre Serpins e Coimbra/B».


«Do que vem afirmado nesta carta [enviada pela secretária de Estado dos Transportes em resposta a uma primeira carta redigida pela autarquia de Coimbra] e, apesar da intenção declarada, conclui-se que para a zona da Solum e a Avenida Fernão de Magalhães é necessário realizar estudos de impacto ambiental que poderão levar a planos de contingência para cumprimento dos novos calendários previstos».


Assim sendo, lê-se na carta, «ganha peso a nossa objecção de fundo». «O que pretendemos é o mais rapidamente possível ver completada a electrificação da linha Serpins-Coimbra/B. Não ignoramos, mesmo, que essas alternativas implicam gastos adicionais no projecto num valor superior a 15 milhões de euros», revela o documento.


«Para acabar de vez com todos os impasses e suspeições», a autarquia de Coimbra solicita que se proceda ao lançamento de todos os concursos da Linha da Lousã, incluindo o troço Parque-Coimbra/B, até final do ano de 2008, entendendo «absolutamente exigível» que o troço da linha do hospital seja concursado até Junho de 2009, assim como diz faltar saber o modelo de gestão do Metro Mondego e os compromissos a assumir pelo Estado.

Oposição crítica


Após a leitura da carta, o vereador eleito pelo PS, Álvaro Seco, disse discordar da «posição assumida pela Câmara», lamentando que uma carta escrita no dia 11 de Junho só ontem tenha sido dada a conhecer ao executivo. Considerando que a passagem do metro no interior da Solum significa melhorar a circulação, o vereador questionou a maioria: «Tem de dizer se não quer o metro na Sá da Bandeira, na Fernão de Magalhães e na Baixa ou se só quer as demolições na Baixa».


«Isto é o capitular de Coimbra em relação ao metro. É um momento histórico negativo. Andamos a brincar ao metro», opinou o antigo vice-presidente Pina Prata, antes do socialista Victor Baptista lamentar «a intenção de também querer resolver isto pela maioria». Segundo o vereador do PS, «o processo do metro tem sido muito preocupante», referindo, ainda, que na carta da secretária de Estado dos Transportes «está tudo bem» e na da Câmara de Coimbra «está tudo mal».


Baptista assumiu que «o presidente, em vez de ter uma atitude construtiva, vai alterando o traçado». «Até fico com a impressão que está a ser tirado o tapete ao vice-presidente», sublinhou, antes de interpretar nas palavras de Carlos Encarnação que este «não concorda com o troço da Solum». O vice João Rebelo disse que «as populações querem que o sistema avance rapidamente e os prazos não sejam mais adiados», assumindo que «as ligações ao Pólo II, Norton de Matos, Solum e HUC têm de ser feitas», assim como a planificação das ligações à margem esquerda e à Pedrulha e Adémia.


«Estou farto e não quero mais atrasos e adiamentos», afiançou Carlos Encarnação, que disse estar «de acordo com as alterações, desde que não coloquem em causa o projecto». «Não quero que estejamos a fazer o metro para substituir a Linha da Lousã», expôs, antes de sublinhar: «Estamos a ver que o percurso com as alterações da Solum e da Fernão de Magalhães vai sofrer atrasos muito consideráveis». A questão fundamental, segundo o autarca, «é se queremos, ou não, o metro já». «Eu quero», concluiu. »

In Diário de Coimbra, 1 de Julho de 2008

terça-feira, junho 24, 2008

Mais Uma... Bicicletada!




Aparece e traz amigas/os

  • Aveiro - Início de encontro na Praça Melo Freitas (perto do Rossio) a partir das 18h, saída às 18h30.

  • Coimbra - Concentração no Largo da Portagem, junto à estátua do Mata Frades.

  • Lisboa - Concentração na Marquês Pombal, no início do Parque Eduardo VII.

  • Porto - Concentração na Praça dos Leões.


Divulguem junto dos vossos contactos...



Aparece no Largo da Portagem dia 27, 6ª feira, pelas 18 horas com a tua bicicleta. Prometo que vais gostar.

http://www.massacriticapt.net/?q=sobre-a-massa-critica/massa-critica-em-coimbra

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segunda-feira, junho 16, 2008

Milimetro de Superficie (4)

Abaixo Assinado contra Traçado do Metro na Solum


«A agenda da reunião do executivo da Câmara Municipal de Coimbra volta a integrar questões relacionadas com o Metropolitano Ligeiro do Mondego (MLM). Desta feita, a integração funcional das estações do Vale das Flores, Norton de Matos, Arregaça, Rainha Santa e Parque vai ser votada pelos vereadores, que vão ficar a conhecer o desenho técnico da integração urbanística das cinco estações atrás referidas.


Para cada uma das paragens foram estudadas e avaliadas soluções técnicas que levaram, entre outros aspectos, à determinação da localização exacta das estações e das suas características e à definição dos acessos pedonais. Em resumo, a integração funcional diz respeito a questões urbanísticas e de mobilidade integrada nas paragens, com adequação às soluções técnicas.


A proposta para aprovação da solução urbanística e funcional das várias estações na malha urbana entre o Vale das Flores e o Parque da cidade volta a ser discutida pelo executivo, que, recorde-se, chumbou, no passado dia 10 de Março, com o voto do presidente da Câmara Municipal de Coimbra, o novo troço urbano, que inclui a variante da Solum.


Na altura, Carlos Encarnação disse exigir o compromisso por escrito da tutela a indicar a electrificação da totalidade do Ramal da Lousã, ou seja, até Coimbra-B, na primeira fase de trabalhos. Recentemente, Álvaro Maia Seco, presidente do Conselho de Administração da Metro Mondego (MM), deixou a garantia de que tal exigência será, em breve, concretizada pelo Governo de José Sócrates.


A vereação vai votar, ainda, o protocolo da construção da componente rodoviária do interface de Ceira. Recorde-se que as obras de construção das infra-estruturas (interfaces) de Miranda do Corvo e Lousã, a exemplo do que acontece em Ceira, já estão a decorrer, assumindo-se como obras essenciais para a implementação e funcionamento do Sistema de Mobilidade do Mondego.


Apesar do impasse e dos protestos de pais e encarregados de educação de alunos de escolas da zona da Solum, que, no dia 10 de Março, na reunião do executivo camarário, mostraram o seu descontentamento, Álvaro Maia Seco adiantou, há dias, que os estudos continuam e que, até ao final do ano, deverá ser lançado o concurso internacional para a construção do traçado urbano do metropolitano.


“Metro Mondego - alteração do traçado da zona da Solum” é uma das alíneas do ponto da agenda da ordem do dia dedicado a assuntos diversos. Vai ser dado conhecimento à vereação que foi entregue um abaixo-assinado, onde se incluem pais e encarregados de educação de alunos de escolas e moradores da zona da Solum, dando conta das preocupações já levadas à reunião da autarquia.», in Diário de Coimbra de 16.06.2008


Comentário meu: Com tanta polémica à volta da Metro Mondego, tanta contestação, tanto abaixo assinado, virá o Metro algum dia a circular em Coimbra ou no Ramal da Lousã?

Tenho as minhas dúvidas...

quinta-feira, junho 05, 2008

Interrogações?

Com tanta obra e tantas alterações ao trajecto da linha do Metro chegará o dinheiro, para as concluir?

Será que estas obras não ficarão só por Coimbra?

Depois das obras começarem e se ficarem por concluir, que explicações vão dar aos munícipes e aos utentes do comboio?

E se a crise petrolífera se agudizar?

Como se processará a Ligação à Rede Ferroviária Nacional?

E o transporte de Mercadorias?

Passará o Mercadorias pela Rua Direita, a caminho dos HUC ou defronte do Dolce Vida?

Quem tem responsabilidades no assunto já experimentou efectuar a viagem de autocarro entre Serpins e Coimbra em hora de ponta?

E se toda a gente se lembrar de levar o automóvel para Coimbra 2 horas chegarão para entrar na cidade?…

Tolerarão os patrões atrasos?

Ou será a debandada para Coimbra?

Ficando a Lousã e Miranda do Corvo esquecidas no limbo do Terreiro do Paço…

Texto – Mário Nunes

terça-feira, maio 27, 2008

Massa Crítica em Acção...

Aparece e traz amigas/os

  • Aveiro - Início de encontro na Praça Melo Freitas (perto do Rossio) a partir das 18h, saída às 18h30.
  • Coimbra - Concentração no Largo da Portagem, junto à estátua do Mata Frades.
  • Lisboa - Concentração na Marquês Pombal, no início do Parque Eduardo VII.
  • Porto - Concentração na Praça dos Leões.


Divulguem junto dos vossos contactos...

Aparece no Largo da Portagem, em Coimbra, no próximo dia 30 de Maio de 2008, pelas 18 horas, sexta feira com a tua bicicleta. Prometo que vais gostar.
Vê o PDF em anexo.

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quarta-feira, maio 21, 2008

Milimetro de Superfície (2)

Recortes de Imprensa:
Metro Mondego Avança com Expropriações


«Um despacho publicado ontem no Diário da República determina a expropriação por utilidade pública de um edifício em Coimbra e de quatro parcelas de terreno em Ceira e Miranda do Corvo para o projecto do Metro Mondego.


O despacho do gabinete da secretária de Estado dos Transportes determina a declaração de utilidade pública, com carácter de urgência, da expropriação dos bens imóveis e dos direitos a eles inerentes do edifício com os números 40 e 42 situado na Praça 8 de Maio, na Baixa de Coimbra, e de duas parcelas de terreno na freguesia de Ceira, e outras duas no concelho de Miranda do Corvo.


As expropriações são consideradas necessárias pela sociedade Metro Mondego para instalar o sistema de metro ligeiro de superfície nos concelhos de Coimbra, Miranda do Corvo e Lousã.
No caso do imóvel situado em Coimbra, trata-se de «dar de imediato início aos trabalhos de prospecção arqueológica, os quais, dando cumprimento ao estabelecido na Declaração de Impacte Ambiental emitida para o projecto do metro ligeiro do Mondego, terão que ser prévios a qualquer demolição», lê-se no despacho.
Quanto às quatro parcelas de terreno, situadas no Ramal da Lousã, as expropriações são necessárias para a conclusão da construção das infra-estruturas (interfaces) «essenciais à implementação e funcionamento do Sistema de Mobilidade do Mondego».


De acordo com uma fonte da sociedade anónima Metro Mondego, na Baixa de Coimbra foram já demolidas cerca de duas dezenas e meia de parcelas para instalar o metropolitano na malha urbana da cidade.


O imóvel da Baixa, propriedade da Santa Casa da Misericórdia de Coimbra, já fora incluído no despacho de declaração de utilidade pública de 2005.


«Não obstante ter havido desistência da expropriação notificada aos interessados, com o avanço dos trabalhos de demolição até próximo do edifício em causa, foi possível constatar a existência de construções anexas e ligações funcionais, não identificadas anteriormente, e localizadas na zona a afectar ao canal do metro ligeiro, pelo que se revela tecnicamente necessário proceder à sua demolição», adianta o despacho.


Nele funcionam estabelecimentos comerciais e de serviços.
As parcelas de terreno a expropriar em Ceira e Miranda do Corvo têm áreas situadas entre os 51,54 e os 355,53 metros quadrados.
Com data de 6 de Maio, o despacho da secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, autoriza a Metro Mondego a tomar posse administrativa destes imóveis.


Determina ainda que os encargos financeiros com as expropriações são da responsabilidade da empresa, «dispondo esta de fundos caucionados que permitem custear o pagamento das indemnizações».»

In Diário de Coimbra, de 21.05.2008

terça-feira, abril 08, 2008

Antes da Transformação do Ramal da Lousã


«O recém-criado Movimento de Defesa do Ramal da Lousã (MDRL) lançou uma petição exigindo que «qualquer alteração» na linha obedeça a um estudo dos custos e benefícios, disse ontem à agência Lusa fonte do movimento.


Em Janeiro deste ano teve início a primeira fase de implantação do projecto do Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM), com o arranque das obras de construção das interfaces rodo-ferroviárias de Miranda do Corvo, Lousã e Ceira (Coimbra). O SMM prevê a instalação de um metro ligeiro de superfície do tipo “tram-train” - com capacidade para circular nos eixos ferroviários, urbanos, suburbanos e regionais - no Ramal da Lousã, entre Coimbra e Serpins (Lousã), e na cidade de Coimbra.


Segundo José Orlando Reis, do movimento, a petição exige que não «se avance para nenhuma transformação, sem que haja um estudo sobre os custos e benefícios para os utentes», entre electrificar o Ramal e colocar novo material circulante e a implementação do SMM.


«Havendo duas soluções, parece-nos uma situação esquisita avançar para um investimento tão grande sem realizar este estudo de relação entre os custos e benefícios», sublinhou.


A petição, disponível em ramaldalousa.blogspot.com, exige que o Governo realize um estudo que «pondere a electrificação e modernização das infra-estruturas e dos comboios», antes de «qualquer alteração definitiva».
O documento exige ainda que «qualquer alteração» garanta a «manutenção ou redução dos preços das tarifas cobradas, aumento da velocidade do transporte, número de lugares sentados, frequência do transporte, redução do impacto ambiental, manutenção da ligação à rede ferroviária nacional e a gestão pública do Ramal».


«Este Ramal não tem investimentos de fundo por parte da CP e da REFER há mais de vinte anos», referem os promotores do abaixo-assinado, acrescentando que «pouco se conhece das alterações que se pretende», apesar de existirem «dados que poderão colocar em causa a manutenção do serviço prestado».


O movimento recorda que «o Ramal da Lousã transporta mais de um milhão de passageiros por ano e tem uma importância fundamental para os utentes que o usam, garantindo a sua deslocação para o trabalho, mas também o acesso aos mais variados serviços públicos como os estabelecimentos de Educação e de Saúde».


O MDRL vai reunir pela segunda vez no próximo sábado, em Miranda do Corvo.


A petição será enviada ao primeiro-ministro, presidente da Assembleia da República, Câmaras Municipais de Coimbra, Lousã e Miranda do Corvo e à administração da sociedade Metro Mondego.


Num documento, a que a agência Lusa teve acesso, a secretária de Estado dos Transportes reafirmou, em Março, «o compromisso do Governo em concretizar a modernização do Ramal da Lousã» e garantiu a mesma «solução tecnológica» entre Serpins (Lousã) e Coimbra B.
Na missiva, enviada à presidente da Câmara de Miranda do Corvo, Ana Paula Vitorino prevê que a modernização da linha se desenvolva em três empreitadas, com o lançamento dos concursos públicos em Julho (troço Serpins-Miranda do Corvo), Setembro (Miranda do Corvo-Alto de S. João) e Outubro deste ano (Alto de S. João-Coimbra Parque).»

in Diário de Coimbra


http://ramaldalousa.blogspot.com


Comentário Meu (Mário Nunes):

Face a uma crise económica sem precedentes, desde a II Guerra Mundial, que o Governo Português não consegue vislumbrar;

Aos preços proibitivos do petróleo...

Há quem diga, que a procura é maior que a oferta e que inclusive poderá haver já poços secos na Arábia Saudita!

Estamos à beira de um choque petrolífero sem precedentes, com consequências imprevisíveis para toda a humanidade. E todos nós temos/teremos de (re)pensar a maneira como usamos a Energia ou como nos deslocamos.

E se os transportes de mercadorias se passarem a fazer por via férrea e se deixarmos de utilizar o automóvel particular?

Agora pagamos para reduzir a bitola, electrificar a linha e retirar o comboio pesado para metermos um mais leve na linha, com o beneplácito dalguns empresários e empreiteiros à espera que o «tram train» ou metro (Metro Mondego) passe no final dos seus terrenos e ao pé dos seus prédios e investimentos.

Daqui por 2 ou 3 anos, não pagaremos do nosso bolso, para que se voltem a meter os carris com a bitola normal e no traçado antigo, para passar o comboio pesado?

Não será tempo dos Autarcas envolvidos, dos responsáveis pela Metro Mondego e dos Governantes deste país emendarem a asneira e pensarem se vale ou não a pena colocar o Metro nos Carris ou em alternativa ligar o Ramal à Rede Ferroviária Nacional – Ramal de Tomar e Linha do Norte.

Não será tarde de mais para se fazer um debate como deve de ser com as populações envolvidas, sem políticas ou interesses de terceiros pelo meio?


sexta-feira, março 28, 2008

Bicicletada...


Aparece no Largo da Portagem, em Coimbra, dia 28 de Março, sexta-feira, pelas 18 horas com a tua bicicleta. Prometo que vais gostar.


Vê o PDF em anexo.





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sábado, março 15, 2008

Alterações no Traçado do Metro


«A Câmara Municipal da Lousã não foi auscultada pela Administração da Sociedade Metro Mondego sobre se concordava ou não com as alterações propostas ao traçado urbano do projecto do tram-train, confirmou Fernando Carvalho, presidente da autarquia, na última reunião de câmara do executivo, segunda-feira, dia 3 de Março. O edil não sabe qual a data de lançamento do concurso público da obra (embora a MM aponte para Maio/Junho) até porque as propostas de alteração ainda não foram aprovadas pela tutela.


Filipe Soares, vereador do PSD, lembrou que os prazos para a construção do tram-train “estão completamente ultrapassados”, tendo em conta a calendarização apresentada pela Secretária de Estado dos Transportes há dois anos, em Coimbra. “Uma obra que deveria estar concluída até ao final deste ano, ainda nem sequer está lançada a concurso”, referiu o autarca, acrescentando que “se aproxima perigosamente o fim do mandato do actual Governo”.


Analisando as alterações mencionadas na imprensa, “consideramo-las inaceitáveis”. “O que os lousanenses querem é um acesso rápido a Coimbra, à linha ferroviária nacional e ao TGV. Esta alteração implica a criação de mais apea­deiros e mais atrasos no lançamento da obra”, continuou, ressalvando, no entanto, que a solução agora preconizada pode ser criada no âmbito da introdução de uma nova linha dentro de Coimbra, que vá até à zona dos arcos. “Não concordamos que o Ramal da Lousã seja mais prejudi­cado”.


O presidente da Câmara Municipal afirmou reconhecer o atraso da obra. “Com toda a franqueza, não sei quais os timings para o lançamento do concurso. Numa primeira fase, o projecto só iria até ao parque, agora pretende-se que chegue à estação velha”, explicou. Questionado sobre se a Câmara teria sido ouvida como accionista na questão das modificações, o edil respondeu que “não”. “Esta introdução aumenta o percurso e a câmara não foi vista nem achada neste processo”, lamentou Filipe Soares. “Vamos esperar”, rematou o presidente do Município.


Com a introdução das novas alterações, o metro quando circular no sentido Lousã-Coimbra (que antes seguia da zona da Casa Branca directamente para a actual paragem de S. José), fará uma incursão pela zona da Solum. Haverá uma paragem na Casa Branca (perto da esquadra da PSP), de onde o transporte seguirá para a Avenida Fernando Namora (onde passa a haver uma paragem) e inflictirá para a Avenida General Humberto Delgado até à zona da Escola Superior de Educação (onde se situará outra paragem). Depois, descerá a Alameda D. João III até à zona da Praceta 25 de Abril, onde ficará a paragem de S. José.»

Segundo «O Trevim»

É caso para dizer, que há quem ande atento às diatribes levadas a cabo em Coimbra!

Nada me espantaria, com tanto estudo, às expensas de todos nós, se o Metro ficasse só por Coimbra e nós sem Comboio e Metro.

Em 1932, passou-se o mesmo filme, depois de diversas polémicas, com o traçado e com as obras a mais. Acho que já não há volta a dar. É o fado dos portugueses.

Ao fim de quase trinta anos de obras, o comboio ficou só por Serpins, quando era para chegar a Góis e a Arganil.

Ah, pois é, a História repete-se…

sábado, março 08, 2008

Feira dos Lázaros

Amanhã irá ter lugar em Coimbra, mais uma Feira dos Lázaros…


A Feira dos Lázaros é uma tradição de Coimbra, cuja origem se perde no passar dos tempos e está relacionada com o preceito das Obras de Misericórdia: o de visitar os enfermos.


Neste caso a atenção ia especialmente para os doentes de lepra. D. Sancho I deixou em testemunho dez mil morabitinos para a fundação dum hospital para os acolher, que vários outros reis protegeram, designadamente D. Manuel I.


No penúltimo Domingo antes da Páscoa, que a Igreja dedica a recordar a ressurreição de Lázaro, a população conimbricense acorria em massa a visitar os doentes deste hospital popularmente designado por Lázaros.


No largo fronteiro ao hospital, juntavam-se vendedores de diversos produtos que os visitantes adquiriam para oferecer aos doentes ou levar para suas casa.


Ali se fazia a venda de doces e guloseimas, como os manjares brancos sobre discos de barro vermelho, as tradicionais arrufadas de Coimbra, os pastéis de Santa Clara, o arroz-doce, etc...


Não faltavam igualmente, as bolas de serrim, suspensas por elástico para fazer vai-vem e os brinquedos de madeira, como trapezistas de braços articulados dando cambalhotas à volta de um cordão.


Todavia, o produto mais característico é constituído pelas galinhas feitas com massa de pão e enfeitadas com penas que acabaram mesmo por ser designadas por Lázaros.

As fotos tem um ano e referem-se à Feira dos Lázaros de 2007…

terça-feira, outubro 30, 2007

Um Eléctrico Chamado Raúl

Queria ser bailarino ou árbitro de futebol. Deu em polícia do trânsito.
Graças ao Raul, houve quem tivesse chegado a casa a horas de ver o futebol na TV.


Muito simplesmente, punha os empatas a dar corda aos pneus.
Reformou-se. As ruas de Coimbra perderam algum do seu encanto.


domingo, agosto 19, 2007

Quo Vadis, Coimbra?

Ou Coimbra, Lágrimas de Nostalgia, poderia ser também o título.

É com mágoa profunda que vejo encerrar as portas de inúmeros estabelecimentos comerciais que faziam parte da memória da Lusa Atenas.

Nos últimos 25 anos fecharam portas: os Cafés Brasileira (café centenário), Arcádia, a Barbearia Universal de Basílio Diniz (barbearia com 100 anos de história), a mítica discoteca Valentim de Carvalho, localizados na Rua Ferreira Borges, em Coimbra.

A nostalgia da «A Brasileira»

Fecharam também portas ao público as salas de cinema do Avenida, do S. Teotónio, do Sousa Bastos e do Tivoli (que deu lugar primeiro à Zara e depois a outra loja congénere).


Aqui funcionava o Cinema Tivoli, noutros tempos

Hoje fala-se tanto em comércio tradicional e nada se faz para manter os espaços e lojas existentes na Baixa e Baixinha da cidade de Coimbra.

Pelo contrário, com o passar dos anos vemos fechar casas que faziam parte da memória duma cidade. Há quem se questione que a baixa não gera movimento e que está deserta, pois os conimbricenses preferem outras paragens, porquê?

A baixa da cidade está descaracterizada, com tanto pronto-a-vestir, lojas de lingerie e perfumarias pertencentes a cadeias internacionais e a franchising.

As grandes superfícies (Continente, modelo, Pingo Doce, Makro, Jumbo, Lidl e Carrefour) tomaram de assalto a cidade.


Barbearia Universal, 100 anos de História

Já não há lugar para os pequenos comerciantes.

É com profunda apreensão que vejo encerrar inúmeras lojas ditas do comércio tradicional.

O sector secundário já não existe, as poucas fábricas que havia na Zona Industrial da Pedrulha fecharam as portas deixando no desemprego milhares de trabalhadores.

Por enquanto, o sector de comércio e serviços vai proporcionando emprego aos conimbricenses.

Será que a cidade pode dormir à sombra da Universidade?

Sim e até quando?

Texto – Mário Nunes



Rua Visconde da Luz

Foi com profunda apreensão que esta manhã li no Diário de Coimbra o seguinte artigo:

« Café Central deverá ser substituído por pronto-a-vestir ou loja de lingerie
Gerente não quis confirmar mas é certo que o Café Central irá encerrar e no seu lugar nascerá uma outra loja, muito provavelmente do pronto-a-vestir ou de lingerie. Junta de Freguesia e Agência para a Promoção da Baixa lamentam a perda «de mais um café de referência da cidade»



É um dado adquirido. O Café Central, mais um espaço emblemático da Baixa de Coimbra, está fechado para obras e não voltará a abrir, prevendo-se que venha a funcionar no seu lugar um estabelecimento comercial dedicado a outro ramo de actividade, muito provavelmente uma loja de pronto-a-vestir ou de lingerie.


Luís Oliveira, gerente do Café Central, e também do Café Nicola, recusou-se a confirmar a informação ou a tecer comentários sobre o assunto, quando contactado pelo Diário de Coimbra, mas Carlos Clemente, presidente da Junta de Freguesia de S. Bartolomeu, confirmou ao nosso Jornal que efectivamente o Central fechou portas e não voltará a abrir ao público com este nome, nem dedicado à restauração.


«Mais um café de referência da Baixa que se perde. É lamentável», reagiu o autarca confessando que «é com muita mágoa» que vê fechar mais um espaço emblemático da cidade, local de reunião de muitas pessoas da cidade e famoso, em tempos, pela venda de marmelada e “rebuçados” de fabrico próprio, conforme recordou Carlos Clemente, também ele frequentador daquele espaço, localizado na Rua Ferreira Borges.


O presidente da Junta de Freguesia de S. Bartolomeu não tem dúvidas: «se não forem tomadas medidas urgentes, a Baixa ficará cada vez mais descaracterizada e com nada que atraia as pessoas a visitá-la» e, por isso, considera que as entidades responsáveis terão que, rapidamente, fazer algo «para inverter esta situação». Carlos Clemente considera que é tão «grave que a Central deixe de ser Central» como o é que tivessem fechado o Arcádia ou a Brasileira, temendo que depois do Central, «vá o Nicola ou até o Santa Cruz».

É Coimbra que perde.



«Coimbra só perde com isto», advertiu, lamentando que mais um espaço carismático da Baixa seja ocupado por um pronto-a-vestir «ou por outra loja do género, iguais às que já vemos nos centros comerciais da cidade». É precisamente por aqui que se inicia o comentário de Armindo Gaspar a este encerramento. Sem querer meter-se «nas questões de mercado», o presidente da Agência para a Promoção da Baixa de Coimbra (APBC) considera que deveria existir a preocupação, quando se opta pela venda ou pelo trespasse de, pelo menos, «procurar áreas que não existam» nesta zona da cidade.
Neste caso, Armindo Gaspar diz que não o chocaria tanto se, em vez do pronto-a-vestir ou da loja de lingerie, no espaço do Café Central nascesse uma gelataria, «que é um ramo de actividade que não existe na Baixa e que, por isso, com certeza que clientes não faltariam». «Desta forma não havia uma descaracterização tão grande desta zona da cidade», continuou o presidente da APBC, confessando-se «preocupado, apreensivo e até triste» pelo fecho de mais um café de referência da Baixa e por «não haver capacidade para inverter esta tendência».


Seja como for, Armindo Gaspar diz que pretende levar a uma próxima reunião da APBC uma proposta para a criação de um gabinete, dentro da agência, que, à semelhança do que acontece em Santiago de Compostela, em Espanha, acompanhe este tipo de processos e encaminhe os negócios para «áreas que sejam mais importantes de desenvolver na Baixa de Coimbra». Isto aplicar-se-ia para vendas e trespasses mas também para a ocupação de áreas desocupadas da Baixa, explicou o responsável, adiantando que «a agência serviria de intermediária» entre todas as partes.


Quanto à notícia publicada recentemente no Diário de Coimbra de que a Câmara Municipal poderia apoiar investidores interessados em adquirir o antigo edifício do café “A Brasileira”, que neste momento está à venda, de modo a devolver-lhe as características culturais que fizeram daquele espaço um dos mais carismáticos da Baixa e da cidade, Armindo Gaspar comprometeu-se a também debater o assunto com os restantes membros da APBC de modo a perceber «o que é possível fazer para que tal se concretize».

in Diário de Coimbra



Praça do Comércio
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