domingo, agosto 05, 2007

Aldeias do Xisto - A Descoberta Começa Aqui



«O Gondramaz é uma pequena aldeia de xisto encravada na serra de Vila Nova, cuja origem se perde nos tempos. Com meia dúzia de habitantes fixos, a aldeia é actualmente alvo de um programa de reabilitação por estar inserida na Rede das Aldeias de Xisto. A tipicidade das suas casas e dos seus moradores - de onde sobressai o escultor Carlos Rodrigues - faz deste pedaço de paraíso natural um local a visitar e descobrir.



Com a evolução dos tempos e a busca de melhores e mais dignas condições de vida, a Aldeia foi sendo substituída pela Cidade, e a estas comunidades onde fervilhava gente deram lugar os largos abandonados de conversas, onde aqui e ali se sentam os que ficaram e esperam lentamente que o ponteiro dos segundos passe, ansiando que o Verão chegue e traga de volta aqueles que o vento levou para longe.


Durante a subida da montanha vamo-nos apercebendo de vários pontos de miragem sobre a vila de Miranda do Corvo e das encostas das montanhas de uma beleza rara de vegetação que vai escorrendo e envolvendo a íngreme depressão até ao sopé, terminando numa euforia de verde.
A fauna, esconde-se no embrenhado da flora, mostrando-se aqui e ali de uma forma tímida. Veados e javalis dividirão com o aventureiro os caminhos pedonais que se abrem diante dos seus olhos e que o guiam neste passeio pedestre.


Chegados ao cimo da montanha, deixando para trás a aldeia do Cadaval, abandonada, pinta-se perante os nossos olhos, um quadro feito pelos deuses. As elevações e depressões, as várias tonalidades de verde, toda a paisagem parece não ter fim.


O percurso continua, sobre os caminhos de terra batida, levando-nos à explosão de beleza máxima e ao terminus do percurso: a aldeia do Gondramaz. Ergue-se do solo uma aldeia que de uma forma envergonhada se mostra por detrás da vegetação. A sensação é esmagadora.
A sinaléctica indica-nos os pontos de referência da aldeia e dá-nos a conhecer os seus segredos. A audição é envolta de um som forte, por uma música de uma pauta escrita pelas asas das abelhas. O cheiro é extasiante, de um odor de verde da natureza. O sabor está envolto no gosto delicioso das castanhas que envolvem o chão.


A aldeia do Gondramaz é um exemplo puro de várias vidas que se perdem no tempo e no espaço. Para além da sua localização, afastada do mundo do século XXI, do corrupio das vidas agitadas, no Gondramaz o relógio parou há muito. Os seus habitantes envelhecidos, alimentam as horas do dia com a refeição da solidão.


O Gondramaz é, sem dúvida, o símbolo da adequabilidade ao local, da natureza, da arquitectura popular que, felizmente, se preservou ao longo das gerações. Aqui os únicos cinco residentes vivem da pastorícia e da agricultura, a que, de uma forma tão apaixonada, decidam a vida, os dias.»

Casal Novo, Talasnal, Cerdeira, Aigra Nova, Comareira, Benfeita, Gondramaz, Chiqueiro, Aigra Velha, Pena, Fajão, Barroca, Janeiro de baixo, Janeiro de Cima, Álvaro, Pedrógão Pequeno, Ferraria de S. João, Casal de S. Simão, Martim Branco, Sarzedas, Foz do Cobrão e Água Formosa.

São estas as 23 Aldeias do Xisto espalhados por vários municípios do Pinhal Interior. É um território de uma enorme beleza natural, rico em património e que oferece infinitas possibilidades de lazer.

A revista Aldeias do Xisto é uma publicação editada pela associação Pinus Verde, enquanto entidade promotora do Plano de Desenvolvimento Sustentado das Aldeias do Xisto.

1 comentário:

mch disse...

Viva Espaço Aberto.
Nós temos links com o Grande Estuário, e estamos interessados numa linkagem entre os seus blogs Espaço Aberto - Uma Nova Miranda, Kafe Kultura e o www.somosportugueses.com que é um sítio a evoluir para portal.

Descobri o via OGE i identrificamo-nos com seu projecto…

MCH

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