sexta-feira, junho 08, 2007

Em Rota de Colisão... com a Terra


Chama-se Apophis (99942 Apophis ou 2004 MN4) e é um asteróide com 40 milhões de toneladas, 390 metros de extensão e move-se a 13 quilómetros por segundo.

Baptizado com o nome grego do antigo deus egípcio Apep ( O Destruidor), Apophis faz parte de um grupo de asteróides da classe Apollo, que tem um eixo orbital inferior a uma U.A. – a distância da Terra ao Sol - em relação à Terra.

Foi observado pela primeira vez em 19 de Junho de 2004, pelos astrónomos Roy Tucker, David Tholen e Fabrizio Bernardi do Centro de Controle de Asteróides, fundado pela NASA na Universidade do Havai e redescoberto em Dezembro daquele ano, pelo astrónomo Gordon Garradd, da Austrália.

Apophis deverá passar a cerca de 35.000 km de distância da Terra. Uma distância extremamente pequena, em termos astronómicos.

A previsão da NASA é que isto ocorra em Abril de 2029. A agência já está, inclusive, planeando como destruí-lo.

Uma das ideias é enviar uma espécie de sonda robótica para tentar alterar a trajectória do asteróide, instalando um sistema de propulsão. Outra ideia é utilizar uma nave movida à energia nuclear, que poderá actuar como se fosse um rebocador, empurrando o asteróide para fora do caminho da Terra.

O risco de isso acontecer em Abril de 2029 é grande, mas caso o Apophis passe sem maiores problemas, haverá uma segunda aproximação, em 2036, com muito mais probabilidade de ocorrer uma tragédia de consequências devastadoras. Segundo estudos, caso ocorra um choque com a Terra, a libertação de energia seria equivalente a 100.000 vezes, a energia libertada pela bomba atómica de Hiroshima, tragédia equivalente à que acabou por aniquilar os dinossauros, levantando uma grande nuvem de poeira que cobriria os céus por anos, impedindo assim a vida no planeta.

O tempo escasseia para se fazer alguma coisa...

As probabilidades de tal facto ocorrer são de 1/37, segundo os cálculos dos astrónomos.

A ameaça é real e ocorre ciclicamente. O passado geológico da Terra é disso testemunha.

Texto: Mário Nunes

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