terça-feira, julho 08, 2008

Penela desenvolve Formação Agrícola de Consciência Ecológica

«Chama-se FACE e trata-se de um projecto inovador, dinamizado pelo município de Penela, que aposta na Formação Agrícola de Consciência Ecológica. Um programa que pretende sensibilizar os jovens para a agricultura em modo de produção biológica e colocá-los face a face com novas alternativas, diferentes das práticas mais tradicionais.


O programa foi desenvolvido pelo Gabinete de Desenvolvimento Rural (GADRU), um projecto recente da autarquia de Penela, que enfatiza a importância que os recursos endógenos, particularmente no que à agricultura diz respeito, têm para o desenvolvimento do concelho. Tratando-se de uma aposta estratégica, a autarquia entendeu começar por sensibilizar os mais jovens, através da organização de uma espécie de campo de trabalho, a desenvolver durante as férias de Verão, contando com o apoio da Agrobio e Planeta Bio, duas referências em termos de agricultura biológica, que vão monitorizar as acções a desenvolver.


João Amílcar, do GADRU, sublinha que o objectivo prioritário do projecto é «mostrar aos jovens que existe um outro tipo de agricultura, diferente daquela que vêem os pais ou avós desenvolverem». «E mais “light”, com outro tipo de consciência», adianta aquele técnico, sublinhando a consciência ambiental e a sensibilização ecológica que este projecto comporta. Outro dos objectivos passa, claramente, pela sensibilização para a agricultura biológica, promovendo este tipo de produção.


De acordo com João Amílcar, os jovens vão participar num campo de férias, ocupando os seus tempos livres de «forma saudável e benéfica para a sua formação, desenvolvimento social e pessoal», ao mesmo tempo que «recebem um curso intensivo de agricultura biológica».


O curso começa no próximo dia 14 e prolonga-se até dia 24 e funciona na Ferraria de S. João, uma aldeia integrada na rede de aldeias do xisto, que se revela como o cenário mais do que ideal, pelo seu tipicismo, para o desenvolvimento de uma acção desta natureza. A formação tem início às 9h30 e prolonga-se até às 12h30, e começa com uma introdução teórica, que irá permitir aos jovens conhecer as noções básicas da agricultura biológica, que é complementada, depois, com uma “aula prática”. Ou seja, segundo João Amílcar, a formação inclui, diariamente, um atelier de animação. Compostagem e construção de armadilhas para largada de animais são os temas a desenvolver nos ateliers, monitorizados por especialistas da Agro Bio e do Planeta Bio.



Multiplicar programas
Trata-se, em última análise, no entender daquele técnico responsável, de um campo de férias onde, para além de desenvolver a sua consciência ecológica e ambiental, os jovens recebem uma informação intensiva sobre agricultura em modo de produção biológica, «ocupando parte das férias de Verão de forma útil e saudável». Também se pretende, sublinha a autarquia, que o FACE seja um «incentivo à inovação, criatividade e empreendedorismo dos jovens do concelho, de forma a verem a agricultura como uma actividade rentável e cada vez com mais futuro no país, sendo cada vez mais uma oportunidade de negócio».


A estreia do Face está prevista para dia 14, mas o objectivo é “multiplicar” os programas, refere João Amílcar, esclarecendo que, ao FACE de Verão se irão somar outros, nomeadamente na Primavera, por altura da Páscoa e no Inverno, durante as férias de Natal.


Aquele técnico enfatiza o interesse que, por exemplo, a compostagem tem vindo a suscitar junto de pessoas que possuem o seu jardim e querem saber como tratar os resíduos de uma forma ecológica. Razões para equacionar, por exemplo, refere, no Inverno, durante as férias de Natal, a realização de dois cursos, um para jovens e outro destinado a adultos.


Neste momento, quando se vive a primeira experiência, as atenções estão centradas na aldeia da Ferraria de S. João, o que não quer dizer que o FACE se fixe ali. Pelo contrário. João Amílcar equaciona desde já a possibilidade de um projecto de «itinerância pelo concelho», sensibilizando e dando formação no âmbito da agricultura biológica e da consciencialização ambiental. O campo das férias da Páscoa poderia, aventa, realizar-se no Rabaçal, junto às ruínas romanas.» Segundo, o Diário de Coimbra

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