domingo, janeiro 06, 2008

Metro no Ramal da Lousã dá os Primeiros Passos

«A demolição de uma antiga fábrica de rolhas de cortiça marcou ontem o arranque das obras de construção da interface rodo-ferroviária de Miranda do Corvo, no âmbito do projecto do Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM).
O SMM prevê a instalação de um metro ligeiro de superfície do tipo “tram-train” - com capacidade para circular nos eixos ferroviários, urbanos, suburbanos e regionais - no Ramal da Lousã, entre Coimbra e Serpins (Lousã), e na cidade de Coimbra.
A construção da interface de Miranda do Corvo constitui a primeira empreitada do projecto deste sistema que, segundo as previsões da sociedade Metro Mondego, deverá estar a funcionar em 2012.
A futura interface rodo-ferroviária visa a requalificação da rede viária junto à futura estação de caminho-de-ferro, com a criação de estacionamentos, a construção de novos nós de acesso e a melhoria das zonas de circulação pedonal.
O edifício demolido da antiga fábrica de rolhas de Miranda do Corvo, que funcionou nas décadas de 20 e 30 do século XX, foi escolhido para esse fim por se encontrar nas proximidades do caminho-de-ferro e da estação.
Tratava-se de uma imponente casa, com uma traça característica do início do século XX, que há várias décadas estava em processo de degradação.
A empreitada da construção da interface foi consignada no dia 11 de Dezembro à empresa Isidoro Correia da Silva por 816.227 euros, acrescido de IVA, com um prazo de execução de 360 dias.
A primeira fase do projecto do SMM implica ainda a construção das interfaces de Lousã e Ceira (Coimbra), cujo início está previsto ainda para este mês.
A intervenção na Lousã, consignada a 27 de Dezembro, implica a destruição do antigo cais e armazém de mercadorias da Estação da CP, construídos em 1907, cerca de um ano depois da inauguração do Ramal da Lousã, que ocorreu a 16 de Dezembro de 1906.
Segundo o presidente da sociedade Metro Mondego, Álvaro Maia Sêco, as obras na ferrovia do Ramal da Lousã devem iniciar-se no final do próximo Verão e estar concluídas dois anos depois, período durante o qual a circulação ferroviária ficará suspensa em toda a sua extensão.»

Fonte - Diário de Coimbra


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