sábado, setembro 03, 2011

Águas fluviais obrigam a estragar obra feita… (dizia o Trevim)

Está bem, depois de estragar literalmente uma linha centenária, a febre do alcatrão varreu agora Serpins, Lousã e Miranda do Corvo.

Onde antes passava o comboio dos tempos da monarquia (para contra gosto de maçonaria e carbonária), passa agora, o alcatrão… e os autocarros (sinal de progresso).

Num tapa, destapa, mete alcatrão, parte tudo… para fazer de novo.

Contudo, em Serpins e na Lousã, as maldades foram mais longe com a via-férrea a dar lugar a modernas rotundas. Como circular é viver pode ser que depois, o Metro, perdão diria melhor o “tram train” ou o comboio vá perfazer uma volta à rotunda, tantos tem sido os disparates e os dislates que ninguém finge não ver - onde andam as oposições e os movimentos, nesta orquestrada movimentação?

“Este país é um colosso. Está tudo grosso!”

A célebre desgarrada de Camilo e Ivone Silva, no saudoso "Sabadabadu", tem, cada vez mais, razões para ser cantada! Não podemos abrir mais a boca, mau grado o espanto, sob pena de a rasgar.

2 comentários:

Anabela Jardim disse...

Que notícia triste. Deveriam preservar e não substituir o antigo.

Anónimo disse...

Henriqueta Val Do Rio comentou a tua ligação.
Henriqueta escreveu: "Não há palavras... acho que era dolorosamente interessante materializar em números a quantidade de pessoas que já foi prejudicada no seu trabalho - ou mesmo o perdeu - em consequência da perda do transporte sobre carris que não me canso de dizer, JÁ LÁ ESTAVA!!! Não é de obra nova que falamos, apenas de deixar estar como estava... Quanto custaram já a todos nós estas pessoas e como se contabiliza o prejuízo humano que também faz parte desta derrapagem grotesca e perversa???"

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