sexta-feira, janeiro 21, 2011

Sem carris não votamos

“Apelo á abstenção: Sem carris não voto, Sem Metro não votamos.

Na reunião todos os Presidentes de Junta dos concelhos de Lousã e Miranda e ainda todas as de Coimbra presentes na reunião e mais envolvidas com a ferrovia (Almalaguês, Ceira, Castelo Viegas, Torres do Mondego) decidiram que Domingo vão apelar à abstenção.


Os presentes consideram que a democracia é uma conquista que todos devemos valorizar mas o direito de votar não impede o direito ao "não voto".


O boicote, para além de ser um crime, seria uma imposição da vontade de uns sobre os outros. Ninguém tem o direito de impedir outro de votar.
Somos um Movimento de democratas respeitadores da lei. Neste processo só o Governo tem optado por fazer terrorismo de estado, destruindo um sistema de transporte com mais de cem anos. É o governo que está a cometer crime de sabotagem e de administração danosa destruindo infra-estruturas fundamentais à qualidade de vida das pessoas.

Pedimos a todas as pessoas que sejam solidárias com esta posição e assumam a militância divulgando esta orientação por todos os amigos e conhecido. Todos juntos podemos conseguir uma abstenção histórica.
È a dignidade das pessoas da nossa região que está em causa. Temos de mostrar á classe política que não são donos do nosso voto.


Um Governo irresponsável, capaz de destruir um sistema de transporte, gostaria que fossemos radicais e afrontássemos o estado de direito. Optamos por, com elevada consciência cívica, mostrar que somos diferentes e melhores.


Não são donos do nosso voto. Vamos mostrar a nossa indignação não votando.
Contamos consigo.”


Jaime Ramos, Porta-voz do Movimento Cívico de Miranda do Corvo e Lousã

Suspensão de mandato

Os elementos da Junta de Freguesia da Lousã, bem como a totalidade dos constituintes da Assembleia de Freguesia, requereram a suspensão dos seus mandatos de eleitos locais, suspensão aceite e válida entre os dias 21 e 24 de Janeiro de 2011.

quinta-feira, janeiro 20, 2011

A novela continua...


O PS reafirmou hoje no Parlamento a "prioridade política" no Metro Mondego e afirmou que as obras devem ser "retomadas logo que reunidas as condições económico-financeiras", motivando reacções de indignação da oposição e do público no plenário.

No Parlamento foi hoje debatida uma petição, subscrita por mais de oito mil pessoas, que contesta a paralisação e o adiamento do projecto Metro Mondego.

Esta petição deu origem a seis recomendações ao Governo, uma para cada partido. No entanto, os documentos só serão votados na segunda-feira.

Fonte: Lusa

“A deslocação á Assembleia da Republica foi um enorme sucesso.
A pressão popular conseguiu mais uma pequena vitória.


Todos os 5 partidos : BE, PCP, CDS, PSD e PS apresentaram propostas de resolução que no essencial garantem dois objectivos básicos.


1º Coimbra, Miranda e Lousã devem ter um sistema de mobilidade assente em transporte publico de passageiros entre Serpins e Estação velha, com base no ramal da Lousã.


2º Este sistema deve assentar em ferrovia, assente em carris.
Os 5 partidos concordam com estas duas condições, independentemente de algumas diferenças. As pessoas dos três concelhos e os autarcas concordam com estes objectivos.


Depois destas resoluções serem votadas na AR, o que deverá acontecer na sexta, só basta que o Governo decida parar com a irresponsabilidade que tem vindo a demonstrar.


Deve o Primeiro ministro respeitar as decisões da AR, a vontade das autarquias e das pessoas , e colocar na ordem os dois "inimputáveis" "políticos" que estão á frente do Ministério e da Secretaria de Estado dos Transportes.


Sabemos que sem a nossa mobilização e unidade os 5 partidos não teriam assumidos estas propostas.

Vamos continuar unidos e a exigir ser tratados com dignidade.

Parabéns a todos que têm apoiado esta luta.”

Jaime Ramos

Fernando Nobre quer comboio na linha

O candidato a Belém diz que a situação vivida pelas populações da Lousã e Miranda do Corvo "é inaceitável".

No dia em que a suspensão das obras do MetroMondego vai estar em discussão no Parlamento, Fernando Nobre foi recebido hoje no mercado de Coimbra por alguns manifestantes em cadeiras de rodas, que seguravam cartazes em protesto contra a falta de acessos. O candidato presidencial diz que a solução é restabelecer a ligação entre Coimbra, Lousã e Miranda do Corvo.

“Na situação financeira em que o país está, sabemos que um metro de superfície, enfim, sabemos que não vai haver nos próximos anos e só há uma coisa a fazer: restabelecer, o quanto antes, a linha de comboio de Coimbra, Lousã e Miranda do Corvo”, afirmou Fernando Nobre.

O candidato presidencial diz que as “populações da Lousã e de Miranda do Corvo estão numa situação que não é aceitável”, porque “foi-lhes prometido um metro de superfície, mas antes da construção desse metro arrancaram a linha de comboio”.

“Resultado: nem comboio, nem metro de superfície. São obras de Santa Engrácia. Eu acho que já tínhamos aprendido com as obras de Santa Engrácia, mas pelos vistos estamos a repetir o mesmo erro”, criticou.

Esta tarde, o Parlamento tem agendada uma discussão em plenário sobre o projecto do Metro Mondego. O PS apresenta hoje uma recomendação ao Governo em defesa da "instalação de um modo ferroviário no Ramal da Lousã".

Depois na Nazaré, foi confrontado com cenários de dissolução do Parlamento. Se fosse presidente, Fernando Nobre garante que tomará “todas as medidas que se impuserem para que o estado social do nosso país não impluda”.

“Se eu sentir que o país cai num impasse eu não hesitarei em tomar as medidas que se imporão. Eu serei o Presidente da República”, acrescentou.

quarta-feira, janeiro 19, 2011

Movimento com Cavaco em Coimbra

Cavaco Silva apontou hoje o caso do Metro do Mondego, projecto que deverá ser suspenso, como “uma lição” que não se deve prometer aquilo que não se consegue cumprir.

Num jantar-comício em Coimbra, Cavaco Silva lançou esta noite uma dura crítica implícita ao Governo, ao falar da “preocupação” que existe no distrito com o projecto do metro de superfície.


“Há uma lição que se deve tirar deste caso, não se deve prometer aquilo que não se consegue cumprir, porque isso gera desconfiança e é um exemplo típico daquilo que eu tenho dito aos portugueses múltiplas vezes: a verdade gera confiança, mas a mentira e a ilusão é fonte de descrença”, afirmou Cavaco Silva, que foi prontamente aplaudido.

À tarde, durante uma arruada na Baixa de Coimbra, Cavaco Silva já se tinha confrontado com uma manifestação contra o encerramento do ramal da Lousã e suspensão do projecto do Metro do Mondego.

Ao SAPO Notícias, Jaime Ramos, porta-voz do Movimento Cívico da Lousã e Miranda do Corvo disse que queriam confrontar o Presidente candidato com a questão porque um Presidente da República não pode ser uma "Rainha de Inglaterra" e deve dizer se está ou não ao lado das políticas do governo. Esta noite, Cavaco Silva deu a resposta.

Sublinhando que compreende as preocupações da população do distrito, em especial das “gentes de Coimbra, de Miranda do Corvo, da Lousã, da Ceira, de Serpins”, o candidato apoiado pelo PSD, CDS-PP e MEP foi ainda mais longe, classificando o caso como “muito esquisito”.

“Tinham uma linha desde 1906 e agora não têm nada. É algo, muito, muito esquisito e eu compreendo as vossas preocupações”, disse.

In Sapo



As fotos são do António Penicheiro...
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...