Setembro e Outubro de 2009, provavelmente serão conhecidos como os meses da Pandemia, em que serão conhecidos por dia cerca de quatro mil novos casos, arriscarão os candidatos às autárquicas e às legislativas fazer um porta a porta, contactar de perto os seus eleitores? Ou percorrerão alegremente o Mercado Municipal relembrando promessas? Ou mergulhando em apertos, que tal um banho de multidão? E desatar aos beijinhos e a dar apertos de mãos suados... E abraços apertados... - Já não o via há algum tempo, como vai o paizinho e a mãezinha?
É verdade, como a agenda do BE tem sido imposta de fora para dentro, o Bloco concelhio tem-se perdido, em questões menores, passando-lhe ao lado os verdadeiros problemas do concelho e nomeadamente:
- Águas e saneamento básico;
- Acessibilidades rodoviárias;
- Comboio e Metro Mondego (expropriações);
- Arquitectura e urbanismo;
- Indústria, Pobreza e Desemprego;
- Saúde e recentramento das unidades de saúde na Rede do Pinhal Norte Interior;
- Justiça, Julgados de Paz e a Lousã como sede da NUT Pinhal Norte Interior;
- Policiamento e segurança;
- Os lugares e as freguesias, porque os mirandenses somos todos nós, que vivemos no concelho de Miranda do Corvo e não somente os que habitam na vila de Miranda do Corvo;
E muitas outras questões que tem sido alheias às demais forças políticas…
A Top Corvo e a Olarte encerraram portas passado pouco tempo depois das últimas Autárquicas realizadas no ano de 2005. Mas muitas mais empresas da Zona Industrial de Miranda do Corvo encerraram portas, tais como a Plaquemar, que decorreu processo de insolvência há pouco tempo. Das cinquenta e oito unidades industriais do concelho, restam muito poucas de pé. As existentes debatem-se com dificuldades tremendas.
A Zona Industrial da Pereira, em Miranda do Corvo é um verdadeiro lugar ermo, onde crescem ervas e o entulho.
Muitas outras empresas mudaram-se para os concelhos vizinhos de Penela e da Lousã.
No entanto, a questão do desemprego, nesta Terra Solidária tem passado ao lado do Bloco e dos demais.
Se calhar, os números do SNE, andam muito por baixo, não retratando a realidade. No entanto, as IPSS tem desenvolvido um trabalho extraordinário contra esta terrível chaga social que é o desemprego e a pobreza a ele intimamente ligado, proporcionando pão na mesa em muitos lares.
A situação social é preocupante, as forças políticas concelhias terão em conta a verdadeira realidade social do concelho?
Quantas pessoas deixaram de pagar as rendas e os empréstimos de suas casas?
Basta dar uma volta pelo concelho e seguir as placas vende-se…
Quantas pessoas vivem com dificuldades só com um ordenado?
Quantos terão pão na mesa para alimentar os filhos?
A situação social ameaça descambar, notando-se um aumento da criminalidade e da segurança numa outrora pacífica Miranda do Corvo.
Passando ao lado de fait divers e de show offs, o circo mediático da política aproxima-se mais uma vez, para deixar tudo outra vez na mesma, com muitas promessas por cumprir…
Muitos portugueses ficaram ainda mais apreensivos face aquilo que o futuro lhes reserva, após terem visto as entrevistas de Manuela Ferreira Leite, líder do PSD e do primeiro ministro português, José Sócrates, nos passados dias 1 e 2 de Julho de 2008.
E ficaram a fazer contas à vida…
José Sócrates após ter ganho as eleições pediu o sacrifício de todos e apertou-nos o cinto, agora descobriu que já não há crise e toca a aliviar uns furos, afinal vem aí as eleições no próximo ano.
Quando muitos dos crentes, no Partido da Seta para o Céu (como dizia o pároco da vila de Penela há uns anos atrás), pensavam que agora é que era, ficaram com um amargo de boca, afinal o espectro da crise permanece no horizonte de todos nós e não se vislumbram saídas de tal cenário…
Segundo a líder do PSD, o país está empenhado até às orelhas e só em 2014, é que se podem vislumbrar melhoras...
Para o líder dos socialistas, o discurso da líder do PSD é o discurso da tanga...
Ora digo eu é tempo de arrepiarmos caminho e darmos um grande murro em cima da mesa, Basta!
Cartão vermelho para o Senhor José Sócrates e uma casca de banana, no caminho da senhora economista, para que não possam ter a almejada maioria absoluta.
Basta de ilusões, ao longo de 34 anos de democracia, PS e PSD alternaram-se no Governo, multiplicaram-se as influências, os tachos, as obras faraónicas e as empreitadas para os amigos…
Faço votos para que em 2009, seja eleito um político(a), com os tomates no sítio e que ponha Bruxelas em sentido!
É tempo de Portugal se afirmar novamente no seio das nações, acabar com o servilismo e com a subsídio dependência. Devemos recordar o dia 1 de Dezembro de 1640, em que os traidores ao serviço de Espanha, que se encontravam na corte portuguesa foram convidados a saír pela janela!
Com a Selecção Nacional de futebol a caminho da Suíça e do Europeu, já toda a gente esqueceu as dificuldades da vida, o preço da gasolina e dos alimentos… Noutros tempos dizia-se que Portugal era a pátria dos três fés: Fátima, Futebol e Fado, alguns anos depois, a triste sina mantêm-se neste pobre país da Europa à beira mar plantado. O bom povo português tudo esquece quando se fala de Futebol e para descanso de José Sócrates e do Nosso Timoneiro vem aí o Europeu de Futebol e toda a gente vai andar entretida com a Selecção Nacional de Futebol!
Para que conste: «O ministro da Agricultura e Pescas, Jaime Silva, criticou, este domingo, as medidas tomadas no sábado pelos pescadores em Matosinhos e declarou que só se reúne com o sector se houver «atitudes responsáveis».
«Eu apelo aos dirigentes que manterei o diálogo, mas não é um diálogo incondicional. O diálogo não pode passar por aceitar o não respeito da lei, como nós ontem verificámos na lota de Matosinhos», afirmou.
«Não posso aceitar que haja uma espécie de brigadas populares e ainda por cima com dirigentes patronais que são os armadores e que se substituem à polícia e decidem quem entra ou não em instalações públicas», disse.
«Isso não é próprio de um Estado de Direito e isso o Governo não pode aceitar», frisou.
Jaime Silva admitiu que está a procurar verbas «dentro do orçamento» do ministério e que está mesmo a «desviar verbas para acudir ao sufoco que alguma pesca menos competitiva está a ter». in TVI