domingo, dezembro 12, 2010

Um Natal amargo


É o que espera muitos portugueses, os mirandenses, lousanenses e penelenses (em particular), não podem esperar melhoras de 2011, uma vez que todos os cenários traçados para o próximo ano são dantescos e nada animadores.

Muitos já começaram a efectuar as compras de Natal, a preparar a Ceia de Natal, em especial os doces: desde as filhoses, as fatias douradas, o arroz doce, a aletria, o bolo-rei (ou rainha), quando o impensável, mais uma vez ocorreu, difundida a noticia, às primeiras horas da passada 6ª feira, na rádio, que o stoque de açúcar estaria à beira da ruptura devido à falta de matéria-prima nos mercados internacionais, os supermercados estariam a racionar a aquisição do mesmo. A noticia alastrou, como o rastilho da pólvora.

Na 6ª feira à noite começou a correria do açúcar, prosseguiu nos supermercados no sábado de Miranda do Corvo, Lousã e Penela para terminar no Domingo.

Contaram-me que cada cliente só podia levar 2-3 pacotes de açúcar e que os preços variavam dos 69 cêntimos (do Intermarché) aos 82 cêntimos do Doce Mel (em Miranda do Corvo).

“Os açambarcadores levaram tudo!” – referiu-me a chefe de loja do Lidl de Miranda do Corvo, prosseguindo: “Quatro paletes de açúcar foram vendidas no sábado à tarde e mais houvesse tinha ido todo!”

“Hoje não temos açúcar!” era a palavra de ordem nas grandes superfícies em Portugal.

Quando seria de esperar outro tipo de notícias mais condizentes com o espírito da quadra, o febril consumismo e a irracionalidade tomaram conta dos portugueses, espero que a febre do açúcar não se estenda a outro tipo de alimentos.

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