sexta-feira, outubro 05, 2007

Nuvens Negras sobre os HUC


«Foi atribulada a passagem de Correia de Campos pelos HUC. Logo à chegada, o ministro da Saúde tinha à sua espera uma comitiva do Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Centro. Os sindicalistas entregaram ao governante uma carta aberta em que exigem resposta ao consideram ser “medidas contraditórias” do ministério que, por um lado, “quer colocar, em 2008, 25 por cento dos actuais efectivos na mobilidade” e, por outro, publica “anúncios para contratar a prazo auxiliares, enfermeiros, médicos, etc...”. De Correia de Campos ouviram apenas uma frase: “esperemos que não haja despedimentos”.
Mas o momento mais conturbado deu-se à chegada para o auditório dos HUC, onde decorreu a sessão evocativa do dia de S. Jerónimo. Paulo Anacleto, do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, abordou o ministro, desafiando-o a garantir aos enfermeiros presentes – que ostentavam uma faixa contra o trabalho precário – que os seus postos não estavam em risco. Como Correia de Campos não respondeu, os ânimos exaltaram–se e as vozes subiram de tom.
O sindicalista explicou aos jornalistas o motivo do descontentamento: “até dia 2 de Novembro, as diversas instituições públicas têm que fazer a lista da mobilidade especial. Encaramos esta situação como algo que não faz sentido, uma barbaridade”. Paulo Anacleto baseou-se em “instrumentos do ministério da Saúde” que dizem que “faltam na ordem dos 30 mil enfermeiros em Portugal” para concluir que “se algum enfermeiro entrar para a mobilidade especial, será um drama”.

Também a passagem dos HUC para EPE preocupa os enfermeiros, que temem que “aumentem os horários de trabalho e que haja menos enfermeiros por turno”. Paulo Anacleto critica ainda o “secretismo absoluto” em que o processo se está a desenrolar”: “haverá 12 grupos de trabalho e ninguém sabe quem são”, concluiu.

Por último, foi Ricardo Matos, do Movimento de Utentes pelos HUC, a entregar ao ministro da Saúde um documento onde demonstra a sua preocupação com “a asfixia financeira (...) as notícias de possíveis encerramentos de serviços e a constatação de diversas alterações na prestação de cuidados médicos”.»

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In http://www.asbeiras.pt/?area=destaque&numero=49839&ed=02102007

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