quarta-feira, dezembro 07, 2011

Paulo de Carvalho na Lousã


É verdade, a esta hora já estará a actuar. Uns tem a possibilidade de ver e ouvir coisas em grande, outros não...
50 anos de carreira no Cine-Teatro da Lousã...

segunda-feira, dezembro 05, 2011

Uma, não, perdão duas feiras das velharias!



Hoje, os mirandenses ficaram boquiabertos, em vez duma Feira de Antiguidades, tinham, duas, uma na Praça José Falcão e outra no Pavilhão Municipal, em Miranda do Corvo, muita gente se questionou, o que se terá passado?
Certo, certo, é que a Feira foi anunciada, no site da Câmara Municipal de Miranda do Corvo, no artigo Vivó Porco – Fim de Semana Gastronómico (?), cujo teor se reproduz:
“No presente ano o fim-de-semana gastronómico é enriquecido pela realização da Feira de Velharias, que ocorrerá no dia 4, entre as 8 e as 18 horas. A Feira das velharias será realizada no Pavilhão Municipal.
Nesta feira podem encontrar-se raridades, objectos de valor, peças de colecção ou simplesmente peças antigas, pelo simples gosto de possuir o que hoje já não se faz. Por outro lado quem se quiser desfazer de objectos de que já não necessita, pode fazê-lo e ainda ganhar alguma coisa com isso.
Esta iniciativa é promovida pela Associação do Cedro para animais – Casais de S. Clemente em colaboração com Câmara municipal de Miranda do Corvo e decorre mensalmente, no primeiro domingo do mês.
Durante o fim-de-semana as ruas da vila serão animadas pelo Grupo de Gaiteiros Tokandar.
A Câmara Municipal sugere às pessoas que gostam de boa gastronomia que venham até Miranda do Corvo durante estes dias. Para além de provarem a gastronomia tradicional, sugere-se também uma visita a vários locais do Concelho, nomeadamente o Parque Biológico da Serra da Lousã, onde podem observar os vários animais selvagens e domésticos de Portugal, a aldeia de xisto do Gondramaz, o Mosteiro de Santa Maria de Semide, a zona histórica da vila e os santuários do Senhor da Serra e da Senhora da Piedade de Tábuas.”

Muita gente não entende porque motivo se mistura uma feira, que traz gente a Miranda do Corvo com outros eventos que nada tem a ver, com a Feira.
Houve quem comentasse: - “Sinceramente não percebi muito bem o que aconteceu aqui hoje, que falta de organização.” “Que bagunça.” “Então havia de ter visto isto de manhã com uns a descarregarem aqui, com outros a descarregarem junto do pavilhão.” “Que salsichada!””Ainda queriam que eu carregasse os móveis para dentro do pavilhão só que estes não cabiam lá, pois queriam me atribuir um espaço michuruca, veja lá.”

Quem parece que não gostou muito da brincadeira foram os comerciantes da zona, que esperam que a feira se mantenha na Praça José Falcão, pois só assim tem a possibilidade de fazer mais algum dinheiro nestes tempos de crise.

Uma coisa é certa, e polémicas à parte, a Feira das Velharias de Miranda do Corvo está referenciada neste momento no circuito nacional de antiguidades, havendo já quem se desloque da Lousã, de Coimbra, da Figueira da Foz, de Aveiro, de Leiria, do Porto e de Lisboa, há procura de um bom negócio.
A nível distrital está-se a tornar um caso sério suplantando por vezes a da Figueira da Foz, só sendo ultrapassada pela de Coimbra.
Creio que aquilo que começou por ser uma feira organizada por estrangeiros, transformou-se num caso sério.
Que urge acarinhar, há já quem espere pelo primeiro domingo do mês para ir aos vinis, onde se tem encontrado discos antigos de Louis Armstrong, Elvis Presley, Rolling Stones, Beetles, dos anos 60, 70 e 80.
A multiculturiedade desta feira é um caso único no país (convivem cidadãos de inúmeros países: ingleses, holandeses, alemães e portugueses), com um veículo único, a língua, o português ou o inglês.
Para além disso  há a oportunidade de adquirir outras coisas, como por exemplo máquinas fotográficas antigas, relógios antigos, quadros, livros antigos, postais, moedas, roupas, móveis, CDs, DVDs, vinis, plantas, artesanato, etc.

Esperamos que a próxima corra melhor, com cartazes apropriados e no seu espaço de eleição, a Praça José Falcão!

Uma sugestão a ponderar no primeiro Domingo de cada mês, para gáudio daqueles que gostam de antiguidades… e sem embrulhadas pelo meio.

sábado, dezembro 03, 2011

Natal no Candal


O Natal na Aldeia do Xisto do Candal pode ser passado a conversar e a tomar um chazinho, a provar os sabores regionais ou a fazer as suas compras de num ambiente único, acolhedor e familiar. Aproveite os dias entre 4 e 8 de Dezembro para visitar e fazer as suas compras de Natal na Loja Aldeias do Xisto do Candal.
 
É na encosta da bela Serra da Lousã que se encontram produtos regionais de artesanato, olaria, vestuário, gastronomia e doçaria variada. Tudo isto num espaço acolhedor, com um atendimento especializado e familiar. Todos os dias se pode deliciar com uma Prova de Produtos endógenos.

Além disso, a Loja Aldeias do Xisto no Candal tem o Selo Lousã Acessível, a Feira decorre assim num local acessível para todos.

Também na data de 4 a 8 de Dezembro, decorre a Feira de Natal Aldeias do Xisto, na vila da Lousã.

Além de uma Mostra de produtos endógenos, uma Mostra de artes e ofícios tradicionais e contemporâneos. Na vila da Lousã, de 4 a 8 de Dezembro.

A Nave de Exposições na vila da Lousã recebe, de 4 a 8 de Dezembro, uma Mostra de artes e ofícios tradicionais e contemporâneos, além de uma Mostra de produtos que podem ser adquiridos por todos os que visitarem o espaço. Além da música, terá ainda à sua disposição uma Exposição de Presépios.

Esta é uma oportunidade de adquirir presentes de Natal originais, de elevada qualidade. Produtos de artesanato, olaria, vestuário, gastronomia e doçaria variada. Que assim podem ser comprados directamente ao produtor. Tudo isto num ambiente acolhedor, no qual poderá trocar dois dedos de conversa.

Conheça as ervas aromáticas e os chás da Planta do Xisto, a olaria de Miguel Neto, os famosos bordados de Castelo Branco, as peças da Casa das Tecedeiras, os brinquedos de madeira de Norbert Schwabl, os doces da Quinta do Mouro, o vinho do Conde de Foz de Arouce, ou ainda o Licor Beirão, o mel, as peneiras...

Bons motivos para vir à Lousã e visitar a Feira de Natal Aldeias do Xisto.



Faltam 6 dias para o Penela Presépio

É verdade, a magia de Natal começa aqui!
De 8 de Dezembro a 8 de Janeiro... há para ver um presépio animado no castelo de Penela e um Presépio Tradicional no Espinhal.



II Torneio de Judo da Lousã

Este torneio decorre hoje dia 3 de Dezembro de 2011, entre as 10 e as 15 horas, no Pavilhão Municipal n.º 2 (anexo à Escola Básica 2,3 da Lousã, ah já me esquecia a organização é do Montanha Clube - Secção de Judo.

sexta-feira, dezembro 02, 2011

Passeio Micológico



No próximo domingo, dia 4 de Dezembro, realiza-se em Miranda do Corvo um passeio micológico.
A participação neste evento constitui uma oportunidade para observar e identificar as várias espécies de cogumelos no seu habitat, sob orientação de guia com experiência e uma boa ocasião para comprovar as potencialidades gastronómicas deste importante recurso natural.
O passeio inicia-se pelas 9 horas, junto à Câmara Municipal, onde será realizada a recepção dos participantes, seguindo-se a deslocação em viatura própria para o local a explorar. O almoço realiza-se pelas 12 horas e 30, em pleno bosque, tendo os participantes que levar o próprio almoço. O fim do passeio acorrerá pelas 16 horas, havendo a possibilidade de realizar provas, caso a colheita assim o permita.
O passeio é organizado pelo “Museu Natural” e apoiado pela Câmara Municipal de Miranda do Corvo. O custo da inscrição é de 6 Euros, com seguro de participação incluído.
As inscrições podem ser feitas para os seguinte contactos: Inscrições para o email joseporvinho@gmail.com, turismo@cm-mirandadocorvo.pt ou 964180589.

Isto para quem gosta de cogumelos...

Vivó porco


Miranda do Corvo é conhecida pelo título de “Capital da Chanfana” graças ao esforço da autarquia na defesa e promoção da gastronomia à base da carne de cabra.
Através da realização de várias iniciativas de divulgação gastronómica muitas pessoas têm visitado Miranda do Corvo e os seus restaurantes.
No entanto, a gastronomia de Miranda do Corvo não se esgota nos pratos à base de carne de cabra, sendo também muito expressivos os pratos à base de carne de porco, como por exemplo o sarrabulho, o bucho, os enchidos e o leitão, entre outros.
A comprovar esta importância, foi criada em Miranda a Real Confraria da Matança do Porco. Esta confraria surgiu no contexto da política de preservação dos usos e costumes e tradições que se têm vindo a perder e que constituem a identidade de uma região e da sua população. Importa salvaguardar o património cultural da região, na medida em que a carne de porco, desde sempre, teve um peso muito importante na alimentação da população, e a matança, o desmanche, a preparação da carne, tem contornos particulares que se revelam autênticos rituais culturais de sociabilização.
Dentro da lógica de defesa da gastronomia tradicional, a Câmara Municipal vai dar continuidade à iniciativa “VIVÓ PORCO”, iniciada em 2007.
Esta iniciativa visa promover a gastronomia do concelho e a competitividade do comércio tradicional.
Durante todo o próximo fim-de-semana, de 1 a 4 de Dezembro, 23 restaurantes do concelho terão as suas portas abertas para receber os visitantes que pretendam deliciar-se com os sabores da gastronomia à base da carne de porco.
Os restaurantes aderentes são a Parreirinha, Araújo, Careca, Churrasqueira Cheiro Guloso, Churrasqueira Fajú, Churrasqueira Paraíso do Frango, Colher de Pau, Espanhol, Estação de Sabores, Fika Keto, Grelhador, Museu da Chanfana, o Carpinteiro, o Ferrador, Paris, Pedroso, Pentágono, Rufino dos Leitões, São Miguel, Teia, Telheiro Rest, Varandas do Ceira e Zé Padeiro.

domingo, novembro 27, 2011

Comboio já lá vai... Tram-train já não vem!


Nota prévia
O presente artigo foi escrito na segunda quinzena de Junho do corrente ano após as eleições legislativas e enviado ao Diário de Coimbra, não tendo merecido a honra de publicação. Surgiu agora a oportunidade neste blog o que aproveito, pois as considerações nele contidas foram posteriormente realçadas pelos relatórios do Presidente do Supremo Tribunal de Contas e do Ministério das Obras Públicas que além de condenaram o projecto criticaram severamente os desmandos verificados na sua execução. O que era evidente para toda a gente de bom senso...

Comboio já lá vai...
Tram-train já não vem!

O título poderia ser o mote para o refrão de um requiem pela morte do Ramal da Lousã.
Nunca acreditei no Metropolitano de Superfície e disso dei inúmeras provas em artigos publicados há uma dezena de anos no Mirante dos quais destaco os titulados “Ver para crer” e “Não deixem cair a nossa ponte”. Este, na ressaca da queda da ponte de Entre-os-Rios, salientando a importância desta infraestrutura no desenvolvimento daquela região e a falta que iria fazer às populações até a construção de uma nova ponte e chamava a atenção para as implicações que traria o desaparecimento do nosso ramal, uma ligação centenária que foi uma “ponte” para o progresso dos povos da beira-serra da Lousã. Fui um severo crítico da substituição do ramal e a leviandade com que foi desmantelada a linha mais fez arreigar na minha mente a convicção de que o fim estava perto! A esta hora já os carris e quiçá o material circulante terão sido fundidos às ordens de um qualquer sucateiro. E depois de tudo fundido já não restam quaisquer dúvidas da morte da Linha da Lousã, Nem era preciso a candidata do Partido Socialista às Eleições Legislativas, Ana Jorge, soltar o amen, ao admitir que a ligação a Coimbra poderia ser assegurada por autocarros!
Não fiquei surpreendido, pois admitia que à partida, o projecto do Metro Mondego era inviável, já pelas entidades que iriam proceder ao financiamento e administração (REFER e Autarquias de Coimbra, Miranda do Corvo e Lousã) desprovidas de capacidade financeira para concretizar a ideia, já pela indefinição que se verificou até ao fim quanto ao percurso dentro de cidade!
Por outro lado, toda a gente sabia que a REFER nunca teve interesse em manter ramais (em 2010 foram uns poucos desactivados), importando-se apenas com algumas linhas de longo curso.
Para dar uma ideia de modernidade apelidaram então o futuro transporte de Metropolitano Ligeiro de Superfície (mais tarde designado por Tram-train), tão ligeiro que desapareceu sem ninguém o ver!
Satisfeita ficou a cidade de Coimbra que nunca escondeu o seu descontentamento pela intrusão das automotoras nas suas artérias e mais descansados ficaram os seus autarcas que pouco ou nada se empenharam a sério na concretização deste projecto.
E para que apressar as coisas? O dinheiro ia dando para pagar aos administradores, aos projectistas para sucessivas alterações do trajecto, as viagens ao estrangeiro para a escolha do modelo adequado, as chorudas indemnizações aos amigos (em Miranda do Corvo houve terreno implantado na REN que foi pago a 87 euros o m2!) e todas as fanfarronices que competem à interessante classe administradora!
Agora o resultado está à vista. Os responsáveis assobiam para o lado e aguardam calmamente a recompensa pelo “trabalhinho” como é timbre entre nós. Num país onde o esbanjamento é a palavra de ordem ninguém será responsabilizado e a Linha da Lousã passará a ser apenas uma reminiscência na nossa memória.
O Tram-train não vem porque o encerramento da linha já estava decretado há muito!

Augusto Paulo, Miranda do Corvo

sábado, novembro 26, 2011

Boletim de Março de 1956 sobre o Castelo de Penela



Há um livro velho de Março de 1956 editado pelo Ministério das Obras Públicas, de então sobre o Castelo de Penela. Era importante que fosse reeditado, pois conta uma história que se arrisca perder no tempo, sobre Penela e o seu castelo, que remonta à ocupação árabe da península. Os árabes estiveram cinco séculos entre nós e era importante que uma história de reis, princesas e gente como nós não desaparecesse, como as areias do tempo.
Para além disso, este velho boletim, o nº 91 editado pela extinta Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, têm fotografias ímpares do castelo de Penela, fazendo uma resenha histórica do antes e depois da reconstrução.
Pena haverem poucos exemplares deste boletim.
Faz-se um apelo à Câmara Municipal de Penela, para a sua urgente reedição.
Imagino os tesouros que existirão nesta extinta Direcção Geral e que poderiam ser republicados.
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