sexta-feira, fevereiro 22, 2008

Nova Convenção sobre o traçado da IC3




«A fase de discussão pública do estudo de impacto ambiental do novo traçado do IC3 entre Tomar e Coimbra motivou a realização de uma convenção na Câmara Municipal de Miranda do Corvo que reuniu grande número de pessoas.
Este novo traçado do IC3 vai contemplar obras gigantescas na região de Coimbra.
Este lanço do IC3 vai cruzar, para além de Miranda do Corvo, os concelhos de Coimbra, Condeixa-a-Nova, Penela, Figueiró dos Vinhos, Ansião, Alvaiázere, Ferreira do Zêzere e Tomar, permitindo “a interligação rápida e segura entre a variante de Tomar, o IC8 em Avelar, a A1/IC2/EN1, em Condeixa, e a circular externa de Coimbra, que se encontram construídas e em exploração.”
Este estudo entrou em fase de discussão pública no dia 4 de Janeiro, podendo ser consultado nas câmaras municipais dos concelhos atravessados até ao dia 6 de Março.
No decorrer da convenção foram apresentadas aos presentes as duas hipóteses de traçado para o concelho de Miranda do Corvo.
Das propostas apresentadas, foi unanimemente considerada pelos presentes como melhor opção o traçado que passa entre Penela e Miranda, denominado solução 1B. Esta hipótese de traçado passará a nascente de Penela, atravessando a EN342 próximo de Lamas, seguindo para Almalaguês. Este traçado beneficiará todos os outros concelhos que já são servidos pelo actual IC3, e que se localizam a sul de Penela, e tem a grande vantagem de ir permitir um bom acesso a Coimbra, ao IP3 e à A1. Para ligação ao IP3 foi considerada a mais vantajosa a solução 1.
Nesta opção, depois de atravessar Almalaguês, já à entrada de Ceira, será construída uma nova ponte sobre o rio Dueça. A partir daqui, o IC3 segue em túnel até à margem esquerda do rio Ceira, entre as localidades de Cabouco e Boiça, voltando à superfície para atravessar o rio Ceira, através de uma ponte nova.
Já na margem direita do Ceira, o IC3 seguirá noutro túnel que atravessará a Serra do Carvalho, terminando a jusante das Carvalhosas. Entre as Carvalhosas e a Ponte da Portela surgirá uma nova travessia do Mondego, seguindo pelo Chão do Bispo e Picoto dos Barbados até perto da Mata Nacional de Vale de Canas. Neste ponto nasce um novo túnel que vai terminar perto da circular externa de Coimbra.
Estas duas soluções são também apresentadas no estudo de impacto ambiental como as menos danosas.
No Plano Rodoviário Nacional 2000, o IC3 toma a designação de Coimbra-Setúbal, contemplando duas vias em cada sentido, com 24 metros de largura. O estudo de tráfego apresenta valores diários de 21 a 25 mil veículos, em 2012, e de 26 a 30 mil, em 2032.»

Fonte - C.M.M.C

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