quarta-feira, setembro 26, 2007

Penela vai ter Habitação a Custos Controlados


Lúcio da Silva Azevedo & Filhos, S.A. ganha concurso público

Trata-se de um edifício de habitação a custos controlados (CDH) a construir num terreno a adquirir à Câmara Municipal de Penela, na sequência de Concurso Público do qual resultou a escolha da equipa constituída por Lúcio da Silva Azevedo & Filhos, S.A. e João Álvaro Rocha, Arquitectos Ld.ª. O número total de habitações previsto é de quarenta e oito unidades, trinta e seis do tipo T3 (105m²) e doze do tipo T4 (120m²). O programa é completado por um aparcamento com capacidade para cerca de sessenta lugares localizado em cave, sob um dos recintos exteriores, ao qual se associam baterias de arrumos (uma unidade por fogo), e um edifício autónomo destinado a comércio diário (66,0m²).


O terreno tem uma área aproximada de 13 000 m² e apresenta uma topografia marcada por pendentes bastante acentuadas, situando-se nos limites da vila, numa zona de transição, apresentando traços característicos das periferias urbanas, onde a tensão entre espaços verdes e espaços construídos, espaços públicos e privados, se assume como o tema central de composição.
A implantação do edifício, à semelhança do castelo, define um recinto mas, ao contrário daquele tipo de estruturas defensivas, entranha-se no terreno criando espaços para uso colectivo que fazem parte do terreno e se expressam como topografia.
O edifício é constituído por três pisos, delimitados pelas galerias de acesso e distribuição que se situam entre o terreno e os fogos. Constituem deste modo espaços abertos, cobertos, iluminados e ventilados que funcionam como “almofada” entre o terreno e o espaço habitável. A implantação do conjunto configura duas grandes unidades que se constituem num edifício funcionalmente único. Os espaços exteriores criados são de considerável dimensão, cujo tratamento proposto privilegia cobertos vegetais sustentáveis e de fácil manutenção (espécies arbustivas e arbóreas autóctones, prado e relvado).
Sendo a repetição do módulo a base do desenho, estruturadora do ordenamento do edifício tanto nos aspectos estruturais como infraestruturais, constitui garantia de uma relativa flexibilidade do seu espaço interior permitindo ajustes decorrentes do seu uso e da própria dinâmica de transformação do agregado familiar, possibilitando a estandardização dos elementos construtivos, e a consequente racionalização da obra. A sustentabilidade (no aspecto mais amplo do termo) presidiu às preocupações de projecto. É no entanto de salientar a escolha do prado para o revestimento da cobertura do edifício e da cortiça para o revestimento das suas fachadas exteriores, o que contribui igualmente para a integração paisagística do edifício e para a melhoria dos seus comportamentos térmico e acústico, pois funcionam como isolantes, para além de que apresentam inegáveis vantagens económicas, nomeadamente nas poucas exigências de manutenção. Prevê-se ainda a instalação de painéis solares para aquecimento de águas domésticas de consumo, ventilação natural “cruzada” de todos os compartimentos habitáveis, mediante a colocação de grelhas auto-reguláveis nas caixilharias exteriores, reaproveitamento das águas pluviais e freáticas para alimentação da rega automática das áreas ajardinadas e pré-instalação de aquecimento central.

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