domingo, janeiro 09, 2011

Hoje (08.01.2011) fomos cantar as Janeiras a Lisboa

Os utentes do Ramal da Lousã começaram a chegar às 8 horas à Praça do Mercado, em Miranda do Corvo. Os autocarros já se perfilhavam, os mirandenses presentes distribuíram-se então pelos oito autocarros, colocados à disposição pelo Município. A pontualidade foi ponto assente e às 08:30 horas já saímos de Miranda do Corvo, escoltados pela GNR até Lamas.



Para lá destes oito autocarros, saiu ainda de Miranda, um autocarro da Fundação ADFP e várias carrinhas de serviço daquela instituição, bem como alguns mini-autocarros da CMMC, que iam lotados. Acompanhavam-nos ainda diversos populares em automóveis particulares.

Ao sair de Condeixa entramos na auto-estrada sob olhar atento da BT.

Seguimos marcha em direcção a sul, o pessoal afinava as vozes pelas letras das canções e colocava os autocolantes distribuídos.

A boa disposição foi uma constante na ida e no regresso.



Paramos na área de serviço de Leiria para desentorpecer as pernas…

Findo este interlúdio regressamos de novo à auto-estrada, a pouco e pouco a caravana foi-se compondo.



À chegada a Lisboa efectuou-se a junção com os autocarros que vinham dos concelhos de Coimbra e da Lousã. Surpresa das surpresas à saída da auto-estrada tínhamos um aparato policial à nossa espera, nós cidadãos, pessoas de trabalho e de bem que queríamos exercer o nosso direito de cidadania e manifestarmos-nos na capital, cantando as Janeiras ao nosso adorado Primeiro-ministro.

Olharam-nos como se fossemos uma perigosa claque de "ultras" do futebol.


Após dialogo das chefias da PSP com os responsáveis presentes lá se ligaram os motores dos autocarros e lá seguimos de novo viagem a caravana do Ramal escoltada por diversos carros da policia e batedores de moto do Comando Metropolitano da PSP de Lisboa a abrir caminho.



Fomos conduzidos pelas diversas circulares de Lisboa até à 24 de Julho, onde ficaram estacionados mais uma vintena de autocarros. E foi debaixo de chuva que percorremos a pé a distância que separa a 24 de Julho da Assembleia da República.

Foi tempo de desfraldar os pendões, as faixas e cartazes e afinar as vozes.



Nas escadarias da Assembleia da República perfilava-se a PSP barrando-nos o caminho, de novo. E então as cerca de 2.000 pessoas que enchiam aquele largo gritaram tudo o que lhes ia na alma, foi um momento de catarse.



Os mirandenses pediram “comboio”, os lousanenses “metro”, mas aquilo que todos queriam era algo que circulasse sobre carris desde que ande…

Ouviram-se então diversas palavras de ordem: “criminoso”, “aldrabão”, “mentiroso”, “sem carris não votamos” “Que país é este? Que estado de direito é este?”, “Nós não estamos no deserto!”

Surgiram os repórteres e a televisão do nada.




Será que desta vez conseguimos passar nas noticias ou será tudo abafado mais uma vez neste país de mentira?




Será que todos estes rapazes eram repórteres fotográficos ou a esta hora estaremos a decorar algum álbum fotográfico muito secreto?


Por último dirigimos-nos à residência oficial do Primeiro Ministro, com o intuito de lhe cantar as janeiras.

Mais uma vez repetiram-se os mesmos chavões… Só que desta vez surgiram os três reis magos: Baltazar, Belchior e Gaspar que não trouxeram desta vez incenso, mirra e ouro, mas sim pedras, tulipas e carris, tudo entulho da nossa linha para adorar o nosso “inginheiro”

Entoaram-se as janeiras, os Reis Magos, o porta-voz do movimento, Dr. Jaime Ramos e os autarcas de Coimbra, Miranda do Corvo e Lousã foram recebidos pelos assessores do nosso mais que tudo.

Após foi tempo de deambular e regressar aos autocarros passava das 14:30 horas. Rumamos ao almoço, contudo na retina de muitos mirandenses e lousanenses ia afinal os alfacinhas tem tudo: comboios, metro, eléctrico rápido, eléctricos, barcos, autocarros periodicamente e nós não temos nada?

Houve um que se saiu com esta eles podem ter tudo, mas não tem a nossa geropiga!

Chegamos a Miranda do Corvo às 18 horas, depois de nos despedirmos da capital.

Surpresa, mais uma a RTP minimizou a quantidade dos manifestantes ao reduzi-los de 2000 para 1000.

Estranhas contas se fazem nestes país. Por certo não tiveram conta que cada autocarro levava mais de 52 passageiros. Eram mais de 20 autocarros…

Certo, certo é que a matemática é uma ciência rigorosa.

Apesar de tudo e das adversidades impostas por S. Pedro creio que conseguimos passar a nossa mensagem…

A luta continua no próximo dia 19 de Janeiro de 2011, desta vez de novo na Assembleia da República, contamos com todos para encher as galerias quando se falar de novo do Ramal da Lousã.

(Continua!)


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