quarta-feira, setembro 19, 2007

Stolt Sea Farm, Praia da Tocha

Anda meio mundo distraído, a Quercus fala nos grandes viveiros, que a Pescanova (empresa espanhola) irá eventualmente construir na Praia de Mira, situada 15 quilómetros, a Norte da Praia da Tocha.

http://www.quercus.pt/scid/webquercus/defaultArticleViewOne.asp?categoryID=567&articleID=2056


Os ecologistas portugueses, contudo ignoram que a Stolt Sea Farm, multinacional do sector da pesca e da piscicultura, com instalações na Galiza, na Noruega, na Austrália já tem há muito um pé em Portugal, onde explora um complexo de piscicultura localizado na Praia da Tocha, onde detêm inúmeros viveiros.

Será que a Quercus já leu o que pensam os Nuestros Hermanos da Galiza Livre acerca da Stolt Sea Farm?

http://www.galizalivre.org/index.php?option=com_content&task=view&id=850&Itemid=2



É só pesquisar…

Imagens recolhidas por Mário Nunes, em Julho de 2007, na Praia da Tocha.

Texto – Mário Nunes

5 comentários:

Anónimo disse...

Realmente é esquisito este silência sobre esta aquacultura. Octávio Lima (ondas3.blogs.sapo.pt)

Antonio Campos - QUERCUS disse...

Caro Mario Nunes:

escreve Antonio Campos, presidente do Nucleo da Coimbra da Quercus. Gostaria de o esclarecer sobre este assunto. A Quercus não anda a dormir e sabe perfeitamente sobre a Stolt Sea Farm, que é uma empresa do mesmo genero da Pescanova. A diferença é que, por um lado, a fabrica da Tocha existe há bastante tempo. Por outro, a dimensão desta, comparada com a de Mira, é absolutamente insignificante! A de Mira ocupará quase 100 ha, será a maior do Mundo. Sozinha, produzirá tanto peixe como TODAS as aquaculturas de Portugal neste momento. Dai a importancia que a Quercus dedica a este assunto.

Cumprimentos,

Antonio Campos

Artur disse...

Ainda bem que está atento ao que se passa à sua volta.
Mas tente dar o benefício da dúvida quando for mordaz.
A empresa da Tocha que refere não é, òbviamente, um "pão doce" do ponto de vista da defesa dos valores ambientais. Se já lá andou já percebeu. Mas há enormes diferenças relativamente ao caso do projecto de Mira;
Desde logo, a primeira já está instalada há vários anos, não se pode impedir. Podemos é estar atentos e vigilantes e denunciar eventuais procedimentos futuros que lesem ainda mais o meio local.
Em Mira, trata-se ainda de um projecto, embora om apoio governamental. Há possibilidades portanto de intervenção (e a Quercus não está parada) por antecipação.
Além disso, está em causa uma vasta zona da Rede Natura, ao contrário do primeiro caso.
Por outro lado, a dimensão do projecto é maior.
Além de outras que não cabe aqui discutir, não lhe parece que só estas razões justificam a preocupação?
E já agora, porque é que um erro há-de justificar outros erros posteriores?
A razão de ser da Quercus é a preservação e a salvaguarda do meio ambiente, a sensibilização da comunidade e o apoio a todos os que sentem esta preocupação. Conta para isso com o apoio de um grande número de pessoas, desde os seus voluntários a simples simpatizantes que comungam deste ideal e se mantêm atentos e vigilantes na salvaguarda deste bem comum, mas todas as contribuições e ajudas são importantes para que cada vez mais a sua voz e influência cresçam.
Ainda bem que você está atento e disposto dar a sua contribuição.
Esperamos contar sempre com o seu apoio.
Saudações

Anónimo disse...

Caro Mário Nunes,

encontrei o seu blogue por mero acaso e parei por alguns instantes para ler este artigo. Começo por dizer que a aquacultura é neste momento um assunto mediático pelas piores razões mas, como é apanágio do nosso país, dizemos mal de qualquer coisa sem justificar devidamente as nossas razões. Actualmente, a nível mundial, o sector da aquacultura representa o maior crescimento anual no sector da exploração e produção de recursos alimentares. Tal deve-se ao facto de os recursos marinhos naturais não oferecerem viabilidade de exploração a médio-longo prazo para um população mundial cada vez maior. Como tal, já é e será a breve trecho um sector importantíssimo para a alimentação humana. Sou o primeiro a defender uma boa integração das empresas com o meio ambiente, principalmente todas aquelas que produzem resíduos nocivos para o meio envolvente. E os viveiros de aquacultura enquadram-se neste grupo de empresas. Porém, temos que ser mais aprofundados na nossa análise e tal significa realizar um balanço entre as vantagens e desvantagens inerentes. Actualmente, existem medidas jurídicas para punir a "poluição" provocada por estas empresas, assim como existem também aplicações práticas que reduzem ou neutralizam os resíduos destas explorações. Até hoje ainda não vi ninguém nos meios de comunicação a enumerar e explicar claramente quais os perigos de uma indústria deste tipo. Uma vez que tenho um conhecimento aprofundado sobre este assunto e, como não visto nenhuma "camisola", posso adiantar que:

- poucos produtos químicos são utilizados numa aquacultura; estes passam por detergentes, desinfectantes e antibióticos e químicos perigosos (em quantidades reduzidas)

- a produção de matéria orgânica por parte dos peixes (nomeadamente fezes)constitui uma preocupação para o meio ambiente, uma vez que em elevadas quantidades pode destabilizar o meio aquícula contíguo; no entanto, este perigo depende de muitas variantes, entre as quais a capacidade de saturação desse meio (relacionado com a população microbiológica desse local), hidrodinâmica, taxas de renovação, etc.

Um ponto com o qual discordo totalmente é o facto de uma preocupação exclusiva para com novos projectos. Podemos "corrigir à nascença" as novas instalações, mas devemos estar ainda mais atentos às que já existem. São mais antigos, como tal, muitas vezes mais obsuletas e perigosas para o meio ambiente.

Por último, deculpe a minha sinceridade, mas não vale a pena ir à Praia da Tocha para ir fotografar uma simples, pequena e humilde aquacultura, sem qualquer importância no contexto nacional do sector. (nota: mais valia ter no seu blogue fotografias dos belíssimos palheiros...) Existem aquaculturas bem superiores e em sítios mais sensíveis...

Cumprimentos,

Luís Figueira
(Biólogo Marinho)

Anónimo disse...

Caro Mário Nunes,

se pretenda contactar-me pelo comentário que deixei no seu blogue, o meu endereço electrónico é o seguinte:

luismcafigueira@yahoo.com

Cumprimentos,

Luís Figueira.

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