sábado, outubro 03, 2009

Penela - Autárquicas 2009

A autarquia de Penela, tradicional bastião social-democrata, vai assistir a uma disputa entre o actual presidente Paulo Júlio, que se recandidata ao segundo mandato, Renato França, que lidera pela primeira vez a lista do PS, e Rui Lopes, da CDU.

Todas as forças políticas renovaram por completo a composição das suas listas desde o PS, ao PSD, à CDU. As forças partidárias souberam captar os mais novos, por vezes integrando pessoas com outros projectos, dando uma dinâmica a um concelho que estava parado no tempo e que nos últimos quatro anos cresceu.

Sinais dos tempos ou sinal que algo está a mudar em Penela, ao se romper com o passado, ao fazer avançar a vila e o concelho rumo ao futuro.

Há alguns anos Penela era vista como uma vila pobre, dependente da agricultura, mas os novos ventos que sopram dos Paços do Concelho devolveram a esperança à Região do Castelo.

Engenheiro electrotécnico, Paulo Júlio, de 39 anos, foi em 2005 um dos mais novos autarcas a ser eleito em Portugal.

Sob o lema “Continuar a Fazer”, o actual presidente da autarquia pretende continuar a “revolução” que passou pelo concelho neste mandato que está prestes a terminar, e que, como referiu Pedro Machado, líder distrital do PSD, «tornou Penela uma referência».


O projecto delineado para o concelho é para 10 anos, indo a meio, pelo que Paulo Júlio pretende terminar as tarefas que iniciou, com o objectivo de tornar Penela um território mais atractivo aos investidores, mas também onde se possam fixar jovens, que tragam maior dinamismo à terra.
Por isso, como enumerou, foram promovidas inúmeras obras e realizações, a vários níveis, de que são exemplo a Biblioteca Municipal ou o Penela Presépio, iniciativa cuja receita reverte para fins sociais.

Tem 30 anos e uma grande vontade de «dar o meu contributo e ajudar o meu concelho». Palavras de Renato França, engenheiro civil, natural e residente em Penela, que aceitou o desafio do Partido Socialista no sentido de liderar a candidatura à autarquia.


Ainda sem um plano concreto para aquilo que se possa chamar o seu projecto de gestão para o concelho, Renato França tem, todavia, um “diagnóstico feito” do concelho e entende que «é preciso mudar». O jovem engenheiro civil, que trabalha numa empresa de Condeixa e é, também, o líder da Juventude Socialista de Penela, faz questão de sublinhar «as características especiais do concelho de Penela», especificidades estas que, em seu entender «não permitem que o concelho esteja no mesmo patamar que os vizinhos, como Condeixa ou Ansião».


Nesta sua reflexão aponta, em particular, para o «decréscimo populacional que se tem sentido» e que constitui, em seu entender, «um problema sério», uma vez que de 1981 para 2001 os «censos registaram uma redução de 20 por cento da população». A esta realidade soma o deficit existente, uma vez que «há mais óbitos que nascimentos», bem como o facto de «40 por cento da população ser constituída por pensionistas». «Significa que teremos um problema sério daqui a alguns anos se nada for feito», considera.

A CDU aposta também na juventude, apresentando a sufrágio, o professor Rui Lopes, de 26 anos.

Há alguns anos Penela era vista como uma vila pobre, dependente da agricultura, mas os novos ventos que sopram dos Paços do Concelho devolveram a esperança à Região do Castelo.

É ver para crer, uma nova perspectiva da agricultura, as industrias tradicionais actualizaram-se, novas industrias fixarem-se na Zona Industrial de Penela, apostas claras no património histórico e na natureza, no comércio tradicional, trazendo o turismo, para a vila.

Podemos dizer que para canto de Penela há um projecto. Até na forma de estar na política…



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