terça-feira, dezembro 01, 2009

Protesto na estação da Lousã contra encerramento do ramal ferroviário

Informação à Comunicação Social

Em protesto contra o encerramento do Ramal ferroviário, utentes concentraram-se hoje na estação da Lousã, entre as 11 e as 12 horas, exibindo cartazes onde se lia:

  • PROTESTAMOS em defesa dos nossos direitos e do interesse PÚBLICO
  • Não nos TRAMEM mais a vida!
  • Utentes exigem respeito, MENTIRAS não!
  • Não danifiquem, ELECTRIFIQUEM
  • Levantar carris será um bom NEGÓCIO?
  • Ramal centenário merece RESPEITO
  • Destruir esta linha não é CRIME?
  • Não aceitamos ser cobaias em negócio de 300 milhões
  • Não destruam o nosso acesso ao trabalho, ao ensino, à saúde!

Na ocasião foi também divulgado um manifesto aos autarcas da Lousã e Miranda do Corvo, de que remetemos em anexo algumas passagens mais significativas.

Juntamos também informação sobre a recente modernização da Linha do Sado (onde se optou pela electrificação e colocação de modernos comboios eléctricos) e a afirmação da então Secretária de Estado de que "já lá vai o tempo de encerrar linhas ferroviárias".

Seguem ainda 3 fotos da concentração-protesto hoje realizada na estação da Lousã, onde no interior decorria uma cerimónia pública promovida pela Metro Mondego e Câmara da Lousã.


Do manifesto do MDRL aos autarcas da Lousã e Miranda

Os transportes rodoviários ditos alternativos não poderem garantir condições de segurança e de cumprimento de horários, muito menos de mínima qualidade, numa estrada tão sinuosa e estreita, com graves constrangimentos que, nalguns locais, impedem mesmo o cruzamento de veículos ligeiros como sucede em Vendas de Ceira.

Os utentes do ramal não podem aceitar o encerramento do ramal em tais circunstâncias e num tempo de grave crise económica e social, ainda para mais quando está à vista que a anunciada interrupção do serviço por dois anos não passa de uma descarada mentira

O projecto Metro Mondego foi sempre desenvolvido sem cuidar de ouvir os utentes do centenário ramal ferroviário Coimbra-Serpins, descurando completamente os seus legítimos interesses e necessidades quanto a mobilidade.

Assume maior gravidade a falta de consideração das autarquias de Lousã, Miranda e Coimbra pelos interesses dos seus munícipes que são utentes diários do ramal ferroviário.

Que poderosas forças ou interesses impedem o desenvolvimento da ferrovia ao serviço das populações na região de Coimbra?

Não será um crime a destruição de uma linha ferroviária que serve tantos milhares de utentes e com tantas potencialidades para o futuro desenvolvimento da região interior do distrito?


"Se não tivermos cuidado, o metro vai ser um sorvedouro de dinheiro" (presidente da MM). JN. 22/11

Modernização da Linha do Sado

(da intervenção do Ministro das Obras Públicas, em 14/12/08)

Esta modernização vai permitir, a partir de hoje, a entrada ao serviço das modernas Unidades Quádruplas Eléctricas, requalificadas com: introdução de ar condicionado; sistema de vídeo vigilância; informação sonora e escrita; nivelamento entre a porta e a plataforma; acesso facilitado para deficientes que se desloquem em cadeiras de rodas, portadores de carrinhos de bebé e bicicletas.

Mas a verdadeira revolução está na forte redução dos tempos de viagem: o percurso Praias do Sado-Barreiro, actualmente realizado em 58 min, vai beneficiar de uma redução de 20 min; o percurso Setúbal-Barreiro, actualmente realizado em 48 min, vai beneficiar de uma redução de 18 min.

Estas reduções dos tempos de viagem irão certamente beneficiar os 12 mil clientes da CP que actualmente utilizam diariamente a linha do Sado e irão atrair mais pessoas para o transporte público!

Longe vai o tempo que se encerravam linhas ferroviárias (Ana Vitorino, SET)

Cartaxo, Santarém, 07 Set (Lusa) - A secretária de Estado dos Transportes assistiu hoje, na estação do Setil, Cartaxo, à reactivação do serviço de passageiros na linha de Vendas Novas, que permitirá, a partir de terça-feira, ligação directa de alguns concelhos do Ribatejo para Lisboa.

Ana Paula Vitorino, secretária de Estado dos Transportes, sublinhou a importância da reactivação daquele eixo para os municípios, "que ganham uma nova mobilidade". "A reivindicação dos autarcas veio ao encontro da vontade do Governo", frisou, acrescentando ser política do Governo a aposta na "mobilidade sustentada". "Longe vai o tempo que se encerravam linhas ferroviárias.


O Texto e as fotos foram simpaticamente cedidos pelo MDRL

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