quarta-feira, fevereiro 09, 2011

Guerra Peninsular - A presença militar francesa na região

Há 200 anos atrás, a sombra de Napoleão pairava sobre toda a Europa.

A França Imperial esmagava tudo e todos. O Exército Francês aliado ao Império Austro-Húngaro esmaga a oposição de italianos, espanhóis, holandeses, dinamarqueses, polacos e egípcios. Para vencer a Inglaterra Napoleão decretou o Bloqueio Continental, em Novembro de 1806, impondo que todos os países europeus fechassem os seus portos aos navios ingleses. Portugal viu-se entre a espada e a parede, se aderisse ao Bloqueio Continental teria como inimiga a Inglaterra, que dominando o Atlântico, impediria o nosso comércio com o Brasil, se pelo contrário não cumprisse o que pretendia Napoleão expunha-se às represálias dos Franceses aliados dos Espanhóis. Perante a hesitação portuguesa, Napoleão mandou evadir Portugal.


Embarque em 1807 da família real, rumo ao Brasil

A Napoleão apenas resistem Portugal, Grã-Bretanha, Suécia e Rússia.

Entre 1800 a 1815, a Europa transforma-se num gigantesco campo de batalha e Napoleão auto proclama-se Imperador.

A 19 de Novembro de 1807, os franceses invadem Portugal, comandados por Junot, com a cumplicidade dos espanhóis. Perante o ataque francês e a retirada da corte para o Brasil ficou à frente do Governo do País, uma Junta de Regência.

A 30 de Novembro de 1807 cai Lisboa.

Wellington organiza as forças anglo lusas e a 30 de Agosto de 1808 obriga Junot à rendição em Sintra.

Os Franceses regressam pela segunda vez a Portugal, em 1809, desta vez comandados por Soult. Chaves, Braga e o Porto foram pontos de passagem. Para a história fica a Tragédia da Ponte das Barcas, o Exército Francês disparou indiscriminadamente sobre a população que fugia de Vila Nova de Gaia para o Porto, tendo muitas mulheres e crianças caído para o Rio Douro e morrido afogados.

A Guerra Peninsular arrastava-se havia longos meses, com perdas inconvenientes consideráveis, e Napoleão ainda não conseguira o seu objectivo principal, a derrota do imperialismo britânico. Ao regressar a Paris, depois da campanha vitoriosa da Áustria, determinou resolver o problema de uma vez por todas, forçando os ingleses a retirar de Portugal. O Marechal André Massena foi nomeado comandante em chefe do Exército Francês. Na Primavera de 1810 regressa o exército napoleónico, com 3 corpos de exército e 65.000 homens, na 3ª incursão francesa em território nacional.

Massena, a 21 de Junho de 1810 põe cerco a Almeida e faz explodir o seu castelo. Caem Viseu e o Porto. Depois da Batalha do Buçaco ocorrida a 27 de Setembro de 1810, e apesar de as legiões francesas debaixo do comando do marechal André Masséna terem sido derrotadas, as tropas franceses continuam o seu avanço sobre a cidade de Lisboa.

Coimbra, quase deserta, foi invadida e saqueada em 1 de Outubro de 1810. Massena colocou na cidade uma guarnição e seguiu em direcção a Lisboa.

O Duque de Wellington que se encontrava ao comando das tropas portuguesas com prudência, foi recuando e praticando uma forma de limpeza de campo, envenenando poços e destruindo pontes. Foi deitando fogo às coisas que pudessem servir ao exército francês e que não pudesse ser transportado pelas populações, em fuga, até acabar por se encerrar e fortificar nas célebres e históricas Linhas de Torres, onde travou o avanço de Massena.

Nas Linhas de Torres, Massena acabou por ver insustentável a manutenção da sua posição dada a falta de recursos e abastecimentos do seu exército, acabando assim por retirar para o norte de Portugal onde não tinha sido posto em prática o devastador sistema de terra queimada usado por Wellington. Procurava aqui terras e campos com abastecimentos para o seu exército até à chegada dos reforços que esperava.

Começou a retirada a 4 de Março de 1811 e de 5 a 11 do mesmo mês reuniu o seu exército na localidade de Pombal, com excepção das tropas de Jean Louis Ébenezel Reynier e Louis Henri Loison (Maneta) que tomaram a direcção de Espinhal, do concelho de Penela para desta forma proteger o seu flanco e conseguir ao grosso do exército uma marcha mais desafogada.

25.000 Soldados franceses, depois da retirada das posições da Linha de Torres Vedras, aquartelaram no Espinhal, provocando o alvoroço em Pombal, Ansião, Penela, Soure e Condeixa-a-Nova. A maior parte dos habitantes do Espinhal fugira dos invasores, outros esconderam-se em grutas, mas nem todos sobreviveram. A fome, que ameaçava os franceses foi temporariamente vencida pela descoberta de cereais armazenados perto do Espinhal. 52 Mortos! Em Penela houve 188 assassínios e na Cumieira 48. A população sofreu perdas enormes de víveres, gado e bens móveis, os aldeões foram encontrados pelo exército anglo-luso esfomeados.

Os aliados que se encontravam nas Linhas de Torres saíram em perseguição dos fugitivos e deram inicio a uma perseguição que obrigou o inimigo a combater todos os dias e nem sempre em favoráveis condições.


Dadas as condições, as tropas francesas dirigiram-se à cidade de Coimbra onde Massena se tentou defender num desfiladeiro existente entre as localidades de Pombal e Redinha (12 de Março de 1811). Estas forças foram batidas, bem como outra que fora reconhecer o terreno para Coimbra e que encontrou a de acesso à cidade cortada. Dado o obstáculo, teve de desistir daquele caminho e viu-se obrigado a seguir o que lhe restava aberto entre o rio Mondego e o rio Zêzere pelas localidades de Miranda do Corvo e de Ponte de Mucela descendo por Mucela e Moura Morta, junto ao Rio Alva - antiga Estrada Real. Locais estes que embora difíceis e sem bons caminhos ofereciam-lhe no entanto boas posições para ir cobrindo durante a retirada.

Sabendo-o das condições do terreno Wellington mandou uma a divisão flanqueá-lo pela direita, o que obrigou Massena a abandonar Condeixa onde entretanto tinha chegado, tendo no entanto tempo para incendiar a localidade antes de retirar sobre Casal Novo.

Nos dias 13 e 14 do mesmo mês houve combates em todo o caminho percorrido sendo que o combate tido por mais importante foi o que aconteceu na Fonte Coberta na noite do dia 14 e em que o próprio Massena esteve em riscos de ser feito prisioneiro com seu Estado-Maior.

Depois deste combate Massena tentou de todas as formas pôr-se a salvo o mais depressa possível. Durante a fuga e para dificultar o caminho ao exército no seu encalço incendiou a vila de Miranda do Corvo onde estava grande parte do seu próprio exército. Mandou apressar a fuga e ele mesmo seguido de escolta foi reconhecer a passagem sobre o rio Alva, que encontrou cortado, mas onde activamente fez improvisar uma ponte. Na fuga, Massena ordenou aos seus subordinados, entre eles Michel Ney, que ainda nessa mesma noite fizessem a travessia do rio Ceira inutilizando a artilharia avariada e outros carros de combate que causassem o retardamento da marcha. Ney no entanto desobedeceu à ordem recebida e e em vez de fazer como lhe foi ordenado, deixou ficar na margem esquerda 10 ou 12 batalhões, uma brigada de cavalaria e algumas peças de artilharia.


Carta militar da época

Durante a noite, as forças aliadas, tornearam os inimigos que entretanto de tinham estabelecido na Lousã. Procederam ao reconhecimento das posições e quando a manhã começou a raiar dispararam alguns tiros.

Não estando à espera a tropa francesa ficou alarmada e rompeu fogo de forma desordenada e assim continuou por toda a manhã, facto para o qual terá contribuído o uma nevoeiro cerrado que desceu e que veio estabelecer a confusão.

Além destes primeiros fogos as tropas aliadas atravessaram também o rio a montante das tropas francesas provocando mais confusão entre os sitiados, que ficaram com dificuldade em saberem de donde eram agredidos.

As tropas franceses da margem esquerda tentaram juntar-se ao resto do exército na margem direita do rio, mas aperceberam-se que era impossível fazer passar rapidamente pela estreita ponte uma grande massa de tropa e cavalos. Com a presa e a aflição alguns regimentos começaram a passar o rio a vau, um pouco acima da ponte existente.

No entanto os franceses não tinham reconhecido o rio, que devido às abundantes e constantes chuvas desse ano ia muito engrossado. Com a precipitação e confusão muitos homens e cavalos, morreram afogados nas águas do rio, acrescendo para cúmulo que se desviaram para o lado onde estavam os aliados que haviam entretanto recuado para procurar o melhor vau, acabando assim por ocupar o lugar destes, acabando assim por serem tomados como inimigos pelos próprios franceses da outra margem que romperam em tiroteio.

Gerada a confusão as tropas francesas da margem esquerda por sua vez julgaram ser agredidos pelos aliados que tivessem mudado de posição. Este conflito durou quase toda a tarde e só quando uma força se resolveu a atacar os que tinha diante, à baioneta é que reconheceram o terrível engano.

Muitos historiadores discordam sobre o número de perdas havidas no combate de Foz de Arouce pois os próprios que nele entraram mais consideram aquela acção como um episódio da longa batalha, que se desenvolveu de 11 a 18 de Março e que teve por campo todo o espaço entre Pombal e a Ponte de Mucela e portanto não lhe assinalaram princípio nem fim que bem o defina e faça jogar os seus testemunhos com as partes oficiais. Além disto o desconhecimento que então havia da topografia desta região, induziu-os a afirmações inverosímeis e aos graves erros nas operações que talvez por decoro encobriram.

O que porém é positivo é que, se o número de vidas perdidas não foi muito considerável, pelo menos o efeito moral para os franceses foi extraordinário. O regimento n.º 39, um dos que passou o rio a vau perdeu o seu comandante e a sua bandeira.

Na Junta de Freguesia de Foz de Arouce disseram-me que o estandarte do regimento francês que foi derrotado em Foz de Arouce foi recuperado por portugueses, contudo foi vendido ao Exército Inglês, estando exposto num importante museu londrino, valendo actualmente muito dinheiro.

Dos despojos do combate foram recolhidas poucas peças encontrando-se alguns capacetes e barretes na posse da autarquia lousanense. Provavelmente mais haverá na posse de particulares em Foz de Arouce.

Do combate e da memória restam-nos dois marcos deste, um junto à ponte e outro no interior duma Quinta em Foz de Arouce.

A ponte sobre o Rio Ceira, em Foz de Arouce foi destruída nesta incursão francesa.

Em Semide, apurei que durante a terceira invasão francesa, as freiras do Convento de Semide descobriram uma fórmula para cozinhar e conservar a carne de cabra e carneiro, aproveitando o vinho que lhes era entregue pelos rendeiros, o louro que tinham na sua quinta, bem como os alhos e demais ingredientes. Surge, assim, a chanfana que era religiosamente guardada ao longo do ano nas caves frescas do mosteiro. A carne assada no vinho mantinha-se no molho gorduroso solidificado, durante largos meses, evitando que os soldados franceses roubassem as cabras e as ovelhas da região. Finalmente, há quem diga que a receita da chanfana nada tem a ver com o Mosteiro de Semide, mas apenas com as invasões francesas. Diz-se, então, que, quando as tropas francesas andaram pela região da Lousã e de Miranda do Corvo, a população envenenou as águas para matar os franceses. Mas era preciso cozinhar a carne habitualmente consumida (de cabra e de carneiro) e, como a água estava envenenada, utilizou-se o vinho da região. A chanfana é um prato típico, não só no concelho de Miranda do Corvo como de praticamente toda a região centro.


Marco que assinala o Combate de Foz de Arouce (3ª Invasão Francesa), travado no dia 11 de Março de 1811, quantas vezes passamos aqui de carro e não ligamos?


Esta ponte tem muitas histórias, se ela falasse, tinha muito que contar, aqui se travou o Combate de Foz de Arouce, há 200 anos.

domingo, fevereiro 06, 2011

Movimento Cívico às portas do Hospital Pediátrico


MOVIMENTO CIVICO DE LOUSÃ E MIRANDA NA ABERTURA DO PEDIÁTRIC
Enviado por tvcoimbra. - Vídeos de notícias de última hora.

Foi ontem de manhã, mais uma iniciativa em prol do Ramal. À porta do Hospital Pediátrico de Coimbra (em dia de inauguração) aguardavam pelo Primeiro-ministro português, os utentes do Ramal e o respectivo movimento e mais uma vez, José Sócrates trocou-nos as voltas…

Para lá dos nossos conterrâneos de Coimbra, Miranda do Corvo e Lousã aguardavam também pela comitiva governamental os utentes do Ramal de Cantanhede, professores e profissionais de saúde, é caso para dizer que o homem ou é autista e orgulhoso ou tem tiques de autoritário!

Mas adiante com a retórica, as magnificas imagens são do Perdigão recolhidas para a TV de Coimbra (http://www.tvcoimbra.eu/)

Insatisfação em Coimbra

“Foi importante termos estado em Coimbra a aguardar o Senhor Primeiro Ministro.
Foi lamentável que não tivesse recebido nem autarcas nem uma delegação do Movimento Cívico. Não surpreendeu, pois os Presidentes de Câmara de Coimbra, Miranda e Lousã continuam a aguardar uma audiência com este ocupadíssimo politico….

Ao passar pelas pessoas, como “cão por vinha vindimada”, sem parar nem cumprimentar, esteve ao seu melhor nível.

Conseguimos, mais uma vez, mediatizar a nossa luta. Todas as televisões e as rádios nacionais noticiaram a nossa presença. o Metro e a necessidade do governo reconstruir o que destruiu. O trabalho da TVI24 merece nota mais.
O Primeiro não ficou bem na fotografia ao evitar as pessoas…. Mais grave porque fui na quinta-feira contactado pelo representante do Governo sobre a possibilidade de sermos recebidos. De imediato transmiti toda a nossa disponibilidade.
Conseguimos obrigar o Primeiro a falar sobre o Metro, coisa que o Presidente da Câmara da Lousã não conseguiu há uns tempos quando Sócrates foi a Serpins… Sempre tivemos mais sucesso.

Insatisfação porque o Primeiro-ministro disse “ter vontade” mas não concretizou datas nem meios. A desculpa da crise é paleio. Recordámos que já vivíamos a crise quando o governo decidiu arrancar os carris e destruir o Ramal. Não pode falar de crise quando, para uma obra nova, de interesse muito discutível, como é o TGV para Madrid, só para um troço, canaliza cerca de 1.600 milhões de euros.

Nós não queremos palavras cínicas, de quem em público diz concordar connosco, mas nada faz para concretizar o que diz. De promessas estamos todos fartos. Queremos obras e carris.

Não percebemos como o Governo prefere pagar indemnizações aos empreiteiros para não colocar carris no troço Serpins Carvalhosas. Se tivessem falta de dinheiro não o deitariam fora a pagar indemnizações e fariam a obra adjudicada. A não ser que lá no fundo continuem a não querer carris e venham a insistir em BRT´s…

A promessa de Metro para 2014 não passa de demagogia inconsequente se não for apresentado um cronograma de execução que diga quando serão realizados os concursos para as empreitadas, quando serão adjudicadas e quando serão executadas.

O Metro não é uma “coisinha” que um governo vá comprar a uma loja de chineses em 2014. Para ser uma realidade é preciso fazer obra, colocar carris, electrificar o percurso, construir oficinas e adquirir veículos….

O Senhor Governador Civil telefonou-me na quinta-feira a informar que o Ministro e o Secretario de Estado virão na próxima quarta feira visitar as obras e que estarão disponíveis para receber uma delegação do Movimento. De imediato informámos da nossa disponibilidade para comparecer na reunião. A delegação do Movimento incluirá Presidentes de Junta dos três concelhos. Darei outras informações quando tiver a confirmação da hora e do programa da visita.

Um obrigado especial a todos os que foram “cumprimentar o Primeiro.”

Jaime Ramos

"Eram à volta de 11h00 e já a rotunda junto ao novo hospital pediátrico de Coimbra estava rodeada de cerca de uma centena de pessoas com cartazes em punho. Embora os seus protestos fossem diferenciados todos ansiavam o Primeiro-Ministro. Em tempo de espera e acompanhados com grandes faixas estavam membros da União dos Sindicatos de Coimbra, com o cartaz “Hospitais de Coimbra, Fusão = Destruição”. Mais ao lado estava também uma faixa onde se poderia ler “Ramal de Cantanhede, Reabertura e Modernização”. Podia ainda ver-se uma faixa, acompanhada com uma dezena de professores, com a inscrição “Escolas: Extinção de mais de 30.000 horários – ameaça emprego dos professores”.

Mas a marcar forte presença, largas dezenas, muito próximo da centena, estavam protestantes da zona abrangida pelo desmantelamento da linha da Lousã. Para além de muitos outras pequenas mensagens, num grande cartaz central e ladeado por dois cidadãos em cadeiras de rodas poderia ler-se: “Sr. Primeiro-Ministro, os deficientes de Miranda do Corvo já têm a mobilidade bastante reduzida, por favor, cumpra o que prometeu, trate de pôr o Metro na linha!!!”.

Por entre os populares, sempre a marcar forte presença, estava Jaime Ramos, o líder do Movimento Cívico de Lousã e Miranda. Por entre as dezenas e dezenas de manifestantes poderiam ver-se alguns presidentes de juntas de freguesia dos três concelhos prejudicados por esta paragem de obras. Lá marcavam presença o presidente da Junta de Freguesia de Miranda e Lousã, para além de, embora poucos, outros que não reconheci. Do concelho de Coimbra, como já vem sendo hábito, poucos autarcas deram a cara por esta causa. Exceptuando Victor Costa, edil de Almalaguês, que se tem notado pelo entusiasmo em abraçar a reivindicação de reposição da linha, poucos se viam junto ao Hospital Pediátrico e à espera do Primeiro-Ministro. Estava, lá o presidente da junta de Antanhol e o de Torre de Vilela – embora este, enquanto assessor, estivesse em representação do presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Barbosa de Melo.
Quanto aos presidentes das três câmaras envolvidas, só Fátima Ramos, autarca de Miranda do Corvo, se manteve junto aos manifestantes. Do presidente da Lousã não se viu sombra e o de Coimbra a mesma coisa. Viram-se passar alguns presidentes de autarquias vizinhas, como por exemplo Paulo Júlio, de Penela, mas seguiram directamente para o interior da nova estrutura hospitalar e não se envolveram com os presentes. Quem os viu passar de mãos nos bolsos, teve a sensação de que estes autarcas têm vergonha de darem a cara em solidariedade e de se juntar aos protestos. Continua a ver-se o completo alheamento quer dos autarcas dos concelhos vizinhos, quer mesmo os do próprio concelho de Coimbra. Salvo melhor opinião, era obrigação dos presidentes camarários, de Coimbra -incluindo o presidente da Assembleia municipal, Lopes Porto, que estava lá dentro à espera de Sócrates- e de Lousã estarem presentes junto dos manifestantes na rua.


COMITIVA DE SÓCRATES PASSA A GRANDE VELOCIDADE

Quem não estava nada satisfeito com o pouco envolvimento e falta de atenção do Primeiro-Ministro era Jaime Ramos. Em convocação de agradecimento a quem se disponibilizou para estar presente, declarou não ser de todo surpresa esta performance do chefe do Governo: “o Primeiro-Ministro passou como cão por vinha vindimada”. Isto é, sempre a andar.

TODOS PARA LISBOA NO PRÓXIMO DIA 9 DE MARÇO

“No dia 9 de Março, dia da tomada de posse do Presidente da República, Cavaco Silva, vamos todos a Lisboa exigir que o actual e futuro chefe de Estado ponha em prática o que nos prometeu em campanha eleitoral. Isto é, que mova influências junto do Governo para que nos dê o que nos foi retirado e prometido. Estão todos convidados e levem os vossos amigos!”, enfatizou Jaime Ramos aos manifestantes.


VAMOS TODOS AO CARNAVAL DE MIRANDA


Jaime Ramos exortou ainda os presentes para que no próximo Carnaval todos se manifestem com graça em Miranda. “Estão todos convidados”, proclamou o líder do Movimento Cívico.


SÓCRATES PROMETE CONTINUAÇÃO DA OBRA DO METRO


Lá dentro, na inauguração do novo hospital, o Primeiro-Ministro, perante as câmaras de televisão, afirmou que o Metro Mondego, como a auto-estrada do Centro, é para avançar, embora tenha de se adaptar às novas realidades do país, “quer dizer que o calendário é mais longo. Mas afirmo que temos vontade de avançar”, declarou José Sócrates na inauguração do Hospital pediátrico.”

António Luís Quintans (autor do blogue Questões Nacionais)

Mais em:

http://www.asbeiras.pt/2011/02/ha-vontade-de-continuar-o-metro-mondego-disse-socrates-com-fotos/

http://www.rr.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=92&did=140852

http://www.tvi24.iol.pt/politica/ultimas-coimbra-apupos-tvi24-saude-socrates/1231063-4072.html

terça-feira, fevereiro 01, 2011

Delegação parlamentar do PSD visitou obras do Ramal/Metro Mondego

“O líder parlamentar do PSD, Miguel Macedo visitou no passado sábado, os concelhos de Miranda do Corvo, Lousã e Coimbra, fazendo um périplo por alguns pontos das obras do Metro Mondego.

A visita surgiu por convite da Presidente da Câmara Municipal de Miranda do Corvo, Dr.ª Fátima Ramos. Acompanharam também a visita os presidentes de câmara da Lousã e de Coimbra, Fernando Carvalho e Barbosa de Melo, os deputados do PSD eleitos por Coimbra, Pedro Saraiva, Rosário Águas, Paulo Mota Pinto e Nuno Encarnação, o deputado Emídio Guerreiro, o deputado Jorge Costa, coordenador da Comissão de Obras Públicas, Transportes e Comunicações, vários autarcas e cidadãos dos três concelhos e Jaime Ramos, do Movimento Cívico de Lousã e Miranda.

Durante a visita Miguel Macedo defendeu que é necessário e urgente que o Governo encontre soluções para o impasse das obras do Metro Mondego.

Miguel Macedo referiu que “foram gastos cem milhões de euros, levantou-se uma linha que tinha mais de cem anos, que servia um milhão de pessoas por ano e neste momento temos obras iniciadas». Caso não avancem as obras será um desperdício de dinheiro uma vez que muitas delas não estão consolidadas e degradar-se-ão rapidamente.

O líder social-democrata referiu que a sua intervenção não pretende criar uma guerra política, demonstrando que o diálogo é neste momento mais importante, de forma a repor rapidamente uma linha que funcionava há mais de 100 anos.

Miguel Macedo alertou para as consequências “gravíssimas, do ponto de vista da coesão regional”, considerando que “os políticos não podem falar da protecção do interior” e “quando chega a hora de efectuar projectos como este, que é estruturante para a região”, deixar que fique “em águas de bacalhau”. Este “é de facto um projecto em relação ao qual não temos nenhuma dúvida” que “é prioritário e queremos que haja urgência, pois em cada dia que passa aumenta” o seu custo, disse o social-democrata.

O líder parlamentar social-democrata advertiu para que “não contem connosco para discursos irrealistas”, advertiu o deputado, admitindo contudo a recalendarização das obras em curso no Ramal da Lousã, não abdicando contudo “de repor, no mínimo, a situação que existia”, isto é, criar uma “ligação ferroviária” entre Coimbra e Serpins, concluiu.

Fátima Ramos agradeceu o apoio dado e reiterou a necessidade de o Governo dar continuidade às obras do Metro do Mondego, frisando que não se tratam de obras novas mas sim da reposição de um serviço que existia e servia milhares de pessoas diariamente e como tal tem que ser reposto.”

Fonte: Câmara Municipal de Miranda do Corvo

Recordo o programa da viagem (29 de Janeiro de 2011):

9H00 – Estação de Miranda do Corvo

10H00 – Estação da Lousã

11H00 – Antigo apeadeiro das Carvalhosas

11H20 – Baixinha de Coimbra

Relembro a Composição da Delegação de Deputados do GP/PSD:

- Dr. Miguel Macedo, Presidente;

- Dr. Jorge Costa, Coordenador da Comissão de Obras Públicas, Transportes Comunicações;

- Professor Doutor Paulo Mota Pinto;

- Drª. Maria do Rosário Águas;

- Engº. Nuno Encarnação;

- Professor Doutor Pedro Saraiva.

(Vamos ver o que ficou desta visita no imediato e daqui por alguns meses!)

A visita através dos jornais:

As Beiras

Público

Comentário meu: Em tempo de guerra não se limpam armas…

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