“Não podemos aceitar que num período em que se impõe a contenção de custos se paguem milhões de euros de eventuais indemnizações por suspensão das obras.
A suspensão das obras traz custos sociais difíceis de calcular, mas certamente muito elevados.
Os limites de endividamento do PEC aplicam-se à totalidade do Sector Empresarial do Estado e não a cada uma das empresas ou investimentos de “per si”.
O PEC deve ser aplicado criteriosamente, devendo este investimento seguir o seu curso normal, até à reposição do anterior serviço de transporte público ferroviário, que funcionava entre Serpins e o Parque da Cidade em Coimbra, bem como das restantes obras. Temos de ter bom senso.
Não entendemos. Como é possível, o Governo e a REFER tomarem todas as decisões sem ouvir os outros accionistas?
Lamento profundamente a irresponsabilidade do Governo em não querer discutir o “Sistema de Mobilidade do Mondego”. O Governo mandou a REFER tratar do “enterro”.
O Governo e a REFER, caso mantenham esta posição, serão no futuro, sempre lembrados como “os coveiros do Ramal da Lousã”. O Povo não vai esquecer.
O investimento do Metropolitano Ligeiro de Superfície do Mondego já tinha uma história de atrasos e adiamentos sucessivos que envergonhava esta sociedade e o Estado, mas a postura apresentada transmite uma falta de seriedade e assume um elevado descrédito e falta de responsabilidade dos políticos que governam este País.
Com estas atitudes, o Governo consegue que a opinião pública desacredite definitivamente neste investimento.
Não entendemos esta falta de responsabilidade e de ingerência. Esta posição do Governo demonstra falta de ética.
Os nossos cidadãos têm de ser respeitados. Não podemos brincar com a vida das pessoas como que se fosse um qualquer jogo.
Torna-se impreterível e urgente que mudem de intenção e terminem os investimentos em causa. Coloquem os carris, coloquem as catenárias, coloquem o material circulante a funcionar.
Não entendemos. Como é possível, o Governo ter a coragem de tomar estas decisões, estudar vários cenários e “matar” o ramal?
Os custos sociais são enormes e incompreensíveis, temos de ser responsáveis. A população afectada nunca poderá nem conseguirá entender esta atitude.”