segunda-feira, maio 25, 2009

Feira Medieval de Penela - Edição 2009

«Feira Medieval “está melhor”
no centro histórico da vila

Na tenda da “Ginginha d’El Rei” as bebidas eras sugestivas: sangue de judeu, pecado mortal, a indecisão do bruxo, peste negra ou, simplesmente, uma ginginha. Bebidas no copo, bem à século XXI, ou num corno, como se fazia na Idade Média. A escolha era dos clientes, que ontem se deslocaram a Penela para participar em mais uma edição da Feira Medieval. Por 2,5 euros comprava-se a bebida e o respectivo corno, de barro porque de outra forma a «ASAE podia não achar graça e os animais de hoje não chegavam para dar tanto corno», dizia, em tom de brincadeira, o taberneiro.


Elementos do Labore Omnia Vinci (vozes sacras da Filarmónica Penelense que se estrearam nesta Feira Medieval) faziam o «estágio» bebendo uma ginginha – como diziam – antes de integrarem o Cortejo Histórico com a presença de D. Afonso Henriques e o mestre da Ordem do Templo, Gualdim Pais, que ontem se realizou da Praça da República para o castelo. Foi um dos momentos altos da Feira Medieval de Penela.



Num dos cantos da praça preparava-se o cortejo, que iria dar a conhecer D. Afonso Henriques às gentes de Penela. Ergueram-se bandeiras e o cortejo seguiu em direcção ao castelo. Nele estiveram integradas diversas figuras da época, devidamente trajadas. Primeiro as bandeiras, depois os tambores e gaitas de foles e D. Afonso Henriques. Atrás do rei os homens de armas, o mestre Guadim Pais e as mulheres, as mais abastadas à frente, as do povo atrás. Malabaristas completaram o cenário.


Rumaram ao castelo, sempre acompanhados de perto pela multidão do século XXI que se acomodou nas bermas das ruas para ver passar a realeza. Voltaram depois à Praça da República onde D. Afonso Henriques falou ao povo, dizendo que o dia era de festa. Estava assim concluído um dos quadros da história encenados na Feira Medieval de Penela.


Com recursos pode ser a melhor feira

Este ano, as obras do castelo ditaram uma mudança de figurino, obrigando a organização a estender a Feira Medieval pelas ruas da vila, permitindo com isso uma aproximação ao comércio tradicional, que se “confundia” com as muitas tendas medievais que se estendiam ao longo das ruas. Uma modificação «para melhor», dizia um casal de Coimbra, com casa em Penela e, por isso, habituado à presença da Feira Medieval na vila. «Está tudo a preceito», dizia ainda Paulo Rafael, fazendo alusão ao desfile de D. Afonso Henriques que passou, precisamente, pela artéria da vila com o seu nome em direcção à porta do castelo por onde, no século XII, ele próprio terá entrado.


O modelo testado este ano revelou-se positivo. De tal forma que o presidente da Câmara de Penela garante que, no próximo ano, a Feira Medieval vai continuar a realizar-se pelas artérias da vila em direcção ao castelo. «O formato de feira típica está mais presente desta forma», justificou Paulo Júlio, fazendo referência ainda aos comerciantes da vila que com o evento projectado desta forma podem «usufruir mais».
A Feira Medieval de Penela desenvolveu-se este ano em três temas, abordando diferentes momentos da história do concelho. Começou na sexta-feira, com uma ceia das três culturas, e prolongou-se até ontem. A autarquia pretende fazer deste o segundo maior evento do concelho, a seguir ao Penela Presépio. «Se tivermos mais recursos para apostar na divulgação os resultados podem ainda ser melhores», refere Paulo Júlio, não escondendo que, com algum trabalho, esta pode ser «a melhor feira medieval do país». «Mas um passo de cada vez», reconhece.»

In Diário de Coimbra


As Fotos foram «pescadas» do blogue: Opinião em Duplo, que recomendo vivamente em http://duplo.blogs.sapo.pt

Com grande pena minha, não pude marcar presença este ano devido a doença de familiar.




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