segunda-feira, novembro 19, 2007

Flexisegurança = Flexidesemprego + Instabilidade e Caos Social = Escravatura

Há uns dias atrás, em grandes parangonas, o primeiro-ministro anunciava que tinha criado 106.000 novos empregos, hoje soube-se que o número de desempregados qualificados tinha ultrapassado a fasquia dos 170.000 e que tinham aumentado os contratos a termo e o número de trabalhadores temporários…

Para além disso, segundo me confidenciaram há alguns dias atrás, as estatísticas do SNE, os números apresentados não correspondem à verdade…

Os números andam para cima ou para baixo, consoante os gostos do freguês.

Ao promover a flexisegurança em Portugal, Sócrates está a promover o desemprego, a incerteza no futuro, o trabalho precário, os baixos salários, a instabilidade social e o caos! Para não falar da manipulação e as jogatanas que há nos concursos com firmas da limpeza ou de segurança em vários serviços públicos, dava um filme «Corrupção II»…

Agora imaginemos o país cheio de firma de trabalhadores temporários, os tachos que não se iriam criar…

É certo que não estamos no Reino da Dinamarca, em que toda a população muda de emprego de 5 em 5 anos…

E os ordenados são outros!

Os recém licenciados vêem com apreensão o dia de amanhã, pois nada é certo.

Os patrões e a banca terão milhares de escravos prontos para o trabalho todos os dias, nas condições e nos termos, que quiserem.

Estranha-se ainda que se venha falar em mão-de-obra qualificada, quando o Ministro da Economia vai para a China anunciar os baixos salários praticados em Portugal…

De Socialista tem este governo pouco…

Terá Sócrates contabilizado os portugueses, que procuraram melhores paragens, depois do Partido Socialista ter ganho as eleições.

Quantos terão rumado a Angola, Espanha, Reino Unido e Suiça?

Por certo devem ultrapassar os 100.000 portugueses…

Amigos chegados de Angola e Luanda, dizem-me que a capital angolana se transformou num estaleiro imenso e que são cada vez mais os portugueses descontentes a desembarcarem naquelas paragens, com destino à capital angolana e não só… Participando no esforço de construção duma nação inteira, no maior «boom» económico a nível mundial.

Há quem fique mal disposto em terras angolanas vendo os negócios mais apetitosos fugir para mãos chinesas…

Pois só há habilidade para ajudar a Guiné Bissau e Timor Leste.

Para não falar do Estádio oferecido à Palestina…

Enquanto por cá se fecham Hospitais, Escolas e Serviços Públicos…

Tudo em nome do progresso e de Bruxelas.

Qualquer dia arriscamos-nos ao interior ficar deserto, a população envelhecida, pois os nossos jovens procuram melhores paragens e novas oportunidades.

Texto – Mário Nunes

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