sexta-feira, outubro 15, 2010

“Lá longe onde o Sol castiga mais: a guerra colonial contada aos mais novos”


Esta noite, pelas 21 horas, no Auditório da Câmara Municipal de Miranda do Corvo é lançado e apresentado o livro de Jorge Ribeiro “Lá longe onde o Sol castiga mais: a guerra colonial contada aos mais novos”

Sobre Jorge Ribeiro podemos adiantar que este jornalista, escritor e repórter de guerra escreveu inúmeras obras sobre a África colonial, ao longo dos anos acumulou uma experiência única sobre este tema, tendo enquadrado toda a sua produção literária nesta área, onde títulos como Capital Mueda e Marcas da Guerra Colonial continuam a merecer reedições. Centenas de artigos na imprensa, durante anos, reflectem uma investigação contínua da História do Colonialismo Português. É nesse contexto que surge a história do último tabu do Império: S. João Batista D’Ajudá – o seu primeiro romance na Arca das Letras.

Autor e realizador do único programa da rádio portuguesa produzido até hoje sobre os 13 anos de guerra em Angola, Guiné e Moçambique («Noites de África» / Rádio Press 1992-93), Jorge Ribeiro foi director de quatro estações de rádio, chefe de redacção do JN, e fez televisão durante 15 anos. Presidente do TEP e fundador do FITEI, é SG da Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto.


Tornar um fenómeno político-social de grande complexidade, como a Guerra Colonial, acessível aos mais jovens, constitui o objectivo deste livro de Jorge Ribeiro, autor que utiliza uma linguagem simples e objectiva.

Recriação, a partir das memórias dos seus protagonistas, de um dos momentos mais trágicos da história portuguesa recente, esta novela dá voz a uma geração que, por motivos políticos, participou numa guerra para a qual não estava humana e materialmente preparada. No livro, e através dos relatos em primeira pessoa, ficamos a conhecer muitos dos aspectos escondidos da guerra, incluindo as doenças, o sofrimento, os crimes, as saudades… Assim, nesta publicação, que conta, a servir de ilustração, com inúmeros documentos reais, desde fotografias, a mapas, incluindo jornais, cartas e aerogramas, é reconstituída a participação portuguesa na Guerra Colonial a partir das memórias dos antigos combatentes. Instigados pela professora, os alunos descobrem, nas recordações dos seus avós, todo um passado esquecido e, muitas vezes, branqueado. O processo de revisitação parece actuar como catarse para os ex-combatentes e como descoberta para os adolescentes, confrontados com uma realidade simultaneamente próxima e distante. Sem tabus, a luz da memória ilumina algumas das sombras mais assustadoras da Ditadura em Portugal, falando, na primeira pessoa, dos combates, dos medos, das doenças, da resistência, do amor e da morte.

Fonte: http://195.23.38.178/casadaleitura/portalbeta/bo/portal.pl?pag=sol_la_fichaLivro&id=1379#

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