terça-feira, maio 31, 2011

No jacó do lixo


José Sócrates e Ana Jorge estão onde merecem, bem no fundo do caixote do lixo no meu escritório. Como mirandense não posso esquecer o que fizeram ao Ramal da Lousã e a um comboio centenário. Como português jamais esquecerei para onde a canalhada xuxialista levou o meu país, levando-o à bancarrota e hipotecando o futuro de várias gerações, que serão obrigadas a emigrar à procura de um futuro melhor.

Longe de mim com este gesto de privilegiar este ou aquele, no entanto, PS, PSD e CDS tem muito que explicar, pois não explicaram aos portugueses todos os contornos do acordo que assinaram com a troika (FMI, UE e BCE). Alias quando se fala disso mudam logo o discurso…

Deixei de ir à bola com partidos e da malta que bate palmadas nas costas dos líderes do aparelho ou com os rapazes das bandeiras. Se soubessem o que nos espera daqui por um mês, quando a electricidade, os transportes, o gás, os combustíveis e todos os bens alimentares subirem em flecha…

Será que a maior parte dos portugueses já pensou nisso?

O meu povo quer é festa… e tudo se esquece.

Ridículo os pedidos de quem pede emprego, aos lideres dos grandes partidos, que olhe pelos filhos, eles estão-se nas tintas, porque o que querem é tacho…

Passadas as eleições, temos o FMI cá dentro, então o cinto vai-se apertar até doer, muitos não terão comida para dar aos filhos, outros cairão no desemprego, outros ficarão sem tecto para morar, vai ser o desespero total. Vá lá corram atrás deles com bandeirinhas.

Quanto muito poderei levar um cacete.

Já agora ninguém lhes pede responsabilidades por terem deixado o país neste estado?

domingo, maio 29, 2011

Tempo esquisito

De repente ficou escuro, sem se ver nada, parecia nevoeiro, a tempestade havia chegado a Miranda do Corvo e confirmado o alerta amarelo emitido pelo Instituto de Meteorologia.

Não se via absolutamente nada, a chuva passava por cima dos telhados, batida pelo vento numa estranha trajectória, parecia coisa má.

Trovoada até mais não e depois o granizo do tamanho de bolas de golfe.

O dia tinha virado noite, o calor e a humidade eram excessivos…

Pouco tempo depois a tempestade passou, estranha tarde de Primavera em Miranda do Corvo, já nada era como dantes, com o tempo a pregar-nos partidas constantes.

sábado, maio 28, 2011

Mais outra manifestação à porta

Manuel Alegre esteve como figura de peso do PS no comício do partido em Coimbra. Alegre discursou para dizer que o PS não deve ser o pau-de-cabeleira do PSD se perder as eleições. Foi até ao momento o maior comício dos socialistas nesta campanha e à porta voltou a ter uma outra manifestação, desta vez por causa do metro do Mondego.

terça-feira, maio 24, 2011

O atropelo

Este folheto distribuído ontem anonimamente pelas caixas de correio em Miranda do Corvo, já me merece vários comentários e reparos.

Quer pela forma como chegou às nossas caixas de correio neste momento, explicado tão só pelo dia-a-dia em que vivemos, uma vez, que se perspectivam eleições legislativas para breve. Quer ainda pelo despropósito da autora de tão vil insinuação (Ana Jorge), sobre o Ramal da Lousã.

Está visto que o PS não acerta uma…

É de censurar a atitude dos socialistas, quer a nível distrital (Coimbra), quer ainda a nível nacional, ao estar de costas voltadas, para com as populações (Coimbra, Miranda do Corvo e Lousã).

De lamentar ainda as estranhas atitudes quer do Primeiro-ministro, quer ainda dos seus pares, bem como dos seus acólitos conimbricenses, que apunhalaram verdadeiramente pelas costas, conimbricenses, mirandenses e lousanenses, ao privilegiar o alcatrão, em prejuízo do caminho-de-ferro. Só por isso merecem ser responsabilizados criminalmente.

Por certo, que este governo conhecerá o veredicto popular, ao ser penalizado nas urnas no próximo dia 5 de Junho de 2011, pelo mal que fez ao país em 6 anos de desgoverno.

Por outro lado, José Sócrates ficará para a História, como o recordista europeu que mais quilómetros de via-férrea conseguiu encerrar…

Entre outros epítetos ficará ainda conhecido como mentiroso compulsivo…

E nós com uma excelente ciclovia até Coimbra. O cimento está uma maravilha…

A mensagem

Não me merece quaisquer comentários. Para ampliar clique duas vezes sobre a mesma...

sábado, maio 21, 2011

Haja bom senso - Nós não temos obra - Destruíram a linha

“Durante vários anos prometeram às populações destes concelhos um novo sistema de transportes denominado “Metro Ligeiro do Mondego”.

Por várias vezes alertei os vários governos para a necessidade de uma séria avaliação dos custos do investimento.

Na minha opinião existiam alternativas de modernização do Ramal da Lousã financeiramente menos pesadas e sem necessidade de suspensão do serviço de transportes público/ferroviários em funcionamento ou apenas com suspensões parcelares. Não me quiseram ouvir. Defenderam sempre que o projecto Metro Mondego era o mais ajustado à Linha da Lousã. Não éramos técnicos. Acreditamos nos especialistas.

Em Janeiro de 2010 tivemos o Sr. Secretário de Estado dos Transportes do governo do Eng.º Sócrates numa cerimónia em Miranda do Corvo a consignar as obras.

As obras avançaram, destruíram a linha existente entre Serpins e o Alto de S. João. Os investimentos consignados em Janeiro de 2010 têm continuado e representam vários milhões de euros. Em Junho de 2010 o governo colocou todo o projecto em causa.

Ameaçaram-nos com a paragem das obras, colocação de autocarros tipo BRT, etc., etc. Relativamente às empreitadas em curso suspenderam a colocação dos carris e da catenária.

As pessoas uniram-se e foram até Lisboa explicar a irresponsabilidade de tal decisão. Graças ao empenho de todos conseguimos que o processo estivesse presente na Assembleia da República, tendo sido aprovados vários projectos de resolução. Todos os projectos de resolução aprovados defendiam um sistema sobre carris na linha.

Para o sucesso desta iniciativa foi importante a união de todos: movimento cívico, autarquias, imprensa regional com particular destaque para o Diário de Coimbra e para o jovem Bruno Ferreira que contribuíram para o sucesso da petição.

O Sr. Ministro voltou a prometer a conclusão das obras, apontando 2014 como prazo para a sua concretização. A verdade porém é que não lançou mais nenhuma empreitada nem mandou colocar carris.

A verdade porém é que quando o Sr. Primeiro-ministro, Eng.º José Sócrates, esteve em Coimbra a inaugurar o novo hospital pediátrico também não nos tranquilizou.

Sabemos que a não colocação dos carris implica o pagamento de indemnizações de vários milhões de euros, de acordo com o 1.º relatório elaborado pela comissão de acompanhamento.

As obras consignadas em Janeiro de 2010 têm continuado a decorrer. Sabemos contudo que nunca mais foi dada ordem para colocar carris nem para avançar com os novos troços.

Sabemos que não estamos perante um produto que se compre num supermercado. Por essa razão temos estado pouco tranquilos apesar das promessas.

Hoje, ao ler no Diário de Coimbra a entrevista com a Sr.ª Ministra da Saúde, cabeça de lista do PS pelo círculo de Coimbra, fiquei estupefacta.

Afirmou a Sr.ª Ministra que “voltando à questão do metro, há ali alguns problemas relacionados com os túneis porque pode haver ali um meio de transporte relativamente leve e menos oneroso (autocarros). Esse pode ser o caminho a seguir, mas é preciso ver a compatibilização desse tipo de autocarros com os túneis”.

Estamos perante um atentado. Um verdadeiro caso de polícia. Uma irresponsabilidade. Como é possível voltarmos a falar em autocarros? Nós não queremos ser cobaias.

Em reunião com o Sr. Ministro solicitei que me indicasse locais e linhas similares onde existe este sistema de transporte defendido pelo Sr. Ministro e agora também pela Sr.ª candidata. O Sr. Ministro não conseguiu dar nenhum exemplo.

Estas populações tinham uma linha centenária que funcionava. Em pleno cenário de crise o governo liderado pelo Eng.º José Sócrates destruiu a linha prometendo um sistema mais moderno de transporte denominado tram-train. Tratava-se de um sistema de comboio moderno que permitia circular na linha e na cidade.

É isso que continuamos a querer. Queremos na linha um sistema ferroviário de transporte. As pessoas deste concelho exigem respeito. Nenhum governo tem o direito de destruir um sistema existente que transportava mais de 1,2 milhões de pessoas por ano, investir milhões de euros e depois colocar o projecto em causa.

Vivemos num país com uma grave crise económica e financeira. Nenhum governo tem o direito de destruir, gastar dinheiro de todos nós e a seguir colocar um sistema de transporte pior do que o que existia.

Cada vez mais as famílias vivem com dificuldades. As dificuldades conduzem a uma maior necessidade de sistemas de transporte públicos.

Peço por isso bom senso. Peço responsabilidade. Não compreendo como é que a cabeça de lista do PS por Coimbra vem novamente colocar em cima da mesa a hipótese de autocarros.”

Fátima Ramos

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