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sexta-feira, junho 13, 2008

Greve dos Camionistas parou o país em 3 dias…


9428 empresas de camionagem e 73665 camionistas imobilizaram Portugal!

Atónitos muitos comentadores televisivos e alguns governantes despertaram para o país real, aquele que desconhecem.

Todos os dias centenas de pequenas e médias empresas encerram portas atirando milhares de trabalhadores para o desemprego.

Estes já ultrapassam o meio milhão e provavelmente o seu verdadeiro número é desconhecido, pois parece que as estatísticas andam manipuladas, a bel prazer deste (des)governo.

Também ainda ninguém sabe quantos portugueses deixaram o país a caminho do estrangeiro, desde que Sócrates é o chefe de governo.

Nem ninguém se preocupa com a crise que se abateu sobre a classe média.

É com preocupação crescente que muitas famílias assistem ao macabro aumento diário dos combustíveis, dos transportes, das prestações bancárias relacionadas com a habitação, da alimentação…

Nalguns lares não se vive, sobrevive-se.

No noticiário da noite de 4ª feira, na TVI, o comentador de serviço sugeriu o uso da força para a resolução da crise…

Sugeriu que o estado se tinha demitido das suas funções e que tudo se resolveria com umas bastonadas…

Houve ainda quem dissesse que a autoridade do Estado tinha sido colocada em causa e que um dia destes qualquer classe profissional poderia parar de novo o país.

Provavelmente tudo se resolveria se o Governo tivesse baixado o ISP ou se o Chefe do Governo tivesse chamado as petrolíferas à razão.

Se este governasse e zelasse pelo bem estar de todos os portugueses e não só de alguns, se este governasse em função de Portugal como um todo e não em função de Lisboa ou do Porto ou ainda dos Directórios cinzentos de Bruxelas.

É que provavelmente a mecha já está acesa…

Texto – Mário Nunes

quarta-feira, junho 11, 2008

"O país pára se o bloqueio se mantiver"


Alerta dos revendedores de combustíveis

"Governo de José Sócrates nas cordas”

Os combustíveis acabaram em muitos postos de abastecimento de Portimão, Lagos, Carnaxide, Amadora e Coimbra, segundo a Associação de Revendedores de Combustíveis (ANAREC), que diz que o país pára caso a paralisação dos camionistas continue por mais um ou dois dias.


Em Portimão, "há longas horas que Galp, BP, Repsol e Total, já não tinham os principais produtos", e o posto do Modelo "encerrou", disse à agência Lusa o presidente da ANAREC, Augusto Cymbron.



Ainda no Algarve, as bombas da Galp estão sem combustíveis desde segunda-feira e a Total esgotou hoje o produtos principais.



Situação idêntica na Amadora, onde os postos existentes, das três primeiras marcas, "esgotaram hoje gasóleo e gasolinas", relatou Augusto Cymbron.



Estes dados são das 18h00, os últimos de que a associação dispunha cerca das 22h00, ou seja, "agora deve haver já muitos mais postos de abastecimento fechados".



"Coimbra estava já muito mal ao final da tarde e em São Domingos de Rana (Sintra) o único posto existente fechou", adiantou o presidente da ANAREC.



"O país pára se o bloqueio se mantiver durante um ou dois dias", afirma, "até porque mesmo depois de os camiões-cisterna (de abastecimento) começarem a circular, não é num dia que se normaliza a situação".



Existem em Portugal entre 2.200 a 2.300 postos de abastecimento de combustível, que são reabastecidos por camiões-cisterna a partir dos locais de armazenamento, mas "de Aveiras, Setúbal e Sines, não está a sair nem um", alerta o presidente da ANAREC.



Este representante do sector apelou ao Governo para que "pense na situação em que o país cairá, caso o bloqueio se prolongue" e defende que a solução passa "pela descida do imposto sobre os combustíveis (ISP)".



"Isto não significa sequer menos receita para o Estado porque se recuperavam grandes clientes que neste momento abastecem em Espanha", defende o presidente da ANAREC.

In SIC Online


sexta-feira, abril 25, 2008

Abril em Portugal


É Primavera, de novo em Portugal, estação de mudanças.

É Abril, de novo em Portugal.

Foi tempo de mudança há 34 anos atrás.

Recordamos com saudade «E Depois do Adeus» e «Grândola Vila Morena», interpretadas por Paulo de Carvalho e por José Afonso, respectivamente e em jeito de “slow motion” colocamos no DVD “Capitães de Abril”, de Maria de Medeiros e a nossa memória colectiva é de novo assaltada pelas imagens da progressão dos tanques, numa longínqua noite de 24 para 25, em Abril, de 1974 (já lá vai mais de um quarto de século), da sua progressão, do evoluir da situação desde o Terreiro do Paço, até ao cerco do Quartel do Carmo.


A revolução dos cravos, a revolução das flores, uma das mais belas do século XX e onde o sangue praticamente não correu.

Recordamos de novo Salgueiro Maia, um Homem com H bem grande, o capitão de Abril, o Homem que fez a revolução e por todos foi injustamente esquecido.

O Homem que libertou Portugal do jugo da ditadura, do esquecimento, do marasmo e que ajudou o país a colocar termo a uma guerra injusta.

Eram tempos de chumbo e em África, Portugal travou 13 anos de guerra, numa das mais longas guerras do século XX, em diversos teatros de guerra, numa frente com milhares de quilómetros, com milhares de baixas, feridos e estropiados.

O país debateu-se contra tudo e contra todos, até sermos vencidos pelos ventos da História.

O dia 25 de Abril de 1974 marcará para sempre a História de Portugal.

Em poucas horas, um golpe militar pôs fim ao regime ditatorial que durante 48 anos dominara o país.

Um golpe que a euforia popular depressa transformou na Revolução dos Cravos. Tendo as flores tomado de assalto os tapa chamas das espingardas automáticas do exército português.

Foi a última revolução romântica do velho continente.

Os mortos desta revolução são às mãos da toda e omnipotente Policia Política do regime de então, a PIDE/DGS – 4 mortos e dezenas de feridos. Só às 09:30 horas do dia 26 de Abril de 1974, se obterá a rendição da António Maria Cardoso.

A revolução de Abril e a consequente descolonização pecaram por tardias.

Tardámos em acordar e em reagir…

A descolonização deveria ter sido efectuada em 1961, seria então a altura certa para negociar, sem mortos, sem sangue, sem guerra e sem feridas por sarar, que o tempo demora em apagar.

Haveria em África então lugar para todos e em paz. Salazar foi um homem de vistas curtas, que foi ultrapassado pelos ventos da Modernidade.

E ainda hoje pagamos por isso, o atraso do país, a falta de aposta na educação, na modernização e na sua industrialização.

Abril chegou tarde para um país que estava adormecido e tardou em acordar.

Os ideais de uma revolução, que posteriormente foram traídos por aqueles que de socialistas tem muito pouco e que de socialismo nada vêem, quando negam os cuidados essenciais de saúde e de educação, ao interior do país, quando era suposto estes serem para todos.

Recordam-se do lema do MFA «A Paz, a Habitação, o Pão, a Saúde e a Educação»?

Pois bem, estes ideais da revolução dos cravos foram traídos por aqueles em quem o povo duplamente confiou!

Texto Mário Nunes, publicado por mim no ano transacto e novamente re-publicado, para que não se esqueça Abril e Salgueiro Maia

terça-feira, janeiro 29, 2008

Fitas...


Porto: Sócrates diz que «fitas» da CGTP não o intimidam
O primeiro-ministro, José Sócrates, assegurou hoje, no Porto, que não se deixa intimidar pelas manifestações organizadas pela CGTP, que reduziu a «fitas para as televisões filmarem».

«A CGTP acha que me intimida colocando manifestantes a gritar insultos, mas comigo isso não resulta, não me deixo intimidar com este tipo de actuações», afirmou Sócrates, em declarações aos jornalistas no Porto, depois de ter presidido à criação do Instituto de Inovação e Investigação de Saúde (I3S).

O chefe do governo foi recebido à entrada da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte por certa de meia centena de manifestantes, que o apuraram e vaiaram.

«Não me deixo intimidar, nem me desvio do meu caminho com estas manifestações e insultos«, frisou.

José Sócrates salientou ainda que estas iniciativas da CGTP »são actuações a que o país já se habituou«.

«Há 30 anos que faz as mesmas fitas, apenas para as televisões filmarem», frisou.

Diário Digital / Lusa

Será que os manifestantes que protestam por esse país fora, são todos da CGTP ou do PCP?
Uma pergunta inocente fica a pairar no ar...

Fitas...

Só se forem as do Primeiro Ministro...

And the oscar goes to...
José Sócrates

sábado, outubro 20, 2007

200.000 Manifestantes versus o Tratado de Lisboa

Eram 200.000 manifestantes, nas ruas de Lisboa, na tarde de 18 de Outubro de 2007, na maior manifestação organizada pela CGTP, que rumou ao Parque das Nações, lugar onde se encontravam os senhores da Europa, que viraram à muito as costas, à população dos seus países, em nome das grandes empresas e dos interesses macro económicos.

Se a CGTP tivesse concertado forças com todos os sindicatos, muitos mais portugueses teriam estado nas ruas junto ao Parque das Nações nesse dia!

Dum lado, os trabalhadores de inúmeros sectores, público e privado, do outro lado da barricada, o caudilho de Bruxelas e a sua corte, que querem institucionalizar a flexisegurança, facilitar os despedimentos, promover o desemprego, a instabilidade social, estoirando com o modelo social de saúde, ensino, justiça, segurança, em prol dos ricos e em detrimento das classes mais desfavorecidas.

Mas nós não estamos na Dinamarca...

As estatísticas andam falseadas.

As pequenas e médias empresas estão falidas e atravessam inúmeras dificuldades.

No sector público paira a ameaça do despedimento…

Que justiça social podemos esperar?

Nas ruas das grandes cidades e das mais pequenas vilas do Portugal profundo sucedem-se os assaltos a lojas e a residências.

Há quem diga que está tudo bem, que o crime está a baixar, conforme referem as estatísticas, que não correspondem à realidade. Cada vez mais, os assaltos são mais violentos.

No interior deserto multiplica-se a insegurança.

Para onde vamos?

Regredimos no tempo, porque houve um socialista, que fez tábua rasa das conquistas de Abril e de todas as benesses sociais conquistadas ao longo do século XX, em Portugal. Nem Salazar se atreveria a ir tão longe!



Nesse dia foi delineado o novo tratado europeu, que compromete em muito a soberania nacional de cada país.

Em tempos, houve alguém que prometeu fazer um referendo ao tratado europeu se fosse primeiro-ministro, mas as promessas levou-as o vento…

Qualquer dia temos um exército único, uma polícia europeia, um governo central em Bruxelas e somos uma dependência pequena e alegre num canto da Europa para os «bifes» virem passar férias e apanhar sol…

E isto até um dia, porque em 1640 houve um caudilho, que defendia os interesses de Espanha, potência europeia à época e que foi atirado pelo povo por uma janela…

Texto – Mário Nunes

quarta-feira, outubro 17, 2007

III WW, Algo Anda no Ar...

«Bush adverte para terceira guerra mundial

O presidente dos Estados Unidos da América (EUA), George W. Bush, advertiu esta quarta-feira os líderes internacionais para que impeçam o Irão de se dotar da arma nuclear, se quiserem evitar a terceira guerra mundial.»

Ler mais em:

http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=262099&idselect=21&idCanal=21&p=200

Putin avisa sobre ataque ao Irão

«Reunidos em Teerão, os cincos países que partilham as margens do Mar Cáspio: Irão, Rússia, Kazaquistão, Azerbeijão e Turquemenistão seguiram à letra o apelo feito pelo presidente russo, Vladimir Putin, e aprovaram uma declaração afirmando que sob nenhuma circunstância, os países da região permitirão a utilização dos seus territórios por países terceiros para lançar um ataque ou qualquer outro tipo de acção militar contra os países-membros. O destinatário da advertência é óbvio: recentemente, responsáveis militares norte-americanos inspeccionaram várias bases militares no Azerbeijão e a países que tem uma parceria com a NATO para avaliarem o seu possível uso num ataque contra o programa nuclear iraniano. Recorde-se que a Rússia sempre se manifestou contra um eventual ataque norte-americano ao Irão, posição reiterada por Putin ao afirmar, em Teerão, que não devemos sequer pensar em usar a força nesta região.

Al
ém desta posição inegável de apoio, os países do Cáspio frisaram o direito de todos os países signatários do Tratado de Não-Proliferação Nuclear, a desenvolverem um programa nuclear pacífico.»

Ler mais em:

http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?idCanal=0&id=261996

Reactor nuclear foi o alvo

«O raide aéreo israelita do mês passado no interior da Síria visou um reactor nuclear em construção, afirma o New York Times na sua edição de sábado. O jornal adianta ainda que, antes do raide, a administração do presidente George W. Bush teve debates intensos com Israel, mostrando-se dividida quanto à oportunidade da operação. Alguns elementos, entre eles a secretária de Estado, Condoleezza Rice, receavam as reacções internacionais a um ataque não justificado por uma ameaça imediata.»

Ler mais em:

http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?idCanal=0&id=261768

Tudo isto merece um comentário: Algo anda no ar!

segunda-feira, outubro 15, 2007

As Notícias Que Não Vimos...

Exército Turco concentra forças na Fronteira Norte do Iraque e ameaça invadi-lo!

Israel ataca Central Nuclear Síria há um mês atrás...

Repetir-se-à esta imagem?
Em 1999 foi assim, no entanto a paz permanece periclitante nesta zona do Globo.
Se, o Kosovo declarar a independência, o rastilho pode ser aceso a todo o momento, andamos tão distraídos e tão longe de tudo, entretidos com as não notícias: Casa Pia, Apito Dourado, Apito Vermelho, Caso João Pinto, Novela Scolari, O Special One José Mourinho, Maddie McCann,...
São tantos os xaropes, analgésicos e sucedâneos servidos à hora de jantar, em jornais de notícias que se arrastam ao longo de 1 hora e meia, perdemos a reacção, tal é o choque Tecnológico, Orwell não se lembraria de melhor em «1984»...

Fátima. 90 Anos Depois...


A Encenação continua, o dinheiro a jorro, a fluir, num dos maiores negócios do Vaticano…

300.000 Visitantes, crentes ou não, os políticos nacionais marcaram presença na inauguração da Igreja da Santíssima Trindade, 3 canais de TV, a pública e as privadas, noite e dia e lá preencheram a «grelha». Xarope e analgésico para todas as maleitas, a lembrar outros tempos (Fátima, Fado e Futebol), pouco mudou em 33 anos de democracia.

Ironia do destino…

sábado, setembro 29, 2007

Desce Euribor Desce!


A Euribor não obedece e já vai nos 4,72%!
Passe a publicidade...
E o BCE ameaça rever em alta brevemente as taxas de juro.
Para onde isto vai?

terça-feira, setembro 18, 2007

Estranhas Brincadeiras...

17.09.2007 - França ameaça declarar guerra ao Irão!
18.09.2007 - Afinal não é bem assim, tudo não passou de um mal entendido...

http://www.rtp.pt/index.php?article=298631&visual=16

Novo Máximo Histórico!

81,80 Dólares, por Barril de Petróleo, a ser transaccionado no próximo mês de Outubro!

http://www.tvi.iol.pt/informacao/noticia.php?id=855452

quarta-feira, setembro 12, 2007

Rumo ao Crash!


80 dólares por barril de petróleo!

Apesar dos insistentes pedidos dos países consumidores de petróleo, para a OPEP aumentar a sua produção, esta só cedeu em mais 500.000 barris por dia...

Serão suficientes para aguentar a gula dos dois maiores consumidores (EUA e China)?



A civilização ocidental assenta em pés de barro, que ameaçam ceder a todo o momento...

Os mercados estão instáveis.

O Presidente do Banco Central Europeu apela a calma.

Porquê?

Será que a confiança se desvaneceu definitivamente?

Ele, melhor que ninguém conhecerá a resposta.



O que estará para vir?

Qual é o tamanho das nossas reservas?

Estará o Ocidente preparado para o derradeiro choque petrolífero?


Texto – Mário Nunes

quinta-feira, agosto 16, 2007

1929 - A Grande Depressão

Tudo ia de vento em popa, reinava a confiança, que parecia durar para sempre, até que, na 5ª feira, 24 de Outubro de 1929, a Bolsa de Wall Street, se desmoronou, e com ela muitas fortunas e as poupanças duma vida inteira.

Os EUA viviam dos rendimentos da Guerra de 14-18, a hegemonia do dólar, exportações maciças para uma Europa em reconstrução e para a América Latina, o automóvel tinha vindo para ficar e sonho de cada um ter uma casa também – o «american way of life» impunha-se.

Vivia-se a 120 à hora, nos loucos anos vinte.

No entanto, a meio da década de 20 algo começa a derrapar, embora muito lentamente, depois todos conhecemos a história.

O «crash» da bolsa americana arrastando todos os mercados e economias, da banca rota ao desemprego em massa, a crise alastra à Europa e a Depressão foi Global.

À Desordem sucederam-se as ditaduras por todo o lado, do nazismo, ao fascismo e por fim a WWII.

quarta-feira, abril 25, 2007

Abril em Portugal


É Primavera, de novo em Portugal, estação de mudanças.

É Abril, de novo em Portugal.

Foi tempo de mudança há 33 anos atrás.

Recordamos com saudade «E Depois do Adeus» e «Grândola Vila Morena», interpretadas por Paulo de Carvalho e por José Afonso, respectivamente e em jeito de “slow motion” colocamos no DVD “Capitães de Abril”, de Maria de Medeiros e a nossa memória colectiva é de novo assaltada pelas imagens da progressão dos tanques, numa longínqua noite de 24 para 25, em Abril, de 1974 (já lá vai mais de um quarto de século), da sua progressão, do evoluir da situação desde o Terreiro do Paço, até ao cerco do Quartel do Carmo.


A revolução dos cravos, a revolução das flores, uma das mais belas do século XX e onde o sangue praticamente não correu.

Recordamos de novo Salgueiro Maia, um Homem com H bem grande, o capitão de Abril, o Homem que fez a revolução e por todos foi injustamente esquecido.

O Homem que libertou Portugal do jugo da ditadura, do esquecimento, do marasmo e que ajudou o país a colocar termo a uma guerra injusta.

Eram tempos de chumpo e em África, Portugal travou 13 anos de guerra, numa das mais longas guerras do século XX, em diversos teatros de guerra, numa frente com milhares de quilómetros, com milhares de baixas, feridos e estropiados.

O país debateu-se contra tudo e contra todos, até sermos vencidos pelos ventos da História.

O dia 25 de Abril de 1974 marcará para sempre a História de Portugal.

Em poucas horas, um golpe militar pôs fim ao regime ditatorial que durante 48 anos dominara o país.

Um golpe que a euforia popular depressa transformou na Revolução dos Cravos. Tendo as flores tomado de assalto os tapa chamas das espingardas automáticas do exército português.

Foi a última revolução romântica do velho continente.

Os mortos desta revolução são às mãos da toda e omnipotente Policia Política do regime de então, a PIDE/DGS – 4 mortos e dezenas de feridos. Só às 09:30 horas do dia 26 de Abril de 1974, se obterá a rendição da António Maria Cardoso.

A revolução de Abril e a consequente descolonização pecaram por tardias.

Tardámos em acordar e em reagir…

A descolonização deveria ter sido efectuada em 1961, seria então a altura certa para negociar, sem mortos, sem sangue, sem guerra e sem feridas por sarar, que o tempo demora em apagar.

Haveria em África então lugar para todos e em paz. Salazar foi um homem de vistas curtas, que foi ultrapassado pelos ventos da Modernidade.

E ainda hoje pagamos por isso, o atraso do país, a falta de aposta na educação, na modernização e na sua industrialização.

Abril chegou tarde para um país que estava adormecido e tardou em acordar.

Os ideais de uma revolução, que posteriormente foram traídos por aqueles que de socialistas tem muito pouco e que de socialismo nada vêem, quando negam os cuidados essenciais de saúde e de educação, ao interior do país, quando era suposto estes serem para todos.

Recordam-se do lema do MFA «A Paz, a Habitação, o Pão, a Saúde e a Educação»?

Pois bem, estes ideais da revolução dos cravos foram traídos por aqueles em quem o povo duplamente confiou!

Texto Mário Nunes

sexta-feira, março 16, 2007

Os 4 Cavaleiros do Apocalipse

16 de Março de 2003, Cimeira dos Açores

É verdade, já lá vão 4 anos, desde que a caixa de pandora foi aberta...
Sabemos como começou mais uma guerra cruel e devastadora, de consequências imprevisíveis e cujo fim não está ainda à vista.

Para a posteridade, Durão Barroso, Blair, Bush e Aznar

Até hoje, ainda não foram encontradas as armas de destruição maciça - NBQ, que o Iraque, do então Saddam Hussein estaria a fabricar...

O que terá estado por detrás disto tudo?
Saddam Hussein?
Ou o petróleo?
O contingente americano estacionado no Iraque não para de aumentar...
Duas esquadras aeronavais nas imediações do Golfo Pérsico?
Quem se segue agora?
Empire strikes back again?
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