Mostrar mensagens com a etiqueta Metro Mondego. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Metro Mondego. Mostrar todas as mensagens

sábado, maio 12, 2012

Para complementar obra, eis mais uma Comissão


“Ex-autarca de Coimbra quer apressar continuação dos trabalhos. Além disso, defende que as obras devem ir além da Lousã.
O Governo nomeou, esta quinta-feira, o antigo presidente da Câmara de Coimbra, Carlos Encarnação, para presidir à comissão interministerial encarregue da reprogramação das obras do Metro Mondego. A suspensão das obras foi decidida pelo antigo Governo socialista, um dos motivos que levou Carlos Encarnação a renunciar ao cargo autárquico em Dezembro de 2010.
“Não pode uma obra pública demorar o tempo que esta está a demorar e não pode ser analisada com superficialidade. A obra justifica-se de acordo com o sentido complexo da intervenção, não é apenas uma questão que se foque na linha da Lousã, é uma outra solução de mobilidade mais vasta para Coimbra”, defendeu o responsável.
A nomeação de Carlos Encarnação foi bem recebida pelas autarquias defensoras do projecto que aguardam há várias semanas por uma reunião com o Governo. O encontro vai servir para perceberem a nova calendarização do Metro Mondego.
No dia 23 de Maio está marcada mais uma manifestação promovida pela comissão cívica do projecto em frente ao Ministério da Economia.” 

Fonte: RR


Está bom de ver, mais um tacho para os amigos, mais um trem de cozinha, que se prepara no dia 31 de Maio…
Depois de 1996, os “poderosos” continuam a traçar estranhos jogos de poder, cozinhados quiçá à volta duma caçoila, dum pavimento em forma de xadrez ou duma sauna, perante a indiferença popular, que a pouco e pouco, os vai deixando a falar sózinhos.
Certo, certo é que o Ramal já deixou de fazer parte da Rede Ferroviária Nacional, isto depois de tanto dinheiro gasto e dalguma obra feita…
Vamos ver o que isto dá, entretanto vamos afinando a voz para cantar as Janeiras, a gente tão simpática, que tudo vai comendo…
Eles comem tudo e não deixam nada… - Lá dizia José Afonso.
Houvesse vergonha em tempos de austeridade, criticavam os outros.
Mas agora, multiplicam-se as comissões, num jogo de cintura para eliminar gorduras, estranho jogo do deve e haver, perante a cumplicidade da Troika?

quinta-feira, abril 26, 2012

Da realidade à miragem?



“Da Realidade à Miragem?” é como se intitula a exposição sobre o projecto Metro Mondego, hoje inaugurada, no Átrio da Câmara Municipal de Coimbra.
Trata-se de uma exposição fotográfica, composta por 19 painéis, que retrata a situação actual das obras do projecto Metro Mondego, nos 30,6 quilómetros já intervencionados, entre Serpins (Lousã) e o Alto de S. João (Coimbra).
A iniciativa é uma organização das câmaras municipais de Coimbra, Miranda do Corvo e Lousã, com a colaboração da Sociedade Metro Mondego, da Câmara Municipal de Góis e do Movimento Cívico de Miranda, Lousã, Coimbra e Góis.
Trata-se de uma exposição itinerante que, depois de Coimbra onde poderá ser vista até dia 11 de Maio (das 09H00 às 17H30), seguirá para os municípios de Miranda do Corvo, Lousã e Góis, em datas ainda a confirmar.
A inauguração conta com a presença do presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Barbosa de Melo, do presidente da Assembleia Municipal, Manuel Porto, e dos presidentes de Câmara de Miranda do Corvo, Fátima Ramos, e da Lousã, Luís Antunes.
A iniciativa pretende sensibilizar a população para este projecto de mobilidade que se iniciou há mais de 15 anos, no qual os portugueses já investiram 140 milhões de euros, e cuja conclusão tem ser considerada prioritária, quer em termos regionais quer nacionais.
O sistema de metro ligeiro de superfície deverá operar na área dos municípios de Coimbra, Miranda do Corvo e Lousã, numa extensão de 41,9 quilómetros e um total de 43 estações.
De acordo com o que foi anunciado há dois anos, as primeiras composições deveriam estar a começar a circular até final do corrente ano de 2012. No entanto, depois do encerramento do serviço ferroviário no Ramal da Lousã e do início concomitante das obras, ocorrido em 2010, os trabalhos pararam, nada estando ainda definido em relação ao futuro.

terça-feira, abril 10, 2012

Um livro pode ser um olhar crítico sobre o projecto Metro Mondego

 
Carlos Encarnação e João Rebelo lançaram em meados de Janeiro deste ano, em Coimbra, uma obra em conjunto que é um “olhar crítico sobre o projecto Metro Mondego”.


“Como não decidir uma obra pública – Um Metro da Razão ao Erro” é o título do livro escrito por Carlos Encarnação e João Rebelo. Pelos autores passaram alguns dos principais momentos dos últimos anos da história do Metro Mondego. O estabelecimento, pelo Estado, das bases de concessão da Metro Mondego, S.A; a passagem do projecto a parceria público-privada; o lançamento do concurso público para concepção, construção, financiamento e manutenção do metro ligeiro; o início das demolições na Baixa de Coimbra; a apresentação do Sistema de Mobilidade do Mondego; a inauguração dos interfaces Ceira, Miranda do Corvo e Lousã; a integração da Metro Mondego na REFER…
É para contar a história de “uma obra exemplar na forma como não se deve decidir uma obra pública” que Carlos Encarnação, ex-presidente da Câmara Municipal de Coimbra e da Mesa da Assembleia-Geral da Metro Mondego, e João Rebelo, ex-vereador e representante da autarquia na Metro Mondego ao longo de vários anos, escreveram o livro “Como não decidir uma obra pública – Um Metro da Razão ao Erro”, uma obra escrita a duas mãos, por dois protagonistas do projecto, apresentado no passado dia 16 de Janeiro, no Pavilhão de Portugal, em Coimbra.
“Trata-se de um processo extraordinário. Chega a ser escandaloso que uma obra pública possa ser decidida assim, ao longo do tempo, e ter este desfecho”, afirma Carlos Encarnação, não encontrando outro título mais indicado para uma obra que passou “por uma quantidade de governos, se protelou por um número de anos extraordinário, de onde, agora, ninguém sabe como sair”.
“Quando havia fundos comunitários, não havia decisão. Quando havia decisão, não havia acordo. Quando havia acordo, não havia dinheiro. Andámos neste ciclo vicioso de vários anos até chegarmos à última decisão, de recurso ao crédito, que foi tomada da pior maneira”, resume.
O que pretendem Carlos Encarnação e João Rebelo com esta obra, lançada pela Almedina Editores, é, primeiro, esclarecer que ambos são “defensores do eléctrico rápido do século XXI”, em detrimento “da solução ferroviária do século XIX ou da automotora do século XX”. Depois, o livro, com 224 páginas e em que recorrem a documentos decisivos para o projecto, é essencialmente “um olhar crítico” dos dois responsáveis “sobre o que se passou este tempo todo”.
No fundo, como garante, sem se demitirem dos cargos que ocuparam e das responsabilidades que tiveram no projecto, os autores consideraram que seria “um acto de cidadania” e uma “obrigação histórica” trazerem “à luz do dia” documentos que “ajudassem a compreender a posição da Câmara de Coimbra e dos dois, em particular, na defesa do projecto, assim como as decisões dos diferentes governos”.
É preciso ter presente que nos vários anos da Metro Mondego, estão envolvidos cinco presidentes do Conselho de Administração, seis primeiros-ministros, 12 ministros das Obras Públicas, oito secretários de Estado dos Transportes e cinco presidentes da Câmara Municipal de Coimbra. “Todos os processos de metro mais recentes demoraram para cima de dez anos a ser resolvidos, Mas este é mais difícil, intrincado, complexo”, constata Carlos Encarnação.
Defender o projecto como um todo é, antes de mais, o grande objectivo, Carlos Encarnação diz-se solidário com as populações de Miranda do Corvo e Lousã, que ficaram sem a “sua” ligação ferroviária. Mas considera que “a questão não é essa”. “É imperioso ver o projecto como um todo e garantir a sua sustentabilidade”, afirma o ex-autarca, garantindo, como diz ficar demonstrado no livro, que a sustentabilidade do Metro Mondego “só se alcança pelo desenvolvimento do serviço e traçado urbano”.
Quem vir dados do livro, vê bem a distribuição dos défices de exploração e facilmente perceberá”, acrescenta.
Carlos Encarnação, não tem dúvidas de que o futuro de Coimbra ficará comprometido se o projecto não avançar ou se ficar pelo troço suburbano.

quarta-feira, abril 04, 2012

Depois das Janeiras, a conversa segue dentro de momentos...

A imagem original é do meu amigo João Pestana, do Blogue We Have Kaos in the Garden - Conseguirá desta vez Álvaro Santos Pereira tirar um metro da cartola?

As autarquias de Coimbra, Góis, Lousã e Miranda do Corvo querem ser recebidas pelo ministro da Economia, durante o mês de Abril, para discutir o futuro do projecto do Metro Mondego.
O Movimento Cívico de Coimbra, Góis, Lousã e Miranda do Corvo espera que o Governo defina o “cronograma de investimentos investimentos para a concretização das obras no Ramal da Lousã/ Metro Mondego, garantido a circulação de pessoas, em ferrovia, entre Serpins e Estação Velha em Coimbra”.
Segundo um comunicado, o Movimento Cívico deseja ainda que o Governo apresente “orientações concretas” para a empresa Metro Mondego, que tem agendada nova Assembleia Geral para o dia 3 de Maio.
Em reunião realizada ontem à noite no Centro Social Comunitário de Miranda do Corvo, as autarquias manifestaram alguma apreensão por os empreiteiros “terem quase abandonado as obras sem que se tenha ainda iniciado a colocação de carris, de acordo com as promessas feitas pelo ministro da Economia e pelo secretário de Estado dos Transportes”.
Os participantes na reunião salientaram o compromisso assumido pelo primeiro-ministro Passos Coelho, em Miranda do Corvo, quando garantiu que concretizaria a ligação sobre carris, em transporte público de passageiros entre Serpins e Coimbra.
“A reposição de circulação de pessoas entre Serpins e a Estação Velha, num sistema de transporte público sobre carris, é uma questão de dignidade que a região de Coimbra não pode deixar de exigir ao poder político”, refere o documento.

terça-feira, abril 03, 2012

Estação de Caminhos de Ferro de Miranda do Corvo, ao ponto a que chegamos

 A dignidade doutros tempos

 
É com mágoa ao escrever estas breves linhas, que vejo e revejo, o actual estado da Estação de Caminhos de Ferro de Miranda do Corvo (principal porta de entrada em Miranda do Corvo) e constato que a mesma está a cair. Isto, apesar de ainda funcionarem naquela estação, uma bilheteira da CP, que vende os títulos de transporte e os passes (serviço único nas redondezas, há quem se desloque da Lousã para resolver qualquer problema relacionado com o passe) e um bar a muitos mirandenses, mas corrijo para utentes (visto que não só mirandenses), que se deslocam diariamente para Coimbra ou para a Lousã.
Quantos de vocês já viram em que estado está o interior da estação?
O tecto falso do interior e as lâmpadas estão a cair e chove lá dentro nalguns pontos. O acesso ao interior da estação está neste momento, nalguns pontos condicionado por fita branca e vermelha.
Contaram-me inclusivamente que as casas de banho localizadas no exterior da estação já estiveram para ir abaixo…
Apesar de se terem gasto milhares e milhares de euros, no exterior da estação, espaço envolvente, estacionamentos e acessos.
Dignidade para com os passageiros, utentes quer do extinto Ramal da Lousã ou do Metro Mondego precisa-se…
Os utentes agora são cada vez mais, com a crise passaram a deixar os carros em casa e a utilizar os transportes públicos, viajando de autocarro, interrogam-se por vezes, até que ponto se vai manter a situação actual?
E ficam espantados com a indiferença geral perante o estado da estação. Muitos deles já deixaram inclusivamente de acreditar em promessas, quer em relação ao Metro ou ao Comboio e questionam-se como é possível chegar a este ponto?
Praticamente só faltam os carris e as catenárias…
Há ainda quem se interrogue, se o transporte rodoviário efectuado por autocarros de diversas companhias (com contrato com a CP), será para manter e até quando?
Em breve conheceremos o desfecho… (filme já visto noutros pontos do país)

 
Deixo-vos ainda com dois recortes do Diário de Coimbra, que considero bem pertinentes…


sexta-feira, fevereiro 24, 2012

ARCIL inaugura Metro na Lousã



“Ministros e Secretários de Estado não se atrasaram para inaugurarem o metro da linha da Lousã.
Um acontecimento que ficou marcado por forte presença popular, que comentava entre si que a obra só foi possível graças a capitais chineses. Esta encenação foi protagonizada por elementos da ARCIL que alertaram, assim para a necessidade da execução da obra.
Fátima Carril presidiu à inauguração acompanhada por Maria Sulipa e restante comitiva que fez questão de cortar a fita, perante os meios de comunicação social. À cerimónia só faltou mesmo o meio de transporte, o que forçou os membros do Governo a fazerem uma caminhada a pé até Coimbra a ver se o encontravam.
Mais uma vez se prova que as gentes da Lousã, munidas do seu sentido prático, de reivindicação e de não resignação perante a crise que o país atravessa, ultrapassam todas as intempéries com coragem e determinação” afirmava um dos Homens da Luta, que não perdem ocasião de estarem nos grandes eventos.”
Fonte: Trevim

sexta-feira, janeiro 20, 2012

O aniversário do Álvaro


“A recente deslocação a Lisboa, e designadamente ao Ministério da Economia, confesso que não me deixou tranquilo da real intenção de ver concretizada as legítimas aspirações das populações servidas pelo Ramal da Lousã. Não por o momento ter servido para abrilhantar o aniversário do Ministro Álvaro Pereira, nem pelas notícias que nos chegaram do momento de confraternização simpática, alargada aos filhos do Ministro, no assistir ao vivo de uma versão alternativa das janeiras.

O que me deixou preocupado foi o compromisso intemporal de um ministro, que em Julho deste ano não incluiu o projecto da obra Metro Mondego na reformulação do QREN e que quando respondeu a uma pergunta que lhe foi colocada pelos deputados do PS sobre a viabilidade e intenção para avançar com o projecto deu uma resposta ao jeito do “Havemos de ver”.

Razão pela qual não estranhou que, em Outubro do ano passado, Álvaro Santos Pereira, numa audição na Comissão Parlamentar de Economia e Obras Públicas tenha sido peremptório a declarar como “perfeitamente inexequível” o projecto Metro Mondego, emitindo a certidão de óbito deste, mas deixando em aberto a recuperação da ligação ferroviária entre Serpins e Coimbra. Bem sei que, por decisão deste Governo, várias foram as ligações ferroviárias encerradas recentemente por critérios meramente financeiros de rentabilidade de exploração e não me esqueço que, no início de Novembro do ano passado, um relatório de uma auditoria do Tribunal de Contas à Metro Mondego mereceu do ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas o comentário de que “há empresas que têm de ser extintas, que têm de ser reformuladas. Foi por muitos outros Metros do Mondego que nós hoje estamos na situação em que estamos. Houve má gestão no sector público empresarial e agora estamos a pagar por isso”.

POR TUDO isso, seria razoável que a contrapartida ao esforço e empenho do milhar de defensores daquela ligação que se deslocaram a Lisboa não se ficasse por uma lacónica informação de que o processo iria ser alvo de correcções, com redução de custos, que permitam que no futuro seja aprovado e financiado pela Europa, havendo absoluta necessidade de reprogramar a concretização. Lacónica e surpreendente, por simultaneamente o ministro da Economia ter assumido perante a delegação por ele recebida que iria mandar continuar a execução das empreitadas, com colocação de carris e obras complementares! A dedicação e determinação dos que foram a Lisboa, bem como dos autarcas e movimentos, mereciam mais porque esta é uma obra que teve a garantia de rápida execução do ora primeiro ministro e do líder parlamentar Miguel Macedo quando, ainda na oposição, se deslocaram às obras do Metro Mondego, mas já com a noção da dificuldade que o país atravessava.

E É DE Passos Coelho, o único que neste governo temos como certo, que se torna necessário obter a garantia da execução da obra, para que aqueles que continuam a acreditar na ligação ferroviária não sejam surpreendidos com um mero dilatar de prazos, que deve estar concluída em 2014, antes das próximas eleições autárquicas. Continuo a confiar nos autarcas e no empenho dos movimentos cívicos, para que não esmoreçam e que em Abril nos tragam a concretização de um plano de execução de obras em concreto. E se puderem trazer também o compromisso de Miguel Relvas e Passos Coelho seria mais seguro. É que do Álvaro nunca sabemos quando volta a desaparecer…

PS: Quando pensarem em exigir um compromisso do primeiro-ministro, ou de Miguel Relvas, ministro dos Assuntos Parlamentares, podem contar comigo na deslocação!”

Texto de opinião da autoria de Mário Ruivo, publicado na Revista C de 12/01/2012.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...