sábado, fevereiro 23, 2008

Novas Paragens de Metro em Coimbra


O eléctrico rápido irá passar no “coração da Solum”, levando a alterações rodoviárias



A Metro Mondego vai apresentar esta segunda-feira a proposta de novo traçado do projecto na zona da Solum, que se traduz, no essencial, em mais cerca de 400 metros de linha, duas paragens e um acesso mais próximo às várias escolas e ao centro comercial Dolce Vita. «O traçado já tinha sido aprovado em Agosto, agora apresentamos a solução já mais testada, com todos os pormenores», disse, ao Diário de Coimbra, Álvaro Maia Seco. O presidente da Sociedade Metro Mondego (SMM) entende que se está perante «uma excelente solução, que aproxima o traçado de onde está a procura. Agora, passa verdadeiramente no coração da Solum, de modo a servir mais pessoas».


A nova solução vai ter implicações rodoviárias como é o caso do acesso ao Jardim Escola João de Deus, em que os pais estão preocupados com a passagem do metro junto à porta principal do estabelecimento de ensino pelo que vão reunir para a semana com os responsáveis da Metro Mondego (ver caixa). Por outro lado, passa a ficar livre parte do canal hoje em dia utilizado pelo comboio.


Em suma, com este novo traçado, o metro (quando vier no Sentido Lousã-Coimbra) que seguia da zona da Casa Branca directamente para a actual paragem de S. José, faz uma incursão pela zona da Solum. Há uma paragem na Casa Branca (perto da esquadra da PSP), segue para a Avenida Fernando Namora (onde passa a haver uma paragem) e inflecte para a Avenida General Humberto Delgado até à zona da Escola Superior de Educação (onde se situa outra paragem). Depois, desce a Alameda D. João III até à zona da Praceta 25 de Abril onde ficará a paragem de S. José. O canal deste novo traçado já tinha sido aprovado pela Câmara em Agosto mas só esta segunda-feira os vereadores ficarão a conhecer os pormenores relativos a toda a integração urbana. Por exemplo, a escola que fica junto ao Jardim-Escola João de Deus terá de ser alvo de uma pequena obra e na Casa Branca terão de ser abertas novas artérias.


Segunda-feira de manhã, numa reunião extraordinária do executivo para analisar o Plano Estratégico, a equipa da Metro Mondego vai apresentar e explicar as soluções propostas, sendo de admitir que na reunião do executivo da parte da tarde se posso tomar já alguma deliberação.
Esta alteração, recorde-se, foi introduzida já pela nova administração que defendeu mais paragens na zona da Solum. Se a autarquia der luz verde ao traçado, o projecto é enviado para Lisboa, uma vez que se insere na primeira fase da empreitada. De acordo com a planificação existente, a Refer deve lançar até Maio/Junho o concurso público para a modernização do ramal entre Serpins e a Estação do Parque (está ainda em estudo a hipótese da primeira fase se estender até à Estação Velha). É objectivo da Metro Mondego ter a linha em obra ainda este ano de modo a que as primeiras composições entrem em funcionamento no primeiro trimestre de 2011. «É para isso que estamos a trabalhar diariamente», refere Álvaro Maia Seco.



Pais temem pela segurança dos filhos



Com esta proposta, a zona pedonal da Alameda D. João III passa a ser atravessada pelo canal do metro, impedindo o acesso automóvel às duas escolas ali existentes. No caso do Jardim-Escola João de Deus, uma primeira nota enviada pela direcção do estabelecimento aos encarregados de educação dava conta que o «acesso ao Jardim-Escola sofrerá algum condicionamento, já que não poderá haver estacionamento mesmo que provisório». Uma informação que era prestada na sequência de uma reunião solicitada pela Metro Mondego. Esta semana, e após vários pais se terem revelado bastante preocupados com esta alteração (entendem que a segurança dos filhos está em causa), a Direcção do Jardim-Escola enviou nova carta em que anuncia a realização de uma reunião, quarta-feira, com responsáveis da empresa, para esclarecer a passagem do metro naquela rua.


Ana Isabel Brito é uma das mães que estará presente na referida reunião, até porque acredita que a solução «poderá ter retorno». «Se a solução não fosse de todo aberrante, não havia tantas ofertas à escola», refere, adiantando que a Sociedade Metro Mondego já se ofereceu para «dar material, construir um novo recreio, fazer uma nova ala».


Neste momento, recorda, às horas de entrada e saída das crianças (perto de um milhar) das duas escolas, os pinos descem e permitem o acesso aos automóveis. A direcção da escola, acrescenta, tem recusado alterar a entrada de acesso, sendo que uma das soluções apresentadas passava por construir um parque de estacionamento numa zona que hoje funciona como «área de lazer». «Seria um total absurdo», acrescenta.


Todavia, será esta a solução proposta pela Metro Mondego, como nos referiu Álvaro Maia Seco. «Há uma forma de utilização do espaço público que deixa de ser possível», refere o responsável da SMM, sublinhando que a obra não vai mexer com as instalações da escola. «Vamos propor que seja criado um espaço de estacionamento alternativo, logo a Sul do João de Deus, que permita que os pais parem lá apenas nas horas de entrada e saída», explica, acrescentando que «é com todo o gosto» que os técnicos da SMM estarão presentes na reunião de esclarecimento de quarta-feira.

In Diário de Coimbra, 23.02.2008


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