Um convite, visite a Quinta da Paiva (onde se encontra localizado o Parque Biológico da Serra da Lousã), em Miranda do Corvo, através de 300 imagens.
http://www.adfp.pt/quintadapaiva09/
Um convite, visite a Quinta da Paiva (onde se encontra localizado o Parque Biológico da Serra da Lousã), em Miranda do Corvo, através de 300 imagens.
http://www.adfp.pt/quintadapaiva09/
«O vereador da CDU na Câmara Municipal de Coimbra, Francisco Queirós, na reunião do executivo municipal de 4 de Janeiro, tomou, entre outras, as seguintes posições:
(…)
· Manifestou preocupação com o encerramento do Ramal Ferroviário da Lousã, a partir de hoje, e os enormes transtornos para os milhares de utentes deste ramal, cidadãos que trabalham no concelho, tantas vezes porque as políticas de solos e de urbanismo os excluíram de Coimbra, ou vivem em Coimbra e trabalham nos concelhos limítrofes servidos pelo ramal.
Acrescentou que o serviço de substituição por transporte rodoviário através de vias sinuosas e estreitas, como tem referido a Comissão de Utentes do Ramal da Lousã, faz temer graves constrangimentos com o forte acréscimo no tráfego de viaturas e em especial de veículos pesados. A situação é tanto mais grave quando está por concluir a via central de Ceira.
Condenou ainda a actuação da CP e da REFER pela extinção de ligações ferroviárias entre as estações de Coimbra-A e Coimbra-B que têm vindo a afectar diariamente muitos utentes do caminho-de-ferro.
Considerou, por fim, que a Câmara Municipal de Coimbra não pode ficar indiferente à política de transportes no concelho e na região e que deverá assumir posições claras na defesa de redes de transportes públicos que sirvam efectivamente as populações.»
O genocídio do caminho-de-ferro em Portugal continua a passos largos. Ontem, dia 03.01.2010 desloquei-me à Estação de Caminhos de Ferro, em Miranda do Corvo e recolhi as últimas imagens das automotoras estacionadas na estação.
Imagens para mais tarde recordar…
Daqui a algumas horas, tudo será diferente, os comboios serão substituídos por autocarros, que assegurarão o transporte dos passageiros, enquanto durarem as obras, para a implementação do metro.
A ver vamos, pois já há vinte anos, que ouço falar no metro e dos chorudos ordenados pagos à Administração do Metro.
Vamos a ver se é desta, se há dinheiro para concretizar a obra, em tempo de crise.
Os funcionários da CP que prestam serviço no Ramal serão colocados uns na Linha do Norte (entre Lisboa e Aveiro) e outros na Linha do Oeste; aqueles que tem mais de 56 anos foram convidados a aposentarem-se, outros ainda vão ficar por cá, pela estação, mas com o credo na boca, que o futuro é uma incógnita, com o fantasma do desemprego à porta.
Para aqueles, que se deslocam diariamente para Coimbra, vêem com apreensão os primeiros tempos, os atropelos para a entrada dos autocarros.
Para muitos passageiros, com quem falei, as recentes intervenções efectuadas na estrada entre Miranda do Corvo e Ceira, não resolveram o busílis da questão - a entrada a conta gotas na Estrada da Beira, em Ceira, devido ao semáforo, que estrangula de todo o tráfego, o bom e o bonito está para vir. Daqui por uns dias, os passageiros darão razão aos motivos e queixas apresentados pelo MDRL.
Este processo foi desde o princípio, um processo pouco claro, feitos nas costas dos utentes. Pouco debate houve acerca da linha, das vantagens e desvantagens do comboio e do metro.
Oxalá agora que a obra se faça nos prazos previstos e esta se concretize e não seja atropelada pela crise nacional ou mundial. Pois caso contrário, Miranda do Corvo, a Lousã e Serpins ficarão mais isoladas e assistir-se-á progressivamente ao seu definhamento e à debandada de boa parte da população, para outras paragens.
Se deste processo nada resultar responsabilidades terão de ser apuradas, com as legais consequências.
É que a história de 1932, não pode repetir-se…
Texto e Fotos – Mário Nunes
A água que caiu nos últimos dias engrossou o caudal do Rio Dueça.
A manter-se a chuva persistente, o leito do rio ameaça transbordar. No entanto as chuvas de inverno são essênciais para a limpeza dos rios e a fertilização dos terrenos circundantes.
Junto ao Açude do Panão em Miranda do Corvo, a água castanha ruge assustadoramente precipitando-se, ameaçando galgar a margem.
Outrora aqui funcionava uma praia fluvial da qual resta uma ainda uma escada, sinais doutros tempos… em que muita gente dos concelhos vizinhos vinha para aqui nadar no Verão, antigamente não existiam as piscinas que há hoje.
Por perto fica a ponte centenária e a Discoteca A Kaskata, que se encontra desactivada à muito e que já funcionou noutros tempos como Miranda à Noite.
Mais acima surgem agora as obras do novel Centro Educativo de Miranda do Corvo, havendo quem questione pela segurança, em virtude deste se encontrar junto ao rio.
Açude do Panão, Miranda do Corvo, na Primavera
No verão, o rio chega a secar, ficando o açude sem água.