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sexta-feira, setembro 09, 2011

Mais estado, com menos estado, redução de Câmaras Municipais e de Juntas de Freguesia para breve...


O Conselho de Ministros aprovou, no passado dia 8 de Setembro de 2011, a extinção dos governos civis, com a transferência de competências e a liquidação do património, assim como as linhas gerais da reforma da Administração Local Autárquica, que vai reduzir o número de freguesias e possibilitar a junção de municípios.

No âmbito da Administração Interna, os diplomas agora aprovados determinam a liquidação do património dos governos civis e definem o regime legal aplicável aos seus funcionários, seja através da reafectação de património a diferentes serviços, sobretudo às forças e serviços de segurança e protecção civil, quer através de um aproveitamento dos recursos humanos.

Esta decisão põe fim aos governos civis, após o Governo PSD/CDS-PP ter anteriormente exonerado os titulares dos cargos nos 18 distritos do continente e não efectuar novas nomeações.

O Conselho de Ministros aprovou, também, um projecto de resolução que estabelece as linhas gerais da reforma da Administração Local Autárquica que, segundo o Governo, vai reduzir o número de freguesias e possibilitar a aglomeração de municípios.

A este propósito, o ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares disse que este “choque reformista” vai traduzir-se num livro verde, alvo de debate com a Associação Nacional de Municípios e Associação Nacional de Freguesias, com um número significativo de diplomas que inclui a alteração da lei eleitoral para as autarquias, uma medida de ajuda externa e a revisão da Lei das Finanças Locais.

“Esta reforma administrativa possui também um pilar muito importante que tem a ver com as entidades supra municipais, baseadas nas NUTS III, que hoje já existem, que se chamam comunidades intermunicipais e que no futuro irão absorver parte significativa de competências delegadas pela Administração Central e transferidas pela Administração Local, para além do reforço das duas áreas metropolitanas, de Lisboa e do Porto, segundo referiu Miguel Relvas.

O Governo, de acordo com o comunicado do Conselho de Ministros, decidiu, também, prorrogar até ao dia 15 de Outubro, o mandato da comissão de acompanhamento da elaboração do Livro Branco do Sector Empresarial Local (empresas municipais).

Fonte: Campeão das Províncias

quarta-feira, julho 15, 2009

E porque não, um Movimento Independente às Autárquicas 2009 – Miranda do Corvo?

Chegou-me aos ouvidos que o marasmo iria ser sacudido nas próximas Autárquicas, um zum zum corre na vila, que alguns cidadãos descontentes com a realidade política nacional e local, ponderavam constituir uma lista alternativa para avançarem para a Câmara, pessoalmente não acredito…

Segundo o que consegui apurar são pessoas de vários quadrantes políticos, que estiveram ligados num passado recente a vários partidos políticos, desde o PS, passando pela CDU e BE, e que não se revêem na estrutura local dos mesmos.

Muita gente tem a sensação que algo paira sobre a sociedade mirandense, manipulando a seu bel-prazer partidos, pessoas, e estruturas. Mas é capaz de ser ilusão óptica.

E as estruturas internas dos diversos partidos embarcam na onda, as bases estão minadas pela inveja, senão vejamos a quantidade de políticos descartáveis utilizados pelo PS, CDU e BE. Não se compreende como é que inúmeras pessoas válidas foram afastadas nessas purgas internas, sendo substituídas por ilustres desconhecid@s, que nada tem a ver com o concelho e estão afastados da realidade mirandense.

Após as Autárquicas 2005, depois de mais uma retumbante vitória do PSD, a oposição desapareceu em Miranda do Corvo, puff…

O PS manteve-se discreto na sombra travando lutas inglórias, nos Paços do Concelho, reagindo a quente em muito poucas situações, como por exemplo um comunicado da JS, que seria suposto agitar a sociedade mirandense, um panfleto distribuído em finais do ano de 2008, tirando o espaço de Miguel Baptista, junto ao Mercado Municipal e o recente info-mail, nada mais…

A CDU após as Autárquicas 2005 adormeceu qual Bela Adormecida, que só acorda de 4 em 4 anos, para as eleições. No entanto vimos alguns elementos desta força partidária envolvidos em algumas associações cívicas mirandenses e lutando pelo caminho-de-ferro.

Quanto ao BE, após a saída dalguns elementos, nota-se que cada vez mais está mais elitista e cinzento, falta-lhe descer à realidade local, às freguesias e aos lugares e os candidat@s descerem do pedestal, ombreando com o povo.

Para além disso mantêm-se na lista pessoas que nada tem a ver com Miranda do Corvo. Falta povo à agremiação de Louçã. Para não falarmos dalguns mortais à retaguarda, flick flack, já está, o dito por não dito…

Nada de novo em Miranda do Corvo, tudo permanecerá como dantes.

Assim será fácil à Dra. Fátima Ramos e ao PSD consolidarem mais uma vitória.

Há até quem admita que com candidatos destes e listas como estas, mais vale ficar em casa.

Porque os verdadeiros problemas de Miranda do Corvo permanecem por discutir.

domingo, julho 05, 2009

Última hora...

Segundo o jornal «Campeão das Províncias», Álvaro Maia Seco, actual Administrador da Metro Mondego é o candidato do PS, ao município conimbricense.
O meu comentário: Que promiscuidade... anda no mundo da política, entre o sector privado e o sector público, onde começa o privado e acaba o público, enfim, é o país que temos...
E no final tudo fica na mesma ou pior.
Precisa-se duma reciclagem na política nacional.
Uma espécie de «rewind».
Sangue novo, novas gentes, com ideias novas.
As pessoas começam a ficar saturadas e a desinteressarem-se do debate de ideias, porque são sempre os mesmos, a pandilha do costume ou os amigos e os interesses que a ela andam associados, ao vil mundo da política.

segunda-feira, abril 27, 2009

Comunicado atrasado quatro anos

É verdade, como a agenda do BE tem sido imposta de fora para dentro, o Bloco concelhio tem-se perdido, em questões menores, passando-lhe ao lado os verdadeiros problemas do concelho e nomeadamente:

- Águas e saneamento básico;

- Acessibilidades rodoviárias;

- Comboio e Metro Mondego (expropriações);

- Arquitectura e urbanismo;

- Indústria, Pobreza e Desemprego;

- Saúde e recentramento das unidades de saúde na Rede do Pinhal Norte Interior;

- Justiça, Julgados de Paz e a Lousã como sede da NUT Pinhal Norte Interior;

- Policiamento e segurança;

- Os lugares e as freguesias, porque os mirandenses somos todos nós, que vivemos no concelho de Miranda do Corvo e não somente os que habitam na vila de Miranda do Corvo;

E muitas outras questões que tem sido alheias às demais forças políticas…

A Top Corvo e a Olarte encerraram portas passado pouco tempo depois das últimas Autárquicas realizadas no ano de 2005. Mas muitas mais empresas da Zona Industrial de Miranda do Corvo encerraram portas, tais como a Plaquemar, que decorreu processo de insolvência há pouco tempo. Das cinquenta e oito unidades industriais do concelho, restam muito poucas de pé. As existentes debatem-se com dificuldades tremendas.

Ler mais em:

http://espacoaberto-umanovamiranda.blogspot.com/2009/03/espiral-da-crise.html

A Zona Industrial da Pereira, em Miranda do Corvo é um verdadeiro lugar ermo, onde crescem ervas e o entulho.

Muitas outras empresas mudaram-se para os concelhos vizinhos de Penela e da Lousã.

No entanto, a questão do desemprego, nesta Terra Solidária tem passado ao lado do Bloco e dos demais.

Se calhar, os números do SNE, andam muito por baixo, não retratando a realidade. No entanto, as IPSS tem desenvolvido um trabalho extraordinário contra esta terrível chaga social que é o desemprego e a pobreza a ele intimamente ligado, proporcionando pão na mesa em muitos lares.

A situação social é preocupante, as forças políticas concelhias terão em conta a verdadeira realidade social do concelho?

Quantas pessoas deixaram de pagar as rendas e os empréstimos de suas casas?

Basta dar uma volta pelo concelho e seguir as placas vende-se…

Quantas pessoas vivem com dificuldades só com um ordenado?

Quantos terão pão na mesa para alimentar os filhos?

A situação social ameaça descambar, notando-se um aumento da criminalidade e da segurança numa outrora pacífica Miranda do Corvo.

Passando ao lado de fait divers e de show offs, o circo mediático da política aproxima-se mais uma vez, para deixar tudo outra vez na mesma, com muitas promessas por cumprir…



segunda-feira, março 23, 2009

A Espiral da Crise


Há quatro anos atrás – Autárquicas 2005, o coordenador nacional de um partido com sérias aspirações na vida política nacional deixou passar ao largo, a oportunidade de visitar as fábricas da Zona Industrial da Pereira, em Miranda do Corvo – ponto negro do concelho, como por exemplo, a Top Corvo, preferindo em dia de feira rumar a um mercado a abarrotar de gente, nada como testar a sua popularidade.

Poucos meses depois, a Top Corvo encerrou portas e muitas mais se seguiram. Poucas fábricas estão hoje ainda de pé na Zona Industrial de Miranda do Corvo.

Meses depois passou ao largo das primeiras manifestações organizadas por funcionários públicos. E que dizer do polémico encerramento dos Centros de Saúde, que se sucederam por todo o país de Norte a Sul.

Dentro de meses, o circo está de volta.

«Demagogia é como queijo, numa ratoeira (…)

quinta-feira, março 19, 2009

Águas impróprias para consumo

Estamos abandonados à nossa triste sorte, já ninguém se rala com a água que os mirandenses consomem e pagam…

Os rios que passam pelo nosso concelho aparecem conspurcados perante a complacência de todos.

O Ambiente não toca nem demove os partidos.




É caso para perguntar, onde andam as forças partidárias, que tardam em levantar-se duma lenta letargia.

Os problemas reais das populações passam-lhes ao lado.


O Ceira aparece poluído e ninguém foi, embora se saiba há muito quem são os poluidores.

Os candidatos tardam em perfilar-se, o Ambiente passa-lhes ao lado, o que interessa são os votos, numa luta que se prevê muito pouco animada.


Afinal, a agenda política é-lhes imposta de fora para dentro.



sexta-feira, junho 13, 2008

Greve dos Camionistas parou o país em 3 dias…


9428 empresas de camionagem e 73665 camionistas imobilizaram Portugal!

Atónitos muitos comentadores televisivos e alguns governantes despertaram para o país real, aquele que desconhecem.

Todos os dias centenas de pequenas e médias empresas encerram portas atirando milhares de trabalhadores para o desemprego.

Estes já ultrapassam o meio milhão e provavelmente o seu verdadeiro número é desconhecido, pois parece que as estatísticas andam manipuladas, a bel prazer deste (des)governo.

Também ainda ninguém sabe quantos portugueses deixaram o país a caminho do estrangeiro, desde que Sócrates é o chefe de governo.

Nem ninguém se preocupa com a crise que se abateu sobre a classe média.

É com preocupação crescente que muitas famílias assistem ao macabro aumento diário dos combustíveis, dos transportes, das prestações bancárias relacionadas com a habitação, da alimentação…

Nalguns lares não se vive, sobrevive-se.

No noticiário da noite de 4ª feira, na TVI, o comentador de serviço sugeriu o uso da força para a resolução da crise…

Sugeriu que o estado se tinha demitido das suas funções e que tudo se resolveria com umas bastonadas…

Houve ainda quem dissesse que a autoridade do Estado tinha sido colocada em causa e que um dia destes qualquer classe profissional poderia parar de novo o país.

Provavelmente tudo se resolveria se o Governo tivesse baixado o ISP ou se o Chefe do Governo tivesse chamado as petrolíferas à razão.

Se este governasse e zelasse pelo bem estar de todos os portugueses e não só de alguns, se este governasse em função de Portugal como um todo e não em função de Lisboa ou do Porto ou ainda dos Directórios cinzentos de Bruxelas.

É que provavelmente a mecha já está acesa…

Texto – Mário Nunes

quarta-feira, junho 11, 2008

O Cadáver Adiado


«Governo alheado da realidade!»
Em O Cadáver Adiado, no Blogue Do Portugal Profundo...

http://doportugalprofundo.blogspot.com


sábado, maio 31, 2008

domingo, março 02, 2008

Sondagens falseadas e manipuladas

Andarão todos os portugueses contentes com o actual governo?

E com o Primeiro-ministro?

E com os políticos, que nos representam na Assembleia da República?

Estarão as sondagens encomendadas e anunciadas pelo Expresso, Público, Universidade Católica e SIC, correctas?

Traduzirão a realidade que se passa em Portugal?

Poderão os políticos portugueses dormir descansados?

Porque é que gritaram Aqui Del Rei, com a Tomada de Posição duma adormecida SEDES?

Chegou-lhes bem fundo?

Será que o Mal-estar Social estará já mesmo instalado em Portugal?

O que pensa o Homem da Rua sobre o aumento do custo de vida?

Sobre a educação? O desemprego em Portugal? A saúde? A justiça? Os transportes? A criminalidade e a insegurança?

Continuarão os 750.000 funcionários públicos e os reformados a votarem José Sócrates?

E todos aqueles que partiram em busca de melhores condições de vida, no Estrangeiro, votarão PS?

E os jovens licenciados?

Aqueles que tem um vínculo precário?

Os militares?

Os comerciantes e os profissionais da restauração votarão PS?

Continuarão a dar a maioria a José Sócrates?

Ou as sondagens foram mesmo encomendadas?

Todos os sectores da Sociedade Portuguesa levaram já por tabela.

Os sacrifícios têm sido impostos aos mesmos de sempre, aos trabalhadores por conta doutrem, pequenos comerciantes e empresários e não se vê jeito disto melhorar.


A resposta será dada nas urnas…


…Em 2009!


Texto – Mário Nunes

terça-feira, fevereiro 26, 2008

Tomadas de Posição


Reproduz-se na íntegra a tomada de posição da sedes que tanta polémica levantou:

«1) UM DIFUSO MAL ESTAR

Sente-se hoje na sociedade portuguesa um mal estar difuso, que alastra e mina a confiança essencial à coesão nacional.

Nem todas as causas desse sentimento são exclusivamente portuguesas, na medida em que reflectem tendências culturais do espaço civilizacional em que nos inserimos. Mas uma boa parte são questões internas à nossa sociedade e às nossas circunstâncias. Não podemos, por isso, ceder à resignação sem recusarmos a liberdade com que assumimos a responsabilidade pelo nosso destino.

Assumindo o dever cívico decorrente de uma ética da responsabilidade, a SEDES entende ser oportuno chamar a atenção para os sinais de degradação da qualidade da vida cívica que, não constituindo um fenómeno inteiramente novo, estão por detrás do referido mal estar.

2) DEGRADAÇÃO DA CONFIANÇA NO SISTEMA POLÍTICO

Ao nível político, tem-se acentuado a degradação da confiança dos cidadãos nos representantes partidários, praticamente generalizada a todo o espectro político.

É uma situação preocupante para quem acredita que a democracia representativa é o regime que melhor assegura o bem comum de sociedades desenvolvidas. O seu eventual fracasso, com o estreitamento do papel da mediação partidária, criará um vácuo propício ao acirrar das emoções mais primárias em detrimento da razão e à consequente emergência de derivas populistas, caciquistas, personalistas, etc.

Importa, por isso, perseverar na defesa da democracia representativa e das suas instituições. E desde logo, dos partidos políticos, pilares do eficaz funcionamento de uma democracia representativa. Mas há três condições para que estes possam cumprir adequadamente o seu papel.

Têm, por um lado, de ser capazes de mobilizar os talentos da sociedade para uma elite de serviço; por outro lado, a sua presença não pode ser dominadora a ponto de asfixiar a sociedade e o Estado, coarctando a necessária e vivificante diversidade e o dinamismo criativo; finalmente, não devem ser um objectivo em si mesmos...

É por isso preocupante ver o afunilamento da qualidade dos partidos, seja pela dificuldade em atrair e reter os cidadãos mais qualificados, seja por critérios de selecção, cada vez mais favoráveis à gestão de interesses do que à promoção da qualidade cívica. E é também preocupante assistir à tentacular expansão da influência partidária – quer na ocupação do Estado, quer na articulação com interesses da economia privada – muito para além do que deve ser o seu espaço natural.

Estas tendências são factores de empobrecimento do regime político e da qualidade da vida cívica. O que, em última instância, não deixará de se reflectir na qualidade de vida dos portugueses.

3) VALORES, JUSTIÇA E COMUNICAÇÃO SOCIAL

Outro factor de degradação da qualidade da vida política é o resultado da combinação de alguma comunicação social sensacionalista com uma justiça ineficaz. E a sensação de que a justiça também funciona por vezes subordinada a agendas políticas.

Com ou sem intencionalidade, essa combinação alimenta um estado de suspeição generalizada sobre a classe política, sem contudo conduzir a quaisquer condenações relevantes. É o pior dos mundos: sendo fácil e impune lançar suspeitas infundadas, muitas pessoas sérias e competentes afastam-se da política, empobrecendo-a; a banalização da suspeita e a incapacidade de condenar os culpados (e ilibar inocentes) favorece os mal-intencionados, diluídos na confusão. Resulta a desacreditação do sistema político e a adversa e perversa selecção dos seus agentes.

Nalguma comunicação social prolifera um jornalismo de insinuação, onde prima o sensacionalismo. Misturando-se verdades e suspeitas, coisas importantes e minudências, destroem-se impunemente reputações laboriosamente construídas, ao mesmo tempo que, banalizando o mal, se favorecem as pessoas sem escrúpulos.

Por seu lado, o Estado tem uma presença asfixiante sobre toda a sociedade, a ponto de não ser exagero considerar que é cada vez mais estreito o espaço deixado verdadeiramente livre para a iniciativa privada. Além disso, demite-se muitas vezes do seu dever de isenta regulação, para desenvolver duvidosas articulações com interesses privados, que deixam em muitos um perigoso rasto de desconfiança.

Num ambiente de relativismo moral, é frequentemente promovida a confusão entre o que a lei não proíbe explicitamente e o que é eticamente aceitável, tentando tornar a lei no único regulador aceitável dos comportamentos sociais. Esquece-se, deliberadamente, que uma tal acepção enredaria a sociedade numa burocratizante teia legislativa e num palco de permanente litigância judicial, que acabaria por coarctar seriamente a sua funcionalidade. Não será, pois, por acaso que é precisamente na penumbra do que a lei não prevê explicitamente que proliferam comportamentos contrários ao interesse da sociedade e ao bem comum. E que é justamente nessa penumbra sem valores que medra a corrupção, um cancro que corrói a sociedade e que a justiça não alcança.

4) CRIMINALIDADE, INSEGURANÇA E EXAGEROS

A criminalidade violenta progride e cresce o sentimento de insegurança entre os cidadãos. Se é certo que Portugal ainda é um país relativamente seguro, apesar da facilidade de circulação no espaço europeu facilitar a importação da criminalidade organizada. Mas a crescente ousadia dos criminosos transmite o sentimento de que a impune experimentação vai consolidando saber e experiência na escala da violência.

Ora, para além de alguns fogachos mediáticos, não se vê uma acção consistente, da prevenção, da investigação e da justiça, para transmitir a desejada tranquilidade.

Mas enquanto subsiste uma cultura predominantemente laxista no cumprimento da lei, em áreas menos relevantes para as necessidades do bom funcionamento da sociedade emerge, por vezes, uma espécie de fundamentalismo utra-zeloso, sem sentido de proporcionalidade ou bom-senso.

Para se ter uma noção objectiva da desproporção entre os riscos que a sociedade enfrenta e o empenho do Estado para os enfrentar, calculem-se as vítimas da última década originadas por problemas relacionados com bolas de Berlim, colheres de pau, ou similares e os decorrentes da criminalidade violenta ou da circulação rodoviária e confronte-se com o zelo que o Estado visivelmente lhes dedicou.

E nesta matéria a responsabilidade pelo desproporcionado zelo utilizado recai, antes de mais, nos legisladores portugueses que transcrevem para o direito português, mecânica e por vezes levianamente, as directivas de Bruxelas.

5) APELO DA SEDES

O mal-estar e a degradação da confiança, a espiral descendente em que o regime parece ter mergulhado, têm como consequência inevitável o seu bloqueamento. E se essa espiral descendente continuar, emergirá, mais cedo ou mais tarde, uma crise social de contornos difíceis de prever.

A sociedade civil pode e deve participar no desbloqueamento da eficácia do regime – para o que será necessário que este se lhe abra mais do que tem feito até aqui –, mas ele só pode partir dos seus dois pólos de poder: os partidos, com a sua emanação fundamental que é o Parlamento, e o Presidente da República.

As últimas eleições para a Câmara de Lisboa mostraram a existência de uma significativa dissociação entre os eleitores e os partidos. E uma sondagem recente deu conta de que os políticos – grupo a que se associa quase por metonímia "os partidos" – são a classe em que os portugueses menos confiam.

Este estado de coisas deve preocupar todos aqueles que se empenham verdadeiramente na coisa pública e que não podem continuar indiferentes perante a crescente dissociação entre o conceito de "res pública" e o de intervenção política!

A regeneração é necessária e tem de começar nos próprios partidos políticos, fulcro de um regime democrático representativo. Abrir-se à sociedade, promover princípios éticos de decência na vida política e na sociedade em geral, desenvolver processos de selecção que permitam atrair competências e afastar oportunismos, são parte essencial da necessária regeneração.

Os partidos estão na base da formação das políticas públicas que determinam a organização da sociedade portuguesa. Na Assembleia ou no Governo exercem um mandato ratificado pelos cidadãos, e têm a obrigação de prestar contas de forma permanente sobre o modo como o exercem.

Em geral o Estado, a esfera formal onde se forma a decisão e se gerem os negócios do país, tem de abrir urgentemente canais para escutar a sociedade civil e os cidadãos em geral. Deve fazê-lo de forma clara, transparente e, sobretudo, escrutinável. Os portugueses têm de poder entender as razões que presidem à formação das políticas públicas que lhes dizem respeito.

A SEDES está naturalmente disponível para alimentar esses canais e frequentar as esferas de reflexão e diálogo que forem efectiva e produtivamente activadas.

Sedes, 21 de Fevereiro de 2008

O Conselho Coordenador

(Vitor Bento (Presidente), M. Alves Monteiro, Luís Barata, L. Campos e Cunha, J. Ferreira do Amaral, Henrique Neto, F. Ribeiro Mendes, Paulo Sande, Amílcar Theias

segunda-feira, novembro 19, 2007

Flexisegurança = Flexidesemprego + Instabilidade e Caos Social = Escravatura

Há uns dias atrás, em grandes parangonas, o primeiro-ministro anunciava que tinha criado 106.000 novos empregos, hoje soube-se que o número de desempregados qualificados tinha ultrapassado a fasquia dos 170.000 e que tinham aumentado os contratos a termo e o número de trabalhadores temporários…

Para além disso, segundo me confidenciaram há alguns dias atrás, as estatísticas do SNE, os números apresentados não correspondem à verdade…

Os números andam para cima ou para baixo, consoante os gostos do freguês.

Ao promover a flexisegurança em Portugal, Sócrates está a promover o desemprego, a incerteza no futuro, o trabalho precário, os baixos salários, a instabilidade social e o caos! Para não falar da manipulação e as jogatanas que há nos concursos com firmas da limpeza ou de segurança em vários serviços públicos, dava um filme «Corrupção II»…

Agora imaginemos o país cheio de firma de trabalhadores temporários, os tachos que não se iriam criar…

É certo que não estamos no Reino da Dinamarca, em que toda a população muda de emprego de 5 em 5 anos…

E os ordenados são outros!

Os recém licenciados vêem com apreensão o dia de amanhã, pois nada é certo.

Os patrões e a banca terão milhares de escravos prontos para o trabalho todos os dias, nas condições e nos termos, que quiserem.

Estranha-se ainda que se venha falar em mão-de-obra qualificada, quando o Ministro da Economia vai para a China anunciar os baixos salários praticados em Portugal…

De Socialista tem este governo pouco…

Terá Sócrates contabilizado os portugueses, que procuraram melhores paragens, depois do Partido Socialista ter ganho as eleições.

Quantos terão rumado a Angola, Espanha, Reino Unido e Suiça?

Por certo devem ultrapassar os 100.000 portugueses…

Amigos chegados de Angola e Luanda, dizem-me que a capital angolana se transformou num estaleiro imenso e que são cada vez mais os portugueses descontentes a desembarcarem naquelas paragens, com destino à capital angolana e não só… Participando no esforço de construção duma nação inteira, no maior «boom» económico a nível mundial.

Há quem fique mal disposto em terras angolanas vendo os negócios mais apetitosos fugir para mãos chinesas…

Pois só há habilidade para ajudar a Guiné Bissau e Timor Leste.

Para não falar do Estádio oferecido à Palestina…

Enquanto por cá se fecham Hospitais, Escolas e Serviços Públicos…

Tudo em nome do progresso e de Bruxelas.

Qualquer dia arriscamos-nos ao interior ficar deserto, a população envelhecida, pois os nossos jovens procuram melhores paragens e novas oportunidades.

Texto – Mário Nunes

quarta-feira, maio 30, 2007

Anda Gato Escondido com Rabo de Fora


A manipulação da informação é uma constante nos quatro canais televisivos e nos jornais nacionais. O governo socialista usa-os a seu bel prazer, manipula números e falseia resultados.
O grande líder tem um rumo traçado, as directrizes de Bruxelas. Este governo não governa para as pessoas, mas sim em nome dos grandes interesses económicos, das multinacionais, da banca e das seguradoras, que se lixe o mexilhão.
Segundo o governo, o país não parou, está a funcionar regularmente, só 12,8 % dos funcionários públicos fizeram greve e esta teve um impacto reduzido na sociedade portuguesa.
Mas terá sido isso que se passou afinal?
Metro parado, barcos ancorados, Hospitais, Escolas, Tribunais, Repartições Públicas encerrados e grandes empresas de porta fechada...
Quem estará a falar a verdade?
Houve trabalhadores ameaçados a altas horas da noite.
«Atenção que os serviços mínimos foram definidos e tem que ser garantidos, atenção aos despedimentos, aos processos disciplinares... O Senhor Dr. não se importa de dizer-me quem foram os funcionários que fizeram greve? O nome deles, se faz favor... Voltarei a ligar-lhe às 12:00 e às 16:00 horas, está bem?»
Acordem-me e belisquem-me e digam-me que eu não estou a meio de um pesadelo salazarista ou estarei a ficar anestesiado com o choque tecnológico?
«Uma greve parcial, limitada e parcelar...»
Segundo palavras do Ministro das Finanças.
Texto de Mário Nunes

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