sábado, maio 03, 2008

“Miranda Capital da Chanfana”

Amanhã, dia 4 de Maio de 2008, último dia deste festival gastronómico promovido pela CMMC.

Vários restaurantes do Concelho de Miranda do Corvo tem promovido a gastronomia tradicional baseada na carne de cabra velha: chanfana, negalhos e sopa de casamento.

Estes restaurantes sediados no Concelho de Miranda do Corvo estarão preparados para servir os muitos amantes da boa gastronomia que se deslocarem a Miranda.

Miranda do Corvo assumiu este desafio de promoção da cozinha tradicional uma vez que a invenção da receita da chanfana está associada às freiras do Convento de Semide (uma das freguesias do concelho).

A Chanfana cozinha-se com vinho tinto tradicionalmente cultivado na freguesia de Lamas, é assada em fornos de barro e em antigas caçoilas fabricadas pelos oleiros do Carapinhal, sendo certo que Miranda é ainda um museu vivo do barro vermelho.

A relação por demais evidente entre a confecção da carne de cabra velha – chanfana, sopa de casamento e negalhos; o barro e a olaria, nomeadamente no fabrico das caçoilas e os típicos fornos, também eles de barro, aquecidos a lenha utilizados tanto na confecção gastronómica como na cozedura do barro, e a existência das vinhas de Lamas produtoras de excelente vinho tinto, demonstram a histórica influência directa da conjuntura económica e social dos tempos e os recursos naturais do espaço físico de Miranda do Corvo.

A sopa de casamento é um prato com base em couve e pão enriquecido com o molho da chanfana.

Os negalhos são confeccionados com as tripas de cabra assadas em vinho tinto.

Se a maioria associa a receita da chanfana às freiras do Convento de Semide é certo que existe uma lenda que remete a origem deste prato – Chanfana – para a época das invasões francesas. Para evitar que os soldados lhes roubassem os rebanhos, as freiras matavam e cozinhavam os animais. Diz-se, ainda, que durante as invasões a população envenenou as águas para aniquilar o exército francês, e como era necessário cozinhar a carne utilizavam o vinho.

O que é certo é que em Miranda, talvez devido às dificuldades de outros tempos, se criou uma rica gastronomia em que aproveita integralmente a cabra velha, que depois de ter gerado os cabritos no seu ciclo de vida, termina bem assada em bom vinho tinto, a carne transformada em deliciosa chanfana, as tripas confeccionadas nos apetitosos negalhos, e os resíduos da caçoila (carne e o molho) a temperarem a saborosa sopa de casamento.

Os apaixonados da boa e tradicional gastronomia terão a certeza de comer em Miranda alguns dos pratos mais típicos da cozinha portuguesa e de ser servidos com grande simpatia, em ambientes simples, de gente de bem.



Restaurantes Aderentes:

A Parreirinha | Araújo | Churrasqueira Brazão | Churrasqueira Manjar do Dia | Colher de Pau | Estação de Sabores | Fadas do Vento | Fika Keto | O Caniço | O Careca | O Carpinteiro | O Espanhol | O Ferrador | O Grelhador | O Pedroso | O Retiro do Mendes | O Telheiro | Paris | Rufino dos Leitões | Teia | Varandas do Ceira | Zé Padeiro.





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