domingo, janeiro 08, 2012

Janeiras valeram promessas de carris

Ontem, éramos mais de mil, rumo à Capital de Portugal, Lisboa, onde tínhamos como destino o Largo Camões e a Rua da Horta Seca.
Da Lousã vieram seis autocarros, de Miranda do Corvo contei nove autocarros, de Góis dois, de Coimbra dois e inúmeras viaturas de particulares que se associaram ao protesto.
Juntamo-nos na Estação de Serviço da Auto-estrada, onde bebemos café, retemperamos energias e afinámos as gargantas.

A PSP de Lisboa já estava de sobreaviso e aguardava-nos no garrafão em Alverca, à saída da A1, tendo-nos conduzido em segurança pela frente ribeirinha até ao Largo Camões, onde nos aguardava a comunicação social em peso – pela primeira vez vi a SIC em acção. 

Os populares invadiram a estátua do poeta preenchendo o lago, tendo a circulação dos eléctricos ficado suspensa durante alguns minutos.

Na Rua da Horta Seca havia uma barreira policial, mas alguns minutos depois, surpresa das surpresas – foi o próprio ministro acompanhado pelos filhos que iludiu todas as mais elementares regras de segurança contactando de perto com os manifestantes para surpresa destes. Além das janeiras, Álvaro dos Santos Pereira foi brindado com os parabéns das populações, já que ontem fazia anos.

Os três Reis Magos voltaram a ser o centro das atenções tendo levado à capital as matérias primas da linha centenária que foi desmantelada.

Bombos, guitarras e outros instrumentos provenientes da Lousã, do Espinho e de Ceira, deram ritmo às janeiras.


No entanto, ontem contamos com duas aliadas inesperadas, dum dos prédios vizinhos do Ministério, que se associaram ao protesto exibindo cartazes de protesto e incentivando os manifestantes.

Após, o primeiro encontro, uma delegação composta pelos autarcas presentes, foi recebida pelo Ministro da Economia e respectivo Secretário de Estado, tendo a reunião durado cerca de duas horas.

Não nos tramem mais a vida! - Parecia dizer o cartaz.

No final, a Tutela garantiu o metro e assumiu já a colocação dos carris, no entanto, os autarcas de Coimbra, Góis, Miranda do Corvo e Lousã só ficarão descansados quando o metro estiver a funcionar.

E lá regressamos a casa, um pouco mais animados após um almoço retemperador no Parque das Nações.

No entanto, esta manhã fiquei um pouco apreensivo depois de ler as últimas linhas do artigo do jornal JN, onde fonte da CP remeteu para uma nota, emitida em Dezembro, informando que o serviço alternativo que assegurava seria suprimido, a partir de Janeiro, face à desactivação da linha. 




sexta-feira, janeiro 06, 2012

Amanhã vamos a Lisboa...

Consigo podemos ultrapassar as mil pessoas.
O Movimento Cívico sabe que ontem, quarta, já estavam inscritos nas Câmaras Municipais de Gois, Lousã, Miranda do Corvo e Coimbra, para cantar as janeiras no dia 7 de Janeiro em Lisboa, frente ao Ministério da Economia e das Obras Públicas:
370 pessoas Miranda
300 pessoas Lousã
100 pessoas Gois
150 pessoas Coimbra.
Consigo podemos ultrapassar as mil pessoas.
O Governo confirmou que receberá uma Delegação do Movimento.
Estarão presentes os quatro Presidentes de Câmara.
O Movimento espera que estejam presentes Deputados eleitos pelo Distrito.
O Bloco de Esquerda já confirmou que estará presente uma Senhora Deputada.
Dia 7 de Janeiro, sábado, Coimbra, Lousã, Góis e Miranda avançam sobre Lisboa.
O Movimento Cívico e as populações não se calarão até que a classe política cumpra as promessas.
O Movimento Cívico de Coimbra, Lousã, Góis e Miranda reuniu, como anunciado, no dia 20, pelas 21h , no Centro Social Comunitário de Miranda do Corvo.
O objectivo foi preparar a deslocação a Lisboa, para Cantar as Janeiras ao Ministro Alvaro Santos Pereira, no sábado 7 de Janeiro de 2012, reivindicando a necessidade do Governo assegurar a continuidade das obras no Ramal da Lousã/ Metro Mondego.

Na reunião estiveram cidadãos e autarcas dos quatro concelhos: Góis, Lousã,
Miranda e Coimbra. Para além dos vários Presidentes de Junta de freguesia,
estiveram presentes os vereadores de Miranda e Góis, bem como
o novo Presidente da Câmara de Lousã.
No dia 7 de Janeiro a concentração será feita pelas 7h 30m, em pontos a indicar nos quatro concelhos. Coimbra, Lousã, Góis e Miranda.
DE autocarro os manifestantes deslocar-se-ão para Lisboa onde chegarão pelas 10h 30m, concentrando-se no largo Camões, uma vez que o Ministério esta localizado na Rua da Horta Seca.
No final da acção de publica reivindicação os participantes deslocar-se-ão do Largo de Camões para a Zona da Expo onde almoçarão.
Para esta manifestação o Movimento Cívico espera ter o apoio dos mais importantes partidos : CDS, PSD, PS, PCP, BE e Verdes uma vez que todos manifestaram apoio á concretização da ligação, sobre carris, entre Serpins e Estação Velha.
O Movimento Cívico vai contactar os Deputados eleitos pelo Distrito para se associarem a esta iniciativa e acompanharem os Presidentes de Câmara e outros autarcas das Assembleias Municipais e de Freguesia.

O Movimento espera que muitos populares e varias organizações locais se associem a esta viagem reivindicando junto dos membros de Governo responsáveis pela continuidade da obra Metro Mondego/Ramal da Lousã.
Os interessados deverão solicitar informações sobre esta viagem junto das Juntas de Freguesia e das Câmara Municipais.
È a primeira vez que o Movimento conta com o apoio popular vindo do concelho de Góis, facto que demonstra a vitalidade e a solidariedade alargada da região.
Esta não é uma luta claramente supra partidária onde a Região de Coimbra manifesta publicamente que exige ser tratada de forma digna e séria.

Com esta ida a Lisboa o Movimento Cívico pretende reunir com o Ministro da Economia e com o Secretario de Estado dos Transportes para obter informações concretas sobre a continuação das obras no Ramal da Lousã/Metro Mondego, de molde a garantir a existência de um sistema de transporte público de passageiros, sobre carris, de preferência eléctrico, entre Serpins e EstaçãoVelha/Coimbra.

Perante as circunstancias económicas de Portugal todos aceitam que as novas linhas, a construir dentro da cidade de Coimbra (Baixa HUC), possam ser adiadas até haver uma melhoria das condições financeiras.

O Movimento lembra que este processo Ramal da Lousã/Metro não deve ser confundido com obras megalómanas e novos projectos, uma vez que se trata de uma infra-estrutura com mais de cem anos, construída no tempo da Monarquia, que transportava mais de um milhão de passageiros por ano só no espaço Serpins-Estação Parque. Este numero mais que duplicava ao integrar a ligação ferroviária Estação Nova-Estação Velha, dentro de Coimbra.

Independentemente de todo o contexto económico salienta-se que o Senhor Presidente da Republica e o Senhor Primeiro Ministro assumiram publicamente posições que garantem que se vai encontrar uma solução para se efectivar a circulação de pessoas, sobre carris, entre Serpins e Coimbra/Estação Velha.

Miguel Relvas em Penela


Anuncia o jornal Região do Castelo em grandes parangonas que a "eminência parda" do Regime estará amanhã em Penela, eis o programa das festividades, para que todos aqueles que o queiram ir cumprimentar o façam e recebam condignamente:

"O ministro Miguel Relvas visita Penela no próximo sábado, de acordo com o seguinte programa:

10h00 – Recepção junto aos Paços do Concelho
10h30 – Sessão Solene - intervenções de Fernando Antunes (Presidente da Assembleia Municipal de Penela), António Alves (Presidente da Câmara Municipal de Penela) e Miguel Relvas (Ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares)
11h30 – visita ao Centro de Estudos de História Local e Regional Salvador Dias Arnaut 
11h45 – visita ao SmARTES – Casa das Indústrias Criativas 
12h15 – visita ao Penela Presépio"
Quem o colocasse dentro do Presépio...

quinta-feira, janeiro 05, 2012

Pelo Ramal da Lousã


A Câmara de Coimbra e as congéneres lousanense e mirandense vão disponibilizar transporte gratuito para a acção de protesto que o Movimento Cívico de Cidadãos de Lousã e Miranda do Corvo promove no próximo sábado, em Lisboa. Este ano, o Movimento propõe-se cantar as Janeiras ao ministro da Economia e das Obras Públicas, Álvaro Santos Pereira.

Em Coimbra, o local de concentração é a rotunda das Lages, sendo que os autocarros deverão sair às 07h30. Por razões de logística, a autarquia solicita a inscrição prévia até às 17h00 de amanhã, dia 5 de Janeiro, através de telefone 239 857 565 (Gabinete de Comunicação) ou do endereço electrónico media@cm-coimbra.pt .
Na Lousã, as inscrições também decorrem até amanhã, às 12h00, no Espaço Internet e nas juntas das freguesias do concelho. A concentração está agendada para as 07h30 no Parque de Exposições.
Em Miranda, as inscrições podem ser feitas, também até às 12h00 de amanhã, junto do Posto de Turismo, através do número de telefone 239 530 316 ou do endereço electrónico turismo@cm-mirandadocorvo.pt ou ainda nas juntas das freguesias. A Alameda das Moitas, junto à rotunda da avenida de Padre Américo, é o local escolhido para a concentração. A partida para Lisboa está prevista para as 07h30.
A organização prevê chegar pelas 10h30 ao Largo de Camões. Meia hora depois, os manifestantes deverão estar a cantar as Janeiras junto do Ministério da Economia (rua da Horta Seca).
Às 12h30, os manifestantes páram para almoçar no Parque das Nações (refeição livre/pic-nic), sendo que às 15h00 deverá ser iniciada a viagem de regresso a Coimbra, Miranda do Corvo e Lousã.

terça-feira, janeiro 03, 2012

O Calendário da Transerrano



14 de Janeiro de 2011 (Sábado):
- CANYONING – Ribeira da Pena – Serra da Lousã
- CANOAGEM: descida do rio Vouga – Sever do Vouga
- CAMINHADA: Rota das Aldeias de Xisto da Serra da Lousã – Lousã
15 de Janeiro de 2011 (Domingo):
- CANOAGEM: descida do rio Alva – Alva 1 – Vila Cova do Alva / Côja
- CAMINHADA: Rota da Bosta, Serra do Caramulo (17Km)
21 de Janeiro de 2011 (Sábado):
- CANOAGEM: descida do rio Mondego – Penacova/Coimbra (P/Mizarela)
- CAMINHADA: Rota Tradições do Xisto – Penedos de Góis / Serra da Lousã
22 de Janeiro de 2011(Domingo):
- CANOAGEM: descida do rio Alvoco – Oliveira do Hospital
- CAMINHADA: Piódão: terra do fim do mundo – Arganil
- Paintball – Góis
28 de Janeiro de 2011 (Sábado):
- PROGRAMA CULTURAL: ROTA DO AZEITE – Góis
- CANOAGEM: descida do rio Alva – Alva 1 – Vila Cova do Alva / Côja
- CAMINHADA: Ascensão aos Penedos de Góis – Góis
29 de Janeiro de 2011(Domingo):
- CANOAGEM: descida do rio Alvoco – Oliveira do Hospital
- CAMINHADA: Na Rota dos Veados – Serra da Lousã
- CANYONING – Ribeira de Quelhas – Serra da Lousã / Castanheira Pêra

domingo, janeiro 01, 2012

A noite da passagem do ano



Incrédulos – muitos mirandenses – nem queriam acreditar, ontem durante a passagem do ano.
“- Olhem que nem um foguete!”
Muitos olhavam para a noite escura e fria à espera dum milagre. Que por certo acontecerá só na casa dalguns.
“- Deixem estar que a crise não lhes bate à porta!”
Aguardaram em vão.
“- São sempre os mesmos a comer!”
Não se ouviram os tachos, nem os votos dum Bom Ano, nem a agitação foi a mesma.
A noite estava triste…
“- Se eles cortassem nas mordomias deles, nos carros, nas várias ocupações (jobs), nas parcerias publico privadas (nas jogadas pouco claras), nos luxos, nas negociatas permanentes (pois nem tudo o que parece é!).” – Pareciam dizer muitos mirandenses à janela.
“- Olha que nem era por causa dum foguete.”
“- Tão poupadinhos que eles andam.”
Muitos ficaram por casa em jantares de família, longe da agitação e do bulício.
O silêncio e o isolamento ameaça comprometer a vila e a região.
Ao longe ouviam-se alguns acordes dum baile e um particular lá mandava um fogacho.
Já não é só a crise, mas falta de confiança que ameaça pôr por terra os sonhos duma vida…
Há quem rume a outras paragens bem mais atractivas: Brasil, Angola, Moçambique, Qatar, Inglaterra, Suiça, Luxemburgo,…
A cada dia que passa Miranda do Corvo tornou-se a vila das tabuletas multiplicam-se os “vende-se” e os “arrenda-se”. Há já quem tenha entregue a casa ao Banco e tenha ido para casa dos pais. Por outro lado há quem desespere o tempo infinito que leva para chegar de autocarro a Coimbra.
“- Isto já foi terra que deu uvas…”
“- E para o ano com o IMI como é que vai ser.”
Miranda do Corvo, sem transportes credíveis pode tornar-se a breve trecho uma terra de ninguém. E o Comércio? E a Indústria? E os serviços?
Está tudo fechado…
Lá fora a noite está escura.
A todos os votos dum Bom Ano de 2012.
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